Estudo associa consumo de refrigerantes a maior risco de câncer no pâncreas

Pessoas que bebem dois ou mais refrigerantes por semana têm um risco muito maior de desenvolver tumores no pâncreas - tipo de câncer não muito comum, mas mortal - do que aqueles que não consumem essas bebidas, segundo pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA. Em estudo com 60 mil pessoas que foram acompanhadas por 14 anos em Cingapura, os especialistas observaram que os voluntários que ingeriam maior quantidade de refrigerantes por semana tinham 87% mais chances de estarem entre os 140 que desenvolveram câncer pancreático no período. Os especialistas destacam que a grande quantidade de açúcar presente nessas bebidas pode ter um papel nessa relação. “Altos níveis de açúcar nos refrigerantes podem estar aumentando os níveis de insulina no organismo, o que acreditamos contribuir para o crescimento das células de câncer pancreático”, explicou o pesquisador Mark Pereira, líder do estudo. Porém, o açúcar não seria o único responsável pelo maior risco, já que o consumo de refrigerantes no país asiático foi associado a outros comportamentos de risco, como tabagismo e ingestão de carne vermelha. Por causa desses fatores de confusão e do pequeno número de casos de câncer de pâncreas incluídos no estudo, os pesquisadores ressaltam a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto para confirmar os resultados e para desvendar os mecanismos relacionados a essa relação.
Escrito por Leandro Perché às 12h19
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Gestantes mais velhas correm maior risco de terem filhos autistas, diz estudo

Quanto mais tempo a mulher espera para ser mãe, maiores são os riscos de ter um filho com autismo - distúrbio cerebral que interfere na capacidade do indivíduo em se comunicar e relacionar com outras pessoas -, segundo estudo publicado na edição de fevereiro da revista Autism Research. A comparação dos casos de autismo ocorridos na Califórnia no período de 1990 a 1999 - mais 12 mil crianças em 5 milhões de nascimentos - com as outras crianças do registro do Estado indicou que mulheres que ficam grávidas com mais de 40 anos de idade correm maior risco de terem um filho com autismo. As taxas de autismo apresentadas pelo estudo foram crescentes, acompanhando o aumento da idade da mãe: 1,6 por 1000 mulheres com menos de 25 anos; 2,3 por 1000 mulheres na faixa etária de 25 a 29 anos; 3,1 por 1000 mulheres com 30 a 34 anos de idade; 3,85 por 1000 mulheres entre 35 e 39 anos; e 4,4 per 1000 mulheres com 40 anos ou mais. Entre os homens, por sua vez, os efeitos da idade seriam bem menores. Apesar de os resultados indicarem que a idade da mãe pode influenciar no risco de autismo do filho, os pesquisadores destacam que esse é apenas um dos fatores implicados nesse distúrbio. De acordo com os autores, essa tendência de a mulher ter filhos mais tarde conta por menos de 5% do aumento do autismo na Califórnia no período. “Esse estudo não diz que a idade da mãe ou do pai causa o autismo”, destacou a pesquisadora Geraldine Dawson. “A idade dos pais é apenas um fator de risco que está interagindo com outros fatores genéticos e ambientais que levam uma criança a desenvolver o autismo”, completou a especialista.
Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Consumo de chá verde pode proteger os dentes, sugere pesquisa

Um estudo japonês publicado na edição de fevereiro da revista Preventive Medicine indica que o consumo regular de chá verde pode proteger contra problemas orais que levam à perda de dentes. Avaliando dados de uma pesquisa realizada em 2006 com mais de 25 mil japoneses com idades entre 40 e 64 anos, os especialistas notaram que mesmo o consumo de uma xícara de chá verde por dia pode reduzir a propensão à perda de dentes. Os resultados indicaram que, entre os homens, o risco de perda de menos de 20 dentes reduzia em 18% para o consumo de uma a quatro xícaras de chá verde por dia, e em 23% para a ingestão de mais de cinco xícaras diárias da bebida. Os dados correspondentes para as mulheres e os resultados em relação à perda de 10 ou de 25 dentes foram essencialmente os mesmos. A pesquisa não explica as razões desse efeito protetor do chá verde. Mas muitos especialistas atribuem essa ralação à grande quantidade de flavonoides com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios presentes no chá. Muitos estudos, inclusive, associam seu consumo à redução de condições inflamatórias, incluindo doenças cardíacas e diabetes. Porém, mais estudos são necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 12h04
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Tráfego intenso pode aumentar os riscos de obesidade infantil, indica estudo

Crianças que vivem em áreas de tráfego intenso e de retenções no trânsito correm maior risco de terem ganho de peso extra e obesidade, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA. De acordo com os autores, isso ocorre porque essas crianças são menos propensas a caminhar, andar de bicicleta e brincar ao ar livre. “Quando não é seguro brincar lá fora, as crianças são mais propensas a ficar dentro de casa e brincar com jogos de computador ou assistir televisão”, explica o pesquisador Michael Jerrett. “Esses hábitos sedentários podem colocá-los em maior risco de obesidade”, alerta. Avaliando cerca de 3 mil crianças com nove e 10 anos de idade que viveram em Los Angeles ou nos arredores até os 18 anos, os pesquisadores notaram que o índice de massa corporal (IMC) aumentava mais entre crianças cuja moradia se localizava em uma via com "150 metros de tráfego". “Isso se traduz em cerca de 5% de aumento no IMC alcançado com 18 anos de idade. Apesar de esse efeito parecer pequeno, essa onipresença da exposição ao tráfego que implica em pequenas mudanças no IMC pode estar associada com impactos no status de sobrepeso e obesidade na população”, destacam os autores. Os pesquisadores ressaltam que, além de um estilo de vida mais sedentário das crianças que vivem nessas áreas por causa do “ambiente hostil” fora de casa, a poluição do ar pode ajudar a explicar essa relação entre tráfego intenso e obesidade infantil. Segundo eles, a poluição afeta negativamente a função pulmonar, reduzindo ainda mais os níveis de atividades físicas dessas crianças. Porém mais estudos são necessários para desvendar as razões dessa relação e para desenvolver abordagens que possam combater essa tendência.
Escrito por Leandro Perché às 11h56
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Atitude e altitude podem ser os segredos para a perda de peso, sugere estudo

Um estudo recentemente publicado na revista especializada Obesity indica que a simples mudança para um local com maior altitude por uns tempos pode ajudar pessoas com sobrepeso a perder alguns quilinhos. Em testes com 20 homens obesos de meia idade, que foram levados para as montanhas por uma semana, pesquisadores da Universidade Ludwig-Maximillian em Munique notaram que a altitude pode ter uma influência significativa na perda de peso. Os voluntários que participaram do estudo viviam em Munique - que está a cerca de 520 metros acima do nível do mar - e foram levados, por uma semana, para uma área com 2.650 metros de altitude. Durante a estadia nas montanhas, eles não tiveram restrições na alimentação, mas os exercícios eram restritos a lentas caminhadas dentro da estação. E os resultados mostraram uma redução média de 1,6 kg no peso dos participantes nesse período, acompanhada de uma redução em sua alimentação, maior queima de calorias e melhoria significativa na pressão arterial.De acordo com os pesquisadores, um mês após o retorno dos voluntários à sua cidade, eles continuavam queimando mais calorias do que no início do estudo e sua capacidade de exercícios tinham melhorado consideravelmente. Os autores acreditam que o aumento da taxa do metabolismo combinada com uma redução no consumo de alimentos - causada pelo “mal da montanha” e pelo aumento dos níveis de leptina (hormônio da saciedade), por causa da redução do nível de oxigênio no ambiente - são os responsáveis pela perda de peso. Porém, mais estudos são necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 12h24
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Acupuntura é eficaz no tratamento de depressão na gravidez, diz estudo

A acupuntura - milenar terapia chinesa com agulhas - pode ser segura e eficaz no tratamento da depressão durante a gravidez, segundo estudo apresentado esta semana no encontro anual da Sociedade de Medicina Materno-fetal, em Chicago. De acordo com os autores, a descoberta é muito importante, visto que oferece uma abordagem barata e com poucos e leves efeitos colaterais para o tratamento da depressão na gravidez, considerando que uso de medicamentos antidepressivos na gestação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê.
Avaliando 150 gestantes com depressão maior, os pesquisadores observaram que aquelas que tiveram oito semanas de tratamento com acupuntura experimentaram, significativamente, maior redução na severidade da depressão e maior taxa de resposta, comparadas àquelas tratadas com uma “falsa acupuntura” e àquelas que passaram por sessões de massagem.
“A depressão durante a gravidez é uma questão de preocupação, porque tem efeitos negativos sobre a mãe e o bebê, assim como para o resto da família”, destacaram os autores do estudo. “Os resultados do nosso estudo mostram que o protocolo de acupuntura testado poderia ser uma opção de tratamento viável para depressão durante a gestação”, completou o pesquisador Schnyer.
Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Dia Mundial do Câncer: Mudanças no estilo de vida previnem 40% dos casos
Em ocasião ao Dia Mundial do Câncer - comemorado nesta quinta-feira, dia 04 de fevereiro - diversos especialistas e instituições ao redor do mundo destacam a importância da prevenção para o controle da doença. De acordo com a União Internacional contra o Câncer, cerca de 40% dos 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer a cada ano poderiam ter evitado o desenvolvimento da doença se protegendo de infecções e com mudanças no estilo de vida. Neste ano a campanha foca em medidas simples de prevenção: a cessação do tabagismo - maior causa prevenível de câncer, causando de 80% a 90% do câncer de pulmão, além de 30% de todas as mortes por câncer em países em desenvolvimento; a adoção de uma dieta saudável e exercícios regulares - que previnem a obesidade, associada a muitos tipos de câncer; limitar o uso de álcool – que, em excesso, aumenta os riscos de tumores; e a proteção contra infecções que causam o câncer - incluindo a vacinação e outras medidas preventivas contra o HPV (que pode levar ao câncer de colo de útero), contra a hepatite B e C (associados ao câncer hepático). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o câncer é a principal causa de morte do mundo, e o número total de casos está em crescimento. A projeção é que o número de mortes pela doença cresça 45% de 2007 a 2030 - de 7,9 milhões para 11,5 milhões. “Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto uma cura para 40% dos cânceres no mundo, haveria uma enorme alegria", disse o presidente da UICC, David Hill. "Porém, a verdade é que temos, agora, o conhecimento para prevenir 40% dos cânceres. E a tragédia é que não estamos usando isso", completou o especialista.
Escrito por Leandro Perché às 11h57
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Complicações do diabetes são mais comuns em pacientes com depressão

A depressão pode aumentar os riscos de complicações avançadas e graves do diabetes - incluindo insuficiência renal, cegueira (microvasculares) e até infarto e derrame (macrovasculares) -, segundo estudo publicado esta semana na revista médica Diabetes Care. Entre os voluntários com diabetes tipo 2, a depressão maior foi associada com 36% maior risco de desenvolver complicações microvasculares e 25% mais chances de ter os problemas macrovasculares da doença, comparados aos diabéticos sem depressão. O estudo avaliou, no período entre 2000 e 2002, e entre 2005 e 2007, mais de 4,6 mil pacientes com diabetes, revisando registros médicos, códigos diagnósticos e procedimentais, lista de medicamentos prescritos e atestados de óbito em um período de cinco anos em média. E mesmo entre aqueles pacientes sem indicação prévia de complicações, os pesquisadores observaram que a depressão aumentava as chances de ter esses problemas. De acordo com os especialistas, pessoas com depressão são mais propensas ao diabetes, e os diabéticos também são mais propensos a desenvolver a depressão. Por isso, os pesquisadores defendem que o tratamento de uma dessas doenças pode reduzir as chances de comorbidades e melhorar os resultados em relação à outra condição. Porém mais estudos são necessários para esclarecer os mecanismos biológicos adjacentes para a associação entre a depressão e as complicações do diabetes, e para testar intervenções que podem ser eficazes em reduzir os riscos de complicações nesses pacientes.
Escrito por Leandro Perché às 11h53
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Estudo associa uso excessivo da internet à depressão

Há uma forte relação entre o uso excessivo de internet e a depressão, segundo estudo britânico recentemente publicado na revista médica Psychopathology. Avaliando, com um questionário on-line, mais de 1,3 mil pessoas com idades entre 16 e 51 anos recrutadas em sites de relacionamento, os pesquisadores da Universidade de Leeds notaram que 1,2% das pessoas eram “viciadas em internet” - tinham um hábito compulsivo e trocavam as interações sociais reais pelas virtuais - e muitas delas estavam deprimidas. “A internet, atualmente, desempenha um enorme papel na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados pelo lado mais sombrio”, disse a pesquisadora Catriona Morrison, líder do estudo. “Há um subgrupo da população que acha difícil controlar quanto tempo gastam on-line, ao ponto de interferir em suas atividades diárias”, destacou a especialista. De acordo com ela, essas pessoas, no estudo, eram cinco vezes mais deprimidas do que aquelas que acessavam a rede com moderação. “Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas não sabemos o que vem primeiro - as pessoas deprimidas são levadas à internet ou a internet causa depressão?”, ponderou Morrison, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto. Por outro lado, críticos da pesquisa argumentam que é difícil diagnosticar o vício em internet, e que, da mesma forma que algumas pessoas deprimidas ou ansiosas recorrem à internet, outras veem muita TV ou compram demais.
Escrito por Leandro Perché às 12h25
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Maioria das pessoas acredita que o estresse provoca a calvície

Cerca de 75% dos americanos acreditam, erroneamente, que o estresse é a principal causa da perda de cabelo, segundo estudo recente da instituição de pesquisas Wakefield Research. De acordo com os pesquisadores, a maioria das pessoas atribui a calvície a diversas causas, como estresse, uso excessivo de chapéu ou a mudança radical do estilo do cabelo, mas mais de 90% da perda de cabelo seria determinada pela genética - ou hereditariedade. “O que as pessoas nem sempre sabem é que a perda de cabelo hereditária conta por 95% de toda a perda de cabelo, e pode afetar homens no final da adolescência e no início dos 20 anos”, destacou, em nota, o cirurgião Robert Leonard, da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração do Cabelo. E as mulheres não estariam imunes a essa condição, segundo o especialista. “Aos 40 anos, aproximadamente 40% das mulheres irão experimentar algum grau de afinamento do cabelo”, completou. Realizado no último mês de novembro com mais de mil adultos americanos, o levantamento mostrou, ainda, que não é dos carecas que elas gostam mais: 40% das mulheres casadas preferiam que seus maridos estivessem acima do peso do que fossem carecas; e 57% das pesquisadas disseram não se sentirem fisicamente atraídas por homens carecas ou com cabelo mais fino.
Escrito por Leandro Perché às 12h22
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Droga contra o diabetes pode ajudar jovens a perder peso, indica estudo

Uma das drogas mais usadas contra o diabetes - conhecida como metformina - pode ajudar os adolescentes obesos a perder peso, quando combinadas com mudanças no estilo de vida, segundo estudo publicado na edição de fevereiro da revista Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Avaliando 77 adolescentes obesos, pesquisadores americanos descobriram que os jovens obesos não-diabéticos podem ter maior redução no índice de massa corporal (IMC) quando combinam as mudanças no estilo de vida - que normalmente são a indicação de tratamento para obesidade infantil - com o uso do medicamento. No estudo, os jovens que tomaram placebo e tiveram o tratamento convencional, com apenas mudanças no estilo de vida - dieta e exercícios -, apresentaram, após 48 semanas, um aumento de 0,2 no IMC. Por outro lado, aqueles que combinaram a intervenção no estilo de vida com a metformina tiveram uma redução de 0,9 no índice. E, segundo os autores, as diferenças entre os dois grupos permaneceram por até seis meses após o termino do tratamento com a droga. “Estes resultados indicam que a metformina pode ter importante papel no tratamento da obesidade de adolescentes”, destacou o pesquisador Darrell M. Wilson, da Universidade de Stanford. “Estudos de longo prazo serão necessários para definir os efeitos do tratamento com metformina sobre risco de doenças relacionadas à obesidade nesta população, concluiu.
Escrito por Leandro Perché às 12h07
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Estudo associa melhora da qualidade do ar à redução nas infecções de ouvido
A melhora observada na qualidade do ar na última década pode ser a responsável pela redução nos casos de infecção de ouvido em crianças nos Estados Unidos, segundo estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Uma revisão dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do país - incluindo mais de 120 mil crianças no período entre 1997 e 2006 - mostrou que, à medida que a qualidade do ar melhorou de forma constante, o número de casos de infecções frequentes de ouvido reduziu significativamente. “Acreditamos que essas descobertas, que demonstram uma correlação direta entre a qualidade do ar e as infecções de ouvido, têm significância médica e política”, destacou a pesquisadora Nina Shapiro, co-autora do estudo. “Os resultados validam os benefícios do Ato do Ar Puro de 1990 revisado, que dá à Agência de Proteção Ambiental mais autoridade para implementar e reforçar regulamentações reduzindo as emissões de poluentes no ar. Eles também mostram que o ambiente pode ter benefícios diretos nas medidas de qualidade da saúde”, concluiu a especialista.
Escrito por Leandro Perché às 12h02
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Óleo de peixe pode prevenir o desenvolvimento de psicose, diz estudo

O óleo de peixe pode reduzir as chances de jovens propensos à psicose desenvolverem este problema de saúde mental, segundo estudo da Universidade de Viena, na Áustria. De acordo com os pesquisadores, os resultados de uma pesquisa com 81 jovens - média de 16 anos de idade - que estavam “à beira da psicose” mostraram que doze semanas de tratamento com pílulas de óleo de peixe poderia reduzir os riscos de desenvolver esta condição por pelo menos um ano. Um ano após o início do estudo, 11 dos 40 jovens tratados com placebo desenvolveram o transtorno mental, comparados com apenas dois dos 41 jovens que começaram o ano com 12 semanas de tratamento com cápsulas de óleo de peixe ricas em ômega-3. Segundo os especialistas, nenhuma outra intervenção - incluindo drogas psiquiátricas - alcançou um efeito tão duradouro. Além disso, esse tratamento não apresentou efeitos colaterais. Embora estudos anteriores já venham sugerindo que o ômega-3 pode aliviar a depressão clínica e outros transtornos psiquiátricos, e pessoas com esquizofrenia tenham tendência a apresentar menores níveis sanguíneos de ômega-3, ainda não está claro seu papel entre as pessoas com psicose já estabelecida. Segundo os autores, mais estudos também são necessários para desvendar como o óleo de peixe pode ajudar a prevenir ou retardar o desenvolvimento de psicose.
Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Homens que tomam chás têm menos barriga, indica estudo

Um estudo apresentado esta semana no Primeiro Congresso Internacional sobre Obesidade Abdominal, em Hong Kong, indica que o consumo diário de chá pode ajudar a reduzir a barriguinha de chope dos homens. Em pesquisa com mais de 3,8 mil adultos americanos, os pesquisadores observaram que os homens que bebiam mais de duas xícaras de chá por dia tinham menor circunferência da cintura do que aqueles que tomavam café ou nenhuma das duas bebidas. Mas os resultados não seriam os mesmos para as mulheres. “A potencial associação entre café/chá e obesidade abdominal não é trivial, considerando que mais de 60% da população adulta bebe café ou chá, que essas bebidas podem ser consumidas tão frequentemente quanto 10 vezes por dia, e que uma alta percentagem de bebedores de café e chá usam aditivos nessas bebidas”, destacou o pesquisador D. R. Bouchard, da Universidade de Queen, no Canadá. Além disso, ele destaca que a obesidade abdominal é um crescente problema mundial associado a diversos riscos cardiovasculares. A pesquisa mostrou também uma diferença em relação ao uso de açúcar e de adoçantes. Os resultados indicaram que, entre os homens, o consumo de chá com açúcar estava associado a 2,5 cm a menos na circunferência da cintura, e o uso da bebida com adoçante, a 5 cm a menos, comparados àqueles que não tomavam chás. Entre as mulheres que usavam adoçantes, por sua vez, a cintura era quase 2,5 cm maior. Porém, mais estudos são necessários.
Escrito por Leandro Perché às 12h06
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Idosos mais gordinhos vivem mais, sugere pesquisa

Pessoas com mais de 70 anos que estão um pouco acima do peso tendem a viver mais do que os idosos mais magros, segundo estudo da Universidade do Oeste da Austrália. Acompanhando, por 10 anos, mais de 11 mil voluntários, os pesquisadores notaram uma nítida vantagem, em relação à longevidade, dos idosos com sobrepeso (IMC entre 25 e 29.9) sobre aqueles com peso normal (18,5 a 24,9), baixo peso, e os obesos (acima de 30). Aqueles com sobrepeso tinham, por exemplo, 13% menor risco de morte do que aqueles de peso normal. Segundo os autores, os idosos que não têm problemas como o diabetes ou a artrite, que podem ser causadas ou pioradas pelo peso extra, parecem estar melhores com o sobrepeso. “A menos que eles tenham essas condições, não há muitas razões para dizer às pessoas com 70 anos ou mais para perder peso se elas não são obesas”, destacou o pesquisador Leon Flicker. Baseados nos resultados deste estudo, assim como evidências de outras pesquisas sobre o assunto, os especialistas sugerem que está na hora da Organização Mundial da Saúde mudar as orientações de peso para pessoas idosas. De acordo com eles, apesar de o peso extra estar associado a um maior risco de doenças crônicas, como doença cardíaca e diabetes, na meia idade, ele pode dar, aos idosos, reservas extras para a recuperação de estresses como cirurgia e pneumonia.
Escrito por Leandro Perché às 12h02
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