Dormir pouco pode aumentar os riscos de estresse, diz pesquisa

Jovens que dormem menos de oito horas por noite parecem enfrentar maiores riscos de terem estresse mental, segundo estudo da Universidade de Sidney, na Austrália. E, de acordo com os autores, os aumentos recentes nos níveis de estresse relatados pelos jovens podem estar relacionados justamente com as mudanças nos padrões de sono.

 

Avaliando quase 21 mil pessoas com idades entre 17 e 24 anos, os pesquisadores descobriram que o risco de angústia psicológica pode aumentar em até 14% a cada hora a menos de sono. Publicados esta semana na revista Sleep, os resultados indicaram, ainda, que aqueles que dormem menos de seis horas por noite têm o dobro de chances de sofrerem estresse, comparados aos que dormem as recomendadas sete ou oito horas por noite. 

 

“O aumento do relato de estresse visto em muitos países em uma década ou duas nesta população de jovens adultos pode refletir mudanças no estilo de vida ou em outros fatores que levam a muito menos horas de sono”, alerta o pesquisador Nick Glozier. “Abordagens diferentes às medidas de duração de sono produzem resultados diferentes, e devem guiar todas as intervenções para melhorar a duração de sono subjetiva em adultos jovens”, acrescenta.



Escrito por Leandro Perché às 16h49
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Cigarro pode piorar sintomas depressivos dos jovens, aponta estudo

Embora muitos especialistas acreditem que a relação entre o hábito de fumar e depressão se restrinja ao uso do cigarro como um “medicamento paliativo” contra a depressão, um novo estudo canadense sugere o caminho contrário: que, para alguns jovens, o cigarro pode aumentar os sintomas da depressão, incluindo problemas de sono, sensação de infelicidade, cansaço, tensão, nervosismo, preocupação excessiva e falta de esperança.

 

Avaliando 662 estudantes do ensino médio, os pesquisadores das universidades de Toronto e Montreal observaram que muito adolescentes que começam a fumar apresentam piora nos sintomas de depressão. “Embora os cigarros possam parecer ter efeitos de ‘automedicação’ ou de melhorar o humor, descobrimos, em longo prazo, jovens que começaram a fumar relatando maiores sintomas depressivos”, destacou o pesquisador M. Chaiton.

 

Em artigo publicado na edição mais recente da revista Addictive Behaviors, os pesquisadores destacam que este é um dos poucos estudos que avaliam a percepção dos adolescentes em relação aos benefícios emocionais do cigarro, e alertam para a necessidade de abordagens mais eficazes para a cessação do tabagismo em jovens com sintomas de depressão. “Fumantes que usam o cigarro como potencializadores do humor tem maiores riscos de sintomas depressivos elevados do que jovens que nunca fumaram”, concluíram.



Escrito por Leandro Perché às 16h46
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Amamentação pode reduzir os riscos de a mãe ter diabetes, diz estudo

Os benefícios do leite materno para o bebê são muito conhecidos e, por isso, a amamentação é tão recomendada nos primeiros meses de vida. O que poucas pessoas sabem é que o aleitamento materno pode trazer benefícios também para a mãe, incluindo a redução de seus riscos de desenvolver diabetes, segundo recente estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

 

Em estudo com mais de 2 mil mulheres, os pesquisadores descobriram que aquelas que tiveram filhos, mas não os amamentaram eram quase duas vezes mais propensas a desenvolver o diabetes tipo 2, comparadas àquelas que haviam amamentado e às mulheres que não tiveram filhos. Publicados na edição de setembro do American Journal of Medicine, os resultados mostraram, ainda, que não haveria diferenças, em relação ao risco de diabetes, entre as mulheres que haviam amamentado e aquelas sem filhos.

 

Apesar de o estudo não indicar as razões desse efeito protetor do aleitamento materno contra o diabetes, os pesquisadores acreditam que isso possa estar associado à redução da gordura abdominal nas mulheres que amamentam seus filhos. “Nosso estudo oferece outra boa razão para incentivar as mulheres a amamentar seus bebês pelo menos nos primeiros meses de vida”, concluiu a pesquisadora Eleanor Schwarz.



Escrito por Leandro Perché às 12h20
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Mães tristes têm bebês menores, sugere estudo

Se você quer que seu filho nasça com peso normal e saudável, é melhor não deixar a tristeza tomar conta na gravidez. Um novo estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, indica que a depressão e a ansiedade da mãe durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer com baixo peso.

 

Acompanhando a gestação de mais de 720 mulheres que viviam em áreas rurais de Bangladesh, os pesquisadores observaram que 18% delas sofreram depressão clínica e um quarto apresentou ansiedade no período. E essas mulheres “eram muito mais propensas a dar à luz bebês muito pequenos”. “Esse é um problema preocupante, considerando que o baixo peso ao nascer está fortemente associado com a mortalidade infantil, que pode, por sua vez, perpetuar o ciclo de problemas de saúde mental e subdesenvolvimento”, relata Hashima-E-Nasreen, que coordenou o estudo.

 

Publicados na revista científica BMC Public Health, os resultados sugerem um caminho para alcançar um dos objetivos do milênio - a redução da mortalidade infantil nos países em desenvolvimento -, com maior investimento em serviços de apoio à saúde mental, principalmente direcionados à gestante.



Escrito por Leandro Perché às 12h14
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Enxaqueca aumenta os riscos de morte por qualquer causa, aponta estudo

Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura - dores de cabeça acompanhadas de distúrbios visuais temporários - parecem ter maiores riscos de morte prematura, segundo estudo da Universidade da Islândia. Avaliando o impacto das dores de cabeça entre mais de 18 mil pessoas nascidas entre os anos de 1907 e 1935, os pesquisadores descobriram que homens e mulheres que sofrem de enxaqueca com aura teriam mais chances de morrer de todas as causas, mas principalmente por problemas cardiovasculares.

 

Publicados no British Medical Journal, os resultados indicaram que homens e mulheres de meia idade que sofrem com enxaqueca têm 21% maiores riscos de morte, com a mortalidade por problemas cardiovasculares sendo 27% maior entre essas pessoas, comparadas àquelas que não apresentam as dores de cabeça. Em relação a problemas cardiovasculares, o risco de morte do derrame chegaria a ser 40% maior em pessoas com enxaqueca com aura. E aqueles que tinham enxaqueca sem aura não enfrentariam os mesmos riscos.

 

Segundo os autores, o estudo indicou, ainda, que as mulheres que tinham o problema seriam ainda mais propensas a morrer de causas sem relação com doença cardiovascular e câncer. “Entretanto, resta saber quais doenças contribuem para o aumento do risco visto para as mulheres com enxaqueca”, concluíram os autores, destacando a necessidade de mais pesquisas.



Escrito por Leandro Perché às 18h53
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Menopausa masculina é comum, mas pouco diagnosticada, alerta especialista

Muita gente não sabe, mas muitos homens também passam pela menopausa, apresentando sintomas como fadiga, alterações de humor, pouco desejo sexual, perda de cabelo, falta de concentração e ganho de peso. E isso é mais comum do que as pessoas pensam, afetando, só nos Estados Unidos, mais de 5 milhões de homens, segundo especialistas do Northwestern Memorial Hospital. Porém, a grande maioria dos casos dessa condição - tecnicamente conhecida como hipogonadismo ou andropausa, e que ocorre quando os testículos não produzem níveis adequados de testosterona - não é diagnosticada. 

 

“Esse é um distúrbio altamente prevalente”, destaca o pesquisador Robert Brannigan. “Infelizmente, estimamos que 95% dos casos não são diagnosticados e, por consequência, não são tratados. Quando ignorados, os sintomas podem atrapalhar seriamente a qualidade de vida de alguém”, acrescenta. O especialista explica, ainda, que as variações hormonais são aspectos normais do envelhecimento, mas, entre os homens, isso ocorre mais lentamente - 1% ao ano após os 30 anos de idade -, comparado às mulheres.

 

O tratamento envolve reposição hormonal via implante subcutâneo absorvível, géis tópicos, adesivos ou injeções. Essa reposição, segundo os especialistas, pode restaurar a função sexual e a força muscular, além de aumentar os níveis de energia. Entretanto, antes disso, é importante que os homens prestem atenção aos sintomas e consultem um médico em caso de suspeita.



Escrito por Leandro Perché às 18h45
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Carnes vermelhas aumentam e as brancas reduzem o risco cardíaco, diz estudo

O consumo de carne vermelha e carne processada - incluindo bacon e salsicha - aumenta bastante os riscos de doença cardíaca entre as mulheres, segundo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos. Por outro lado, de acordo com os autores, ingerir alimentos ricos em “proteínas saudáveis” - como peixes, aves, laticínios desnatados e castanhas - pode reduzir os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares.

 

Publicados na edição de agosto da revista científica Circulation, o estudo com 84 mil mulheres com idades entre 30 e 55 anos indicou que aquelas que comiam duas porções de carnes vermelhas por dia tinham 30% maior risco de desenvolver doença cardíaca coronariana do que aquelas que comiam apenas meia porção diariamente. E esse risco era reduzido em 30% se a carne vermelha fosse substituída por castanhas e nozes; e em 19% e 24% se a escolha fosse por aves e peixes, respectivamente.



Escrito por Leandro Perché às 12h53
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Pessoas casadas são menos estressadas do que as solteiras, sugere estudo

Quer ter menos estresse e melhor saúde? A solução pode estar no casamento, segundo recente estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Avaliando 500 estudantes do mestrado - 348 homens e 183 mulheres -, os pesquisadores descobriram que, submetidos a testes de estresse, os solteiros apresentavam maiores níveis de cortisol - hormônio do estresse - na saliva.

 

Na pesquisa, os estudantes tiveram que participar de um jogo de computador que testava seu comportamento econômico, e que eles pensavam que teria influência direta em sua carreira. E amostras de saliva indicaram que todos os participantes, principalmente as mulheres, tiveram aumento nas concentrações de cortisol após esse teste. Porém esse aumento era ainda maior nos solteiros.

 

“Descobrimos que indivíduos não pareados de ambos os sexos tinham altos níveis de cortisol do que os indivíduos casados”, destacou o pesquisador Dario Maestripieri, em artigo publicado na revista Stress. “Embora o casamento possa ser bem estressante, ele deve fazer com que fique mais fácil para as pessoas lidarem com outros fatores estressantes em sua vida – o que descobrimos é que o casamento tem um efeito ‘abafador’ sobre as respostas do cortisol ao estresse psicológico, e isso é muito novo”, acrescentou.



Escrito por Leandro Perché às 12h48
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Casais que não conseguem ter filhos têm pior qualidade de vida, diz estudo

Os casais que não conseguem ter filhos mesmo após serem submetidos a tratamentos para engravidar parecem ter pior qualidade de vida do que aqueles que não enfrentam problemas de fertilidade, segundo recente estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Entrevistando casais que passaram pela fertilização in vitro, os pesquisadores observaram que, entre aqueles que não conseguiram ter filhos, o sentimento da mulher é, muitas vezes, de luto, enquanto o homem se sente frustrado por não saber a causa da infertilidade.

 

Comparando esse grupo aos casais cujo tratamento resultou em gravidez e àqueles sem problemas de fertilidade, os pesquisadores notaram que casais sem filhos - homens e mulheres - tinham, significativamente, pior qualidade de vida. “Eles percebem sua infertilidade como central em sua vida e, sobretudo, essa qualidade de vida entre os homens sem filhos foi mais negativamente afetada do que havia sido anteriormente reportada em estudos de esterilidade involuntária”, destacou a pesquisadora Marianne Johansson.



Escrito por Leandro Perché às 12h45
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Gordura abdominal enfraquece os ossos das crianças, aponta estudo

Crianças que estão acima do peso e apresentam gordura abdominal, além de já apresentarem alterações precoces que indicam risco cardiovascular futuro, podem enfrentar maior probabilidade de ter enfraquecimento ósseo e maior risco de fraturas, segundo estudo publicado neste mês no Journal of Bone and Mineral Research.

 

Avaliando 140 crianças com idades entre sete e 11 anos que não eram muito fisicamente ativas, os pesquisadores descobriram que 30% já apresentavam sinais de problemas na regulação do açúcar no sangue - aumentando os riscos de diabetes - e até 5% tinham menos massa óssea do que o normal. Entretanto, segundo os pesquisadores, o sobrepeso é relativo, sendo mais importante o acúmulo de gordura no abdome - comum em crianças com pré-diabetes -, para os riscos de as crianças terem ossos mais fracos.

 

“Embora as crianças com sobrepeso possam ter mais massa óssea que as crianças de peso normal, isso pode não ser grande ou forte o suficiente para compensar seu maior peso”, destacou o pesquisador Norman Pollock. “Nossa maior janela de oportunidade para aumentar a força dos ossos e reduzir os risco de osteoporose é durante a infância, antes que a capacidade de formar massa óssea diminua”, explicou o especialistas. Para isso, ele destaca a importância dos exercícios regulares e de uma alimentação equilibrada na prevenção do diabetes e de problemas ósseos.



Escrito por Leandro Perché às 12h26
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Anvisa propõe regulamentação do uso de própolis e ômega-3 em medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocou em consulta pública, na última semana, proposta de norma para registro de medicamentos específicos - utilizados em terapia de reidratação e nutrição parenteral, e como antiácidos e protetores do fígado -,  e para a inclusão dos ácidos graxos ômega-3, da própolis e dos  fitoterápicos associados a polivitamínicos como ingredientes ativos de medicamentos.

 

O ômega-3 é encontrado em castanhas, peixes e óleos vegetais, e já foi associado, por diversos estudos, a benefícios para saúde cerebral, cardiovascular e ocular, e contra doenças respiratórias, depressão e alguns tipos de câncer. A própolis por sua vez, é uma espécie de cera que as abelhas extraem das árvores e usam para cobrir a entrada das colmeias; e possui propriedades antibióticas, anti-inflamatórias e cicatrizantes.

 

Estabelecendo requisitos para que esses medicamentos cheguem ao mercado com segurança de uso, padrões de qualidade definidos e comprovação científica de eficácia clínica, a proposta de resolução pode ser consultada no site da Anvisa. E as sugestões devem ser encaminhadas, por escrito, para a sede da Vigilância Sanitária em Brasília.



Escrito por Leandro Perché às 12h21
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Filhos únicos não têm desvantagens nas habilidades sociais, aponta estudo

Ao contrário da crença geral, ser criado como filho único não faz com que os adolescentes tenham desvantagens em relação à sua capacidade de se relacionar com os outros, segundo estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. Avaliando mais de 13 mil estudantes do ensino fundamental e médio, os pesquisadores descobriram que o fato de não ter irmãos não atrapalha as habilidades sociais de um adolescente.

 

“Com a diminuição do tamanho das famílias nos países industrializados, há preocupações sobre o que pode significar para a sociedade o crescimento do número de crianças sem irmãos e irmãs”, destacou a pesquisadora Donna Bobbitt-Zeher. “O medo é que eles possam perder algo ao não aprenderem habilidades sociais através da interação com os irmãos”, acrescentou.

 

Publicados na edição de setembro da revista científica Pediatrics, os resultados mostraram que os filhos únicos e seus pais não devem se preocupar nesse sentido. As crianças e jovens avaliados classificaram os filhos únicos como amigos com a mesma frequência que o faziam com aqueles que foram criados com irmãos. “As crianças interagem na escola, participam de atividades extracurriculares e socializam dentro e fora da escola”, conclui a pesquisadora.



Escrito por Leandro Perché às 12h24
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Estresse na infância pode encurtar a vida em até 15 anos, diz estudo

Crianças que enfrentam dificuldades na infância, incluindo negligência ou abuso dos pais, parecem ter menor expectativa de vida do que as outras, segundo recente estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, crianças que vivem múltiplos traumas psicológicos, como a perda dos pais e a violência domestica, podem desenvolver ansiedade e depressão, que encurtariam sua vida em até 15 anos.

 

Apresentados neste mês na Convenção da Associação Americana de Psicologia, os resultados indicaram que as pessoas que haviam sofrido adversidades na infância apresentavam um maior encurtamento dos telômeros - extremidade dos cromossomos que reduzem com o envelhecimento - e maiores níveis de marcadores inflamatórios no sangue. E isso ocorria independentemente da idade, gênero, índice de massa corporal, níveis de exercícios e qualidade do sono.

 

“Nossa última pesquisa mostra que adversidades na infância lançam uma longa sombra sobre a saúde de alguém e pode levar à inflamação e ao envelhecimento celular muito mais cedo do que para aqueles que não experimentam esses eventos”, destacou a pesquisadora Janice Kiecolt-Glaser. “A inflamação, com o tempo, pode levar à doença cardiovascular, osteoporose, artrite, diabetes tipo 2 e certos tipos de câncer”, concluiu.



Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Aulas de canto podem ser benéficas para pessoas com bronquite, diz estudo

Devido ao fato de exigir controle da respiração e postura, as aulas de canto podem melhorar a qualidade de vida e reduzir a ansiedade de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica - incluindo enfisema pulmonar e bronquite -, segundo estudo britânico publicado na edição deste mês da revista cientifica BMC Pulmonary Medicine.

 

Avaliando 28 pacientes com doença pulmonar, os pesquisadores notaram que aqueles que participaram de um curso de canto de seis semanas, com aulas duas vezes por semana, apresentaram significativas melhorias nas medidas de qualidade de vida em resposta ao tratamento e nos índices de ansiedade. E essa abordagem não apresentou efeitos adversos para os participantes.

 

De acordo com os pesquisadores, apesar de não melhorar a contagem única da respiração, o tempo prendendo a respiração, ou a distância de caminhada, as aulas de canto foram associadas a diversos efeitos benéficos, incluindo na sensação física, no bem estar geral e no apoio social desses pacientes. Por isso, os especialistas recomendam essa abordagem como uma terapia complementar ao tratamento convencional das doenças pulmonares obstrutivas crônicas.



Escrito por Leandro Perché às 12h33
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Salmonela pode ajudar no combate a tumores, aponta estudo

A bactéria salmonela, que costuma causar sérios problemas estomacais, pode ajudar no combate ao câncer. Em testes com ratos, cientistas do Instituto Europeu de Oncologia, na Itália, descobriram que a injeção de salmonela em tumores melanoma - tipo de câncer de pele - poderia causar a morte de algumas células de câncer, reduzindo o tamanho dos tumores.

 

De acordo com os pesquisadores, a presença da bactéria causadora de doenças sinaliza ao organismo para que ele ataque as células infectadas, incluindo, no estudo, as células com câncer. “Temos, agora, uma arma para matar células tumorais específicas”, destacou a pesquisadora Maria Rescigno, em artigo publicado no periódico Science Translational Medicine. “Estamos induzindo uma resposta imunológica a essa ‘impressão digital’, que é específica para o tumor”, acrescentou a cientista.

 

No estudo, a equipe de cientistas vacinou, com bons resultados, os roedores contra o melanoma usando a salmonela, e a expectativa é pelo uso da tecnologia para o desenvolvimento de uma versão para humanos. Com esse objetivo, os pesquisadores buscam autorização do Ministério da Saúde da Itália para o início de testes com humanos em maio ou junho do próximo ano.



Escrito por Leandro Perché às 12h29
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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