Pais ignoram os riscos de exposição dos filhos ao fumo passivo, diz estudo

Os pais ao redor do mundo estão fazendo muito pouco para proteger seus filhos da exposição ao fumo passivo, segundo pesquisadores da Escola de Saúde Pública John Hopkins Bloomberg. O fumo passivo tem sido extensivamente relacionado ao aumento do risco de diversas doenças e de morte prematura. Porém, o estudo conduzido em 31 países descobriu que 82% dos pais que fumam o fazem perto de seus filhos. Medindo a qualidade do ar dentro das casas, eles observaram que os níveis de nicotina era 17 vezes maior nas casas que tinham pelo menos um fumante. E, ao avaliar amostra de cabelo das crianças, os cientistas detectaram nicotina em 78% das crianças que viviam com fumantes, contra 59% naqueles não moravam com fumantes.



Escrito por Leandro Perché às 01h39
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Estudo indica que depressão e inatividade podem levar jovens à fadiga severa

Garotas adolescentes que têm ansiedade ou depressão associado a um estilo de vida inativo têm grandes chances de desenvolver fadiga severa e persistente, segundo estudo da Universidade Centro Médico Utrecht, na Holanda. Os pesquisadores avaliaram 653 garotas, entre as quais 20,5% apresentavam fadiga severa no início do estudo. E eles observaram que, entre as que não estavam fatigadas no início, aquelas que apresentavam sintomas de depressão eram mais propensas a desenvolver fadiga severa durante o estudo. Além disso, as garotas que permaneceram fatigadas durante boa parte do estudo apresentavam níveis maiores de depressão e ansiedade no início da pesquisa. As participantes menos ativas fisicamente também eram mais propensas a ter o problema. Por isso, eles defendem que a abordagem a esses pacientes também inclua o incentivo às atividades físicas, como forma de combater a fadiga e prevenir a depressão.



Escrito por Leandro Perché às 01h30
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Quase 6 milhões de idosos sofreram quedas em apenas três meses nos EUA

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estimam que quase 6 milhões de pessoas com 65 anos ou mais caíram pelo menos uma vez em um período de apenas 3 meses em 2006. Entre eles, quase 2 milhões foram ao médico ou tiveram suas atividades restritas por pelo menos um dia por causa disso. A queda é a causa principal de contusão fatal e não-fatal em pessoas com mais de 65 anos de idade. Os dados publicados esta semana são de uma pesquisa com quase 93 mil idosos. No estudo, 16% dos participantes reportaram pelo menos uma nos três meses anteriores à pesquisa; e, entre esses que caíram, 23% o fizeram pelo menos três vezes. Por isso, os CDC destacam, nesta semana, em seu website, dicas (em inglês) para prevenir os idosos de quedas.



Escrito por Leandro Perché às 01h22
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Acúmulo de gordura é fator chave no risco de diabetes, indica estudo

A quantidade de gordura que uma pessoa acumula até a idade adulta, e não seu peso ao nascer ou fatores ligados ao crescimento, influencia seu risco de desenvolver diabetes tipo 2, indica os resultados de um estudo holandês. Em pesquisa que avaliou o tamanho ao nascer, o tamanho do corpo na idade adulta e a sensibilidade à insulina de 136 jovens adultos, os pesquisadores descobriram que a “massa gorda” na idade adulta é o único fator relacionado à sensibilidade à insulina (a redução da sensibilidade é um precursor do diabetes). Outras pesquisas têm ligado o baixo peso ao nascer e a aceleração do crescimento, nesses casos, a efeitos no metabolismo que poderiam levar ao diabetes. Mas os autores destacam que isso ainda é incerto, e que os resultados de seu estudo indicam que o acúmulo de gordura pode ser responsável pela redução da sensibilidade à insulina e pelo diabetes.



Escrito por Leandro Perché às 01h11
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Remédios mais caros "funcionam melhor", indica estudo

Remédios mais caros podem funcionar melhor, segundo estudo da Universidade de Duke, Nos Estados Unidos. Os 82 participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos – um que recebeu uma pílula de placebo e um folheto dizendo que se tratava de um novo remédio para dor que custava US$ 2,50 (cerca de R$ 4,18) e o outro recebeu a pílula e um folheto informando que o preço era menor do que US$ 0,10 (R$ 0,16). E os cientistas mediram a reação subjetiva à dor por meio de pequenos choques nos pulsos dos pacientes. Os resultados indicaram que 85% daqueles que tomaram o “remédio mais caro” reportaram diminuição da dor, contra apenas 61% daqueles que tomaram o “mais barato”. Com isso, os autores recomendam que os medicamentos tenham embalagens mais atrativas e que os médicos deveriam usar o entusiasmo pelo medicamento como parte do tratamento.



Escrito por Leandro Perché às 02h32
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Americanos continuam com sobrepeso, mas estão parando de fumar, diz estudo

Um estudo realizado anualmente nos Estados Unidos sobre os principais riscos para a saúde indica que, apesar de todos os alertas sobre os perigos do excesso de peso, os adultos americanos continuam com sobrepeso ou obesos. Porém está crescendo o número de pessoas que estão parando de fumar e que usam o cinto de segurança. Realizado pela empresa de pesquisa Harris Poll, o trabalho mostra que 78% dos norte-americanos com mais de 25 anos estão com sobrepeso, comparado com os 58% de quando a pesquisa começou, há 25 anos. E, segundo o estudo, um terço é obeso, mais do que o dobro da taxa encontrada em 1983 (15%). Eles destacam que a taxa de excesso de peso ainda continua crescendo, como foi nos últimos três anos. A taxa de fumantes reduziu de 30% para 17% nos últimos 25 anos, e a de pessoas usando o cinto aumentou de 19% para incríveis 87%.



Escrito por Leandro Perché às 02h25
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Estudo liga depressão a hábitos nocivos à saúde

A depressão e a ansiedade estão associadas à obesidade e a comportamentos nocivos à saúde, como fumar, beber e não praticar atividades físicas, segundo estudo dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Avaliando dados de mais de 217 mil adultos que foram entrevistados por telefone, os pesquisadores observaram que aqueles que apresentavam depressão tinham 60% mais chances de serem obesos e duas vezes mais chances de serem fumantes. Entre os ansiosos, a propensão à obesidade era 30% maior, e ao tabagismo era duas vezes maior do que a dos não-ansiosos. Os resultados indicaram também que aqueles que têm depressão e ansiedade têm mais chances serem inativos e de beberem em excesso.



Escrito por Leandro Perché às 02h12
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Risco de câncer permanece com o fim da reposição hormonal, diz estudo

Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos traz boas, más e surpreendentes notícias para mulheres na pós-menopausa que pararam sua terapia de reposição hormonal. No estudo, foram avaliadas quase 16 mil mulheres. E a boa notícia é que alguns problemas associados ao uso combinado do estrogênio e da progestina, como o aumento do risco de doenças cardiovasculares, desaparecem quando o tratamento é interrompido. A ruim é que, mesmo dois anos e meio depois da parada, há ainda um risco aumentado de câncer de mama, embora não muito significativo. A surpresa é que as ex-usuárias da terapia também têm um alto risco de muitos outros tipos de câncer, comparadas com aquelas que nunca fizeram a reposição.  Os autores sugerem que, se houver necessidade, as mulheres tomem a menor dose pelo menor tempo possível.



Escrito por Leandro Perché às 01h40
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Gel contraceptivo é eficaz em testes preliminares, indica estudo

Um gel de sulfato de celulose parece ser “um eficaz contraceptivo vaginal sem muitos efeitos colaterais”, segundo a pesquisadora Christine K. Mauck, que participa do programa de pesquisa e desenvolvimento do gel anticoncepcional da Escola Médica Virgínia Oriental, nos Estados Unidos. Em estudos preliminares com 200 casais férteis, a gravidez ocorreu em apenas 4% das vezes entre os casais que reportaram uso correto do gel por mais de seis ciclos menstruais. Entre os que usaram incorretamente, ou usaram outro método, ou ainda tiveram uma relação sexual “desprotegida”, a probabilidade de gravidez foi de aproximadamente 13%. E os efeitos colaterais reportados pelos participantes (14 mulheres e um homem) foram muito leves, segundo os autores. Com mais pesquisas, segundo eles, o gel pode ser uma alternativa segura e com menos efeitos adversos do que os géis atualmente disponíveis.



Escrito por Leandro Perché às 01h26
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Mesmo em moderação, consumo de álcool aumenta muito a pressão

Consumir bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades moderadas, pode aumentar muito a pressão sangüínea – mais do que o nível considerado anteriormente, segundo estudo Universidade de Bristol, no Reino Unido. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico "PLos Medicine", pessoas que têm uma mutação genética que os faz dificilmente consumir álcool têm significativamente menor pressão do que aqueles que bebem regularmente. Os pesquisadores destacam que, entre aqueles que bebem em excesso, o risco de ter hipertensão é mais do que o dobro. E os “bebedores modestos” têm 70% maior risco, em comparação às pessoas que têm a mutação genética. O estudo dessa mutação genética, que ocorre mais em populações asiáticas, vem ajudando os pesquisadores a entender melhor os efeitos do álcool.



Escrito por Leandro Perché às 01h11
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Norte-americanos gastaram mais de US$ 13 bi com cirurgia plástica em 2007

O relatório anual da Sociedade Americana para Cirurgia Plástica Estética, divulgado esta semana, indica que 11,7 milhões de procedimentos estéticos foram realizados em 2007 nos Estados Unidos com um custo de cerca de US$13,2 bilhões. A popularidade desse tipo de procedimento aumentou muito no país na última década – desde 2007 houve um aumento de 114% nas cirurgias estéticas e de 754% nos procedimentos não-cirúrgicos, indica o relatório. A cirurgia mais popular foi a lipoaspiração, com meio milhão de operações, seguida pelo aumento dos seios, cirurgia nas pálpebras, abdominoplastia (remoção do excesso de gordura e pele do abdômen) e redução dos seios. E o botox foi de longe o procedimento não-cirúrgico mais realizado, com 2,8 milhões de tratamentos. As mulheres ainda são maioria – 95% dos casos –, mas houve maior crescimento entre os homens (17%, contra 1% das mulheres), comparado com 2006.



Escrito por Leandro Perché às 01h22
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Estudo liga angústia a um maior risco de derrame

Um estudo recente da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, liga o aumento da angústia a um elevado risco de sofrer derrame. Avaliando, por um período de mais de oito anos, mais de 20 mil pessoas que não haviam sofrido derrame, os pesquisadores observaram que os mais angustiados, de acordo com uma escala padrão, tinham 40% maior risco de derrame, comparados com os menos angustiados. Por outro lado, surpreendentemente, os resultados mostraram que a depressão maior não afetava os riscos de sofrer um derrame. Apesar disso, os autores destacam a importância de se identificar e tratar a depressão pós-derrame como forma de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os riscos de morte. Mais estudos são necessários.



Escrito por Leandro Perché às 01h13
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Adolescentes que tomam café-da-manhã são mais magros, diz estudo

Adolescente que tomam café-da-manhã tendem a pesar menos, se exercitar mais e se alimentar de forma mais saudável do que aqueles que “saltam” a refeição, segundo estudo publicado na revista Pediatrics. Avaliando, por cinco anos, mais de 2 mil adolescentes com menos de 15 anos no início da pesquisa, os pesquisadores observaram que quanto mais regular era o café-da-manhã, menor era o índice de massa corporal do adolescente. Aqueles que pulavam essa refeição tinham, em média, 2,3 kg a mais do que os que faziam a refeição todos os dias. De acordo com os autores, 25% das crianças americanas não tomam café-da-manhã, e essas tendem a ser menos ativas, ter maior ingestão de gorduras e de colesterol e menor consumo de fibras. E eles lembram que o melhor é consumir frutas, cereais integrais e produtos livres de gordura.



Escrito por Leandro Perché às 01h03
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Atividade física leve aumenta a energia e reduz a fadiga, diz estudo

Se você se sente cansado o tempo todo, a solução pode ser fazer exercícios físicos leves, segundo estudo da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos. Os resultados mostraram que a prática regular de exercícios de baixa intensidade, como uma caminhada livre, pode aumentar os níveis de energia em 20% e reduzir a fatiga em 65%.  Participaram 36 pessoas sedentárias e que se sentiam fadigados, sendo divididos em três grupos – um que fazia exercícios moderados a intensos por 20 minutos, três vezes por semana; o segundo, que praticavam a mesma atividade, só que em ritmo mais lento; e outro que permaneceu sedentário. E os pesquisadores observaram que todos que fizeram exercícios tiveram 20% de aumento na energia, porém o grupo que praticou a atividade em ritmo leve teve maior redução na fadiga.


Escrito por Leandro Perché às 00h03
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Estudo relaciona estresse a maior chance de recorrência de câncer

Um estudo da Universidade de Tel Aviv, em Israel, apresenta mais indícios de como o estado psicológico pode afetar o câncer. Após a remoção cirúrgica de um tumor maligno, as chances do câncer reaparecer em outro lugar permanecem altas. Porém, os pesquisadores mostraram que um programa de redução de estresse pode prevenir a recorrência do câncer. De acordo com eles, o estresse psicológico e fisiológico antes, durante e depois da cirurgia tem um impacto biológico que danifica a função do sistema imunológico. O estudo indica que os principais hormônios do estresse, como a adrenalina, podem afetar as chances de recuperação. A descoberta poderia abrir uma nova possibilidade de intervenção para evitar a recorrência do câncer, estimulando o sistema imunológico antes da cirurgia e bloqueando os hormônios do estresse.



Escrito por Leandro Perché às 23h55
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Obesidade aumenta risco de arritmia cardíaca, segundo especialistas

A obesidade aumenta a tendência a desenvolver fibrilação atrial, doença marcada por ritmo cardíaco anormal e irregular e que pode resultar em insuficiência cardíaca, derrame e coágulos sangüíneos. Essa é a conclusão de um estudo do Hospital St. Luke's-Roosevelt, em Nova York, que analisou dados de 16 estudos envolvendo cerca de 123 mil pessoas. As avaliações mostraram que estar acima do peso aumenta os riscos em 49%, e quanto maior o índice de massa corporal, maiores as chances de desenvolver o problema. Entre os pacientes que passaram por cirurgia cardíaca, por outro lado, a obesidade não afetava o risco de arritmia. Os autores destacam, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar essa relação.



Escrito por Leandro Perché às 23h47
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Índice de obesidade infantil no Brasil pode alcançar o americano, indica estudo

O Brasil pode alcançar o índice de obesidade infantil dos Estados Unidos, segundo um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Avaliando 260 alunos de 10 a 19 anos de uma escola pública no Rio, os pesquisadores observaram que 15,6% estavam acima do peso recomendado, e 11,7% já poderia ser considerado obeso. Nos Estados Unidos, essa taxa é de 17%. Segundo a médica Débora Teixeira, uma das autoras, “em uma geração, essa situação pode estar muito parecida com a dos Estados Unidos”. Os especialistas alertam que as pessoas devem tomar consciência de que a obesidade é um problema de saúde pública, e que essas crianças não só têm mais chances de se tornar um adulto obeso, como têm maior risco de desenvolver diabetes hipertensão e doenças cardíacas.



Escrito por Leandro Perché às 23h31
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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