Vitamina D pode reduzir as chances das crianças terem diabetes tipo 1?

A vitamina D, seja a consumida através de suplementos, ou a produzida pelo organismo com a exposição aos raios UVB do sol, pode reduzir o risco de crianças desenvolverem diabetes tipo 1, segundo estudo da Universidade da Califórnia. Segundo os especialistas, pesquisas recentes mostram que a suplementação está relacionada com uma redução de 29% no risco de ter a doença, e que países menos ensolarados, como a Suécia e a Finlândia, apresentam maiores taxas de diabetes tipo 1 do que os países mais próximos da região equatorial. Examinando as taxas da doença em 51 regiões ao redor do mundo, eles observaram que regiões de alta latitude (mais distantes dos trópicos) apresentam maiores taxas de diabetes tipo 1, independentemente de gastos com saúde per capta. Na Finlândia, por exemplo, a taxa de garotos com a doença é de 37/100.000, contra apenas 2/100.000 em Cuba.



Escrito por Leandro Perché às 14h35
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Maioria dos americanos estão estressados por causa de dinheiro, diz estudo

Aproximadamente 75% dos adultos americanos se dizem estressados por causa de dinheiro e ansiosos pelo futuro financeiro, segundo levantamento da Associação Americana de Psicologia (AAP). A pesquisa foi conduzida com 2529 pessoas no período entre os dias 7 e 15 de abril. E os especialistas destacam que mais da metade deles reportaram que os custos com habitação estão causando estresse, e 48% disseram que a falta de estabilidade do emprego é também uma importante causa do problema. Além disso, os resultados mostraram que 62% estão estressados com o trabalho; 61%, com as responsabilidades familiares; e cerca de 57% estão preocupados com a saúde. Os autores destacam que, com a alta dos preços e a cobertura da mídia sobre a crise na economia americana, algumas pessoas encaram as incertezas sobre seu futuro financeiro com elevados níveis de ansiedade.



Escrito por Leandro Perché às 14h26
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Triagem para câncer de mama aumentou após caso da cantora Kylie Minogue

Uma pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, indica que o número de mulheres jovens fazendo a triagem para câncer de mama cresceu 33% no país após o anúncio de que a cantora pop Kylie Minogue tinha a doença. Os resultados, publicados no “International Journal of Epidemiology”, indicam que o uso de mamografia e ultrasom dos seios aumentou em 30% entre as mulheres com idades entre 25 e 44 anos seis meses após a revelação, em maio de 2005. E, apenas entre aquelas com idades entre 25 e 34 anos, esses exames cresceram em 33%, e os casos de biópsia no seio aumentaram em 46%. Porém, os autores destacam que as taxas de operação para retirada dos tumores não mudou significativamente, indicando que, mesmo com o aumento nos procedimentos, não houve melhora no diagnóstico do câncer.



Escrito por Leandro Perché às 14h21
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Estudo liga colesterol alto a um maior risco de doença de Parkinson

Um estudo recente do Instituto Nacional de Saúde Pública da Finlândia associa altos níveis de colesterol a um maior risco de desenvolver doença de Parkinson. Avaliando quase 25 mil homens e mais de 26 mil mulheres, finlandeses com idades entre 25 e 74 anos, os cientistas observaram que aqueles que apresentavam colesterol mais alto tinham 86% maior risco de desenvolver doença de Parkinson do que aqueles com menor colesterol. Porém, esse efeito foi observado apenas entre pessoas com idades entre 25 e 54 anos, não sendo aplicado naqueles com mais de 55 anos. Os autores destacam que, enquanto o papel do colesterol no risco de doença cardíaca está bem estabelecido, sua influência em doenças neurodegenerativas ainda vem sendo debatida. Mais pesquisas são necessárias para confirmação.



Escrito por Leandro Perché às 14h11
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Exercícios físicos podem ajudar a prevenir doença de Alzheimer?

Fazer exercícios regularmente na meia-idade pode reduzir as chances de desenvolver doença de Alzheimer e outros tipos de demência anos mais tarde, segundo estudo do Instituto Karolinska, Suécia. Avaliando mais de 1,4 mil adultos, os pesquisadores descobriam que aqueles que eram mais fisicamente ativos no tempo livre durante a meia-idade eram 52% menos propensos a desenvolver demência 21 anos depois do que os sedentários. E as chances de desenvolver Alzheimer reduziam em 62%. De acordo com os autores, os participantes que apresentaram menor risco se exercitavam vigorosamente de 20 a 30 minutos, duas ou três vezes por semana. Especialistas explicam que exercícios físicos regulares são essenciais para manter um bom fluxo sangüíneo para o cérebro e incentivar o desenvolvimento de novos neurônios.



Escrito por Leandro Perché às 12h09
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Obesidade aumenta riscos de artrite no joelho e nos quadris, indica estudo

A obesidade aumenta os riscos de artrite grave no joelho e danos no quadril, segundo estudo da Universidade Lund, na Suécia. Os cientistas descobriram que, entre cerca de 2,6 mil idosos islandeses, homens e mulheres que estavam acima do peso eram mais propensos a ter substituição total do joelho por causa da artrite. As mulheres com sobrepeso eram 60% mais propensas ao à ciruirgia, e as obesas tinham quatro vezes maior risco. Homens com sobrepeso tinham 70% maior risco, que era cinco vezes maior para os obesos. No caso da substituição articular do quadril, os homens obesos estavam novamente sob maior risco (70% maior), porém isso não foi observado entre as mulheres. As razões para essa diferença entre homens e mulheres ainda não estão claras, mas os resultados alertam para a importância de se manter um peso saudável.



Escrito por Leandro Perché às 12h01
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Estudo indica que transtornos alimentares são comuns entre adolescentes

Um a cada cinco adolescentes que participaram de duas pesquisas da Universidade de Turku, na Finlândia, admitiram já terem apresentado problemas alimentares recentes. Foram avaliados 372 estudantes com idades entre 15 e 17 anos, que responderam a um questionário duas vezes com um intervalo de um ano. Aproximadamente 13% reportaram problemas em uma das pesquisas, e outros 5% admitiram problemas nas duas oportunidades. E os autores destacam que a principal causa seria a ansiedade – “nós notamos que estudantes que reportaram sofrer de ansiedade no início da adolescência eram 20 vezes mais propensos a ter problemas alimentares em curso”. E as meninas eram duas vezes mais propensas a ter problemas ocasionais com a alimentação, principalmente por causa da aparência, e cinco vezes mais propensas a um problema alimentar mais recorrente do que os meninos.



Escrito por Leandro Perché às 11h52
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Estresse no trabalho é responsável por um a cada seis casos de depressão

Um em cada seis casos de depressão é causado pelo estresse no trabalho, segundo estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália. O estresse laboral acontece frequentemente quando há altos níveis de exigências profissionais combinados com pouco controle sobre a forma como o trabalho é realizado. Avaliando dados de mais de mil profissionais australianos, os pesquisadores também descobriram que o estresse no trabalho causa mais depressão entre as mulheres, e é mais comum entre as profissões menos qualificadas. Porém, os autores destacam que o problema pode ser prevenido. “As evidências mostram que melhorar o controle sobre o trabalho, moderar as exigências e prover mais apoio dos supervisores e colegas faz a diferença”.



Escrito por Leandro Perché às 12h04
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Por que algumas pessoas não engordam apesar de comerem muito?

Um estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA, pode ajudar a explicar porque algumas pessoas não engordam apesar de comer muito. Testes realizados com vermes C. elegans em laboratório indicam que sistemas independentes do organismo controlam a quantidade de alimento consumido e o metabolismo da gordura (o quanto o verme vai engordar). De acordo com os autores, as descobertas poderiam valer para os seres humanos, e servir de base para o desenvolvimento de estratégias contra a obesidade que manipulem o metabolismo das gorduras, sem modificar o comportamento alimentar. Os resultados mostraram que a magreza e a obesidade não são determinados apenas pelo comportamento alimentar. “O comportamento alimentar e o metabolismo da gordura são coordenados, mas são diferentes respostas do sistema nervoso à percepção de disponibilidade de nutrientes”.



Escrito por Leandro Perché às 11h57
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Componente do vinho mantém coração "geneticamente jovem", diz pesquisa

Uma substância encontrada no vinho tinto – chamada resveratrol – pode ajudar a manter o coração “geneticamente jovem”, segundo estudo da Universidade de Wisconsin-Madison. Estudos anteriores já indicavam os benefícios de se tomar um copo de vinho diariamente para a saúde cardíaca. O novo estudo, realizados com ratos em laboratório, indica que o polifenol resveratrol poderia frear as mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas ao envelhecimento. E os efeitos eram similares aos obtidos com uma dieta pobre em calorias, conhecida por prolongar a vida. Mas especialistas alertam que a substância não fica tempo suficiente no organismo para ter esse efeito protetor. Para isso, seria necessário beber galões de vinho, o que não é recomendável. A solução poderia ser o desenvolvimento de uma substância sintética derivada do resveratrol.



Escrito por Leandro Perché às 11h52
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Gota aumenta o risco de morte por problemas cardíacos, diz estudo

Para homens que apresentam fatores de risco para doença cardíaca, sofrer de gota pode aumentar as suas chances de morrer por problemas no coração, segundo estudo publicado no “Archives of Internal Medicine”. A gota é um distúrbio do metabolismo do ácido úrico, e se caracteriza por crises intensas de inflamação e dores nas articulações. Avaliando mais de 9 mil homens de meia-idade com alto risco de problemas cardíacos por causa de excesso de peso, pressão alta, entre outros fatores, os cientistas descobriram que aqueles que tinham gota eram 33% mais propensos a morrer de doença cardíaca coronariana em 17 anos, além de correrem mais riscos de morte por qualquer causa cardiovascular, como derrame. As razões da relação ainda não estão claras, mas acredita-se que altos níveis de ácido úrico, por causa da gota, podem aumentar o estresse oxidativo, que danifica as células; ou uma inflamação generalizada poderia ser a explicação.



Escrito por Leandro Perché às 11h45
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Alongamentos podem proteger grávidas contra pré-eclâmpsia, diz estudo

Os alongamentos são mais eficazes em reduzir o risco de pré-eclâmpsia do que a caminhada para mulheres grávidas que já tiveram o problema, mas não seguem as recomendações de exercícios, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. A pré-eclampsia é caracterizada pela hipertensão da mãe e retenção de líquidos, o que dificulta a circulação sangüínea para a placenta, pondo em risco a saúde da mãe e do bebê. Avaliando 79 gestantes que já tiveram o problema e eram sedentárias, os cientistas notaram que, entre aquelas que participavam de sessões de alongamento, houve menos casos de reincidência da pré-eclâmpsia – menos de 5%, contra 15% daquelas que faziam caminhadas. Eles destacam que caminhadas não são prejudiciais às gestantes, mas os alongamentos protegem mais aquelas com alto risco de pré-eclâmpsia, porque incentivam a produção de transferrina, proteína que transporta ferro pelo sangue e protege contra o estresse oxidativo.



Escrito por Leandro Perché às 11h56
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Pesquisa associa sintomas de menopausa a fatores de risco cardíaco

As ondas de calor e outros sintomas da menopausa podem estar associados com fatores de risco para doença cardíaca e derrame, segundo pesquisa publicada na revista especializada “Hypertension”. Avaliando mais de 5 mil mulheres na menopausa, os pesquisadores observaram que 39% apresentavam ondas de calor, e 38% reportaram suores noturnos. E esses sintomas estavam associados a altos níveis de colesterol e pressão arterial. Segundo os autores, isso “poderia explicar as descobertas discrepantes entre estudos observacionais e testes” em relação ao uso de terapia de reposição hormonal. Eles destacam ainda que há a hipótese de que mulheres com ondas de calor diferem daquelas que não as têm em relação ao risco cardíaco e de derrame, e na resposta à reposição hormonal.



Escrito por Leandro Perché às 11h44
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Estudo sugere que todas as crianças devem tomar suplemento de vitamina D

Muitos bebês e crianças pequenas precisam de mais vitamina D, que é essencial para sua saúde óssea, segundo estudo do Hospital da Criança de Boston, EUA. Desde 2003, a Academia Americana de Pediatria recomenda a suplementação diária de 200 UI para as crianças que não tomam 500 ml de leite ou fórmula fortificada com o nutriente, incluindo os bebês amamentados (o leite materno é pobre em vitamina D ). Os autores da nova pesquisa, porém, recomendam a suplementação para todas as crianças pequenas. Isso porque, avaliando os níveis da vitamina D no sangue de 380 crianças saudáveis, com idades entre oito meses e dois anos, eles observaram que 40% tinham níveis menores que o ideal, incluindo 12% com deficiência do nutriente. Além disso, os raios-x mostraram que um terço daqueles com deficiência da vitamina apresentavam desmineralização, um sinal de enfraquecimento ósseo.



Escrito por Leandro Perché às 11h35
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Consumo de peixe pode reduzir comportamento agressivo de presos?

Um estudo americano apresentado no 4º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções sugere que o aumento da ingestão de peixe ou de suplementos de ômega-3 por presidiários poderia refrear comportamentos agressivos e reduzir o risco de reincidência. De acordo com os autores, da Universidade da Pensilvânia, o nutriente melhora a função cerebral e reduz comportamentos violentos. Eles baseiam essa hipótese em uma série de evidências controversas geradas por pesquisas científicas que atribuem a criminalidade a fatores biológicos, como uma disfunção genética no córtex pré-frontal. E os autores acreditam que 50% dos comportamentos criminosos seriam explicados por fatores biológicos. Uma dessas pesquisas, realizada em 2002 com 231 presos ingleses, mostrou que o consumo do suplemento por pelo menos duas semanas reduziu as ofensas na prisão em 35% após cinco meses.



Escrito por Leandro Perché às 13h06
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Dieta mediterrânea ajuda a prevenir diabetes

Uma alimentação rica em frutas, verduras, peixes, e que inclui vinho e azeite de oliva – conhecida como dieta mediterrânea – pode ajudar a parar o diabetes, segundo estudo publicado, na última sexta-feira, no British Medical Journal. Já reconhecida por oferecer proteção contra doença cardíaca, a dieta reduziu, em 83%, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 nos participantes que tinham a alimentação mais próxima do ideal da dieta. Foram avaliados 13 mil ex-alunos da Universidade de Navarra, na Espanha, com média de idade de 38 anos e sem histórico de diabetes. E os resultados mostraram que a dieta pode oferecer proteção contra o diabetes inclusive entre os mais velhos, em pessoas que fumam, e naqueles com histórico da doença na família – todos mais propensos a desenvolver a doença.



Escrito por Leandro Perché às 12h03
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Caminhada pode ajudar a reduzir pressão alta, indica estudo

Uma caminhada de 40 minutos por dia pode melhorar a saúde cardíaca de quem tem pressão alta, segundo estudo apresentado no encontro anual do “American College of Sports Medicine”. Em testes com 23 homens que apresentavam pré-hipertensão ou hipertensão, após 40 minutos de caminhada intensa e de uma caminhada de quatro tempos de 10 minutos, havia redução de cinco pontos e três pontos, respectivamente, na pressão sistólica. E ambos os tipos de caminhada reduziam, em dois pontos, a pressão diastólica. Apesar de estudos maiores serem necessários para confirmação, os autores acreditam que esses benefícios são constantes nos homens que se exercitam regularmente.



Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Reprimir sentimentos pode ajudar a lidar com traumas coletivos, diz estudo

Não expressar os sentimentos sobre um trauma coletivo pode aliviar os efeitos mentais e psicológicos da experiência ruim, segundo estudo da Universidade de Buffalo. A pesquisa foi realizada pela internet com 3 mil pessoas após o ataque terrorista de 11 de setembro, e dois anos após os atentados. Os participantes foram expostos à tragédia, mas não perderam parentes e amigos; e foram divididos entre aqueles que estavam prontos para falar sobre a experiência e expressar os sentimentos sobre o trauma, e aqueles que preferiam não falar a respeito. Com as análises, os autores constataram que, dois anos após a tragédia, aqueles que optaram por não expressar os sentimentos tinham uma condição psicológica e mental melhor. Porém, especialistas alertam para a importância de não generalizar o efeito em todos os pacientes.



Escrito por Leandro Perché às 11h55
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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