Tomar café pode proteger contra doença de Alzheimer, sugere estudo

O consumo de café na meia-idade pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outras demências na velhice, segundo estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease. Avaliando dados de um acompanhamento de 21 anos de mais de 1,4 mil pessoas com idades entre 65 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam café na meia-idade tinham menor risco de demência e Alzheimer mais tarde, comparados com aqueles que não consumiam a bebida. O menor risco - 65% menos chances de desenvolver a doença - foi observado entre aqueles que consumiam entre três e cinco xícaras de café por dia. Embora mais estudos sejam necessários, os autores destacam a importância da descoberta que pode ser abrir a possibilidade de abordagens alimentares para modificar o risco de Alzheimer ou para o desenvolvimento de outras terapias com base nesse efeito.



Escrito por Giselle Aparecida às 09h12
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Estudo destaca a importância de reduzir alimentação na meia-idade

Um estudo publicado, neste mês, no American Journal of Health Promotion indica que comer menos na meia-idade é essencial para prevenir o ganho de peso com o envelhecimento. Avaliando 192 mulheres na meia-idade por três anos, pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que "as únicas que não tinham risco de ganhar peso eram as que aumentavam sua restrição alimentar". Comparadas com aquelas que mais reduziam o consumo com o tempo, as mulheres que não passavam a comer menos eram 69% mais propensas a ganhar mais de 1 kg e 138% mais aptas a ganhar 3 kg, além de terem 49% maior risco de aumentar em 1% sua gordura corporal. E essa tendência não se reduzia nem com a prática de atividades físicas. Os autores destacam que não é necessário sacrifícios, apenas parar de comer até ficar "cheia" e passar a comer para ficar satisfeita, além de comer mais frutas, vegetais e cereais em lugar de comidas ricas em gordura, açúcar e sal.



Escrito por Giselle Aparecida às 09h08
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Antidepressivos podem aliviar sintomas de fibromialgia, indica estudo

Alguns tipos de antidepressivos podem aliviar a dor e melhorar o sono e outros sintomas da fibromialgia - condição crônica marcada por dor muscular e articular generalizada -, segundo estudo publicado no Journal of the American Medical Association. De acordo com os autores, a fibromialgia ocorre em 6% das pessoas na América do Norte e Europa, afetando principalmente as mulheres. Analisando 18 estudos envolvendo mais de 1,4 mil pessoas, os pesquisadores notaram que os velhos antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos parecem ter grande efeito em aliviar a dor, a fadiga e os distúrbios de sono desses pacientes. Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina, como o Prozac, apresentaram poucos efeitos nos sintomas de fibromialgia. Embora pareça que os antidepressivos ajudem contra fibromialgia, os autores recomendam que pacientes que usam esses medicamentos sejam acompanhados de perto pelo médico para avaliar os benefícios e riscos.



Escrito por Leandro Perché às 10h06
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Atletas também podem ter síndrome metabólica, alertam especialistas

Um estudo realizado com jogadores de futebol americano indica que atletas também podem sofrer de síndrome metabólica - conjunto de fatores de risco para doença cardíaca, incluindo pressão alta, obesidade abdominal, glicose alta, triglicérides alto, e baixos níveis de colesterol "bom" (HDL). Avaliando 70 jogadores em idade universitária, os pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio descobriram que metade deles apresentava pelo menos três dos cinco fatores de risco, indicando síndrome metabólica. De acordo com os autores, os resultados são preocupantes, pois todos acreditam que, por serem jovens e atletas, eles estão livres desses fatores de risco para doença cardíaca e diabetes. Com isso, os especialistas recomendam que, principalmente nos esportes onde os atletas são mais "robustos", haja triagem para a síndrome.



Escrito por Leandro Perché às 09h58
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Exercícios melhoram o sono de pessoas com síndrome das pernas inquietas

A prática de exercícios físicos pode melhorar o sono de pessoas que sofrem de insônia ou interrupções no sono causadas por movimentos das pernas, segundo estudo brasileiro publicado na revista científica Medicine & Science in Sports & Medicine. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo avaliaram os padrões de sono de 22 voluntários com movimentos periódicos dos membros inferiores, normalmente associados à síndrome das pernas inquietas. E eles observaram que, entre aqueles submetidos a 72 sessões de treinamento físico em seis meses, houve redução no movimento periódico das pernas; melhora na eficiência do sono e no sono REM; e redução do tempo que levam para dormir e da quantidade de vezes em que acordam à noite. Segundo os autores, a liberação de beta-endorfinas e compostos opioides após os exercícios podem ser os responsáveis pelos resultados. Por isso eles indicam a prática como alternativa barata e eficaz para tratar o problema.



Escrito por Leandro Perché às 09h53
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Estudo associa estresse no trabalho a um maior risco de derrames

Homens que têm mais estresse no trabalho são mais propensos a sofrer um derrame, segundo um estudo japonês recentemente publicado na revista científica Archives of Internal Medicine. Acompanhando, por 11 anos, mais de 6,5 mil pessoas com menos de 65 anos, os pesquisadores observaram que os homens com muita pressão no trabalho tinham mais de duas vezes maior risco de derrame do que homens que não sofriam grande estresse. No decorrer do estudo, houve 147 casos de derrame - 91 em homens e 56 entre as mulheres. E o risco das mulheres não parecia ser muito afetado pelo estresse no trabalho. Considerando grande variedade de empregos e funções, os autores concluíram que trabalhos com grande demanda e que o trabalhador tem pouco controle das funções são os mais estressantes.



Escrito por Leandro Perché às 12h23
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Obesidade pode aumentar risco de câncer de ovário

Mulheres obesas podem ter um maior risco de desenvolver câncer no ovário, segundo estudo que será publicado na edição de fevereiro da revista científica Cancer. Avaliando mais de 94 mil americanas com idades entre 50 e 71 anos, acompanhadas por mais de sete anos, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriram que, entre as mulheres que nunca fizeram reposição hormonal, as obesas tinham 83% maior risco de câncer de ovário, comparadas com aquelas que apresentavam peso normal. E os efeitos seriam maiores da obesidade no início da idade adulta. Entre as mulheres que fizeram a terapia hormonal, os riscos eram menores. Os autores destacam que ainda não está claro de que forma a obesidade contribui com o câncer ovariano, mas eles acreditam que isso pode ser explicado, em parte, pelo efeito do excesso de gordura nos níveis de estrogênio.



Escrito por Leandro Perché às 12h04
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Café em excesso pode causar alucinações, indica estudo

Beber muito café pode aumentar as chances de sofrer alucinações, segundo estudo da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha. Avaliando 200 estudantes, os pesquisadores concluíram que pessoas que consomem mais de sete xícaras de café instantâneo por dia têm três vezes maior probabilidade de ouvir vozes, ver coisas que não existem ou acreditar que estão sentindo a presença de pessoas que já morreram, comparadas àquelas que tomam menos de uma xícara diariamente. De acordo com os autores, isso pode ocorrer pelo fato de a cafeína aumentar os efeitos fisiológicos do estresse, aumentando a produção do hormônio cortisol, que, em altas concentrações, pode fazer com que a pessoas escute vozes não existentes. Eles lembram que as alucinações não são necessariamente sinal de doença mental, e o estudo pode ajudar a desvendar o efeito da nutrição nas alucinações.



Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Cientistas desenvolvem "bom" colesterol sintético

Pesquisadores americanos anunciaram, nesta semana, no Journal of the American Chemical Society, o desenvolvimento de uma forma sintética do "bom" colesterol (HDL). A esperança é que o composto desenvolvido com nanotecnologia seja capaz de ajudar a eliminar o excesso de colesterol "ruim" (LDL) do organismo. Os especialistas da Northwestern University em Chicago, nos EUA, destacam que drogas como estatinas reduzem os níveis de LDL, mas não fazem muito para aumentar o "bom" colesterol, e as desenvolvidas para aumentar o HDL apresentam efeitos adversos. Por isso, eles desenvolveram uma molécula que imita o tamanho e a estrutura do HDL. Composto de partícula de outro, lipídios e uma camada de proteína, a molécula funcionaria atraindo e capturando o LDL que entope artérias reduzindo os riscos de infartos e derrames. Por enquanto, os pesquisadores ainda estão testando o HDL sintético em animais, mas a nova droga se mostra promissora.



Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Estudo associa reposição hormonal à redução do volume do cérebro

O uso de terapias de reposição hormonal pode acelerar um pouco a perda de tecido cerebral em mulheres idosas, segundo estudo do Instituto Nacional de Envelhecimento, nos EUA. Resultados preliminares do estudo, que incluiu 1,4 mil mulheres com 65 anos ou mais, indicaram que o tratamento com estrogênio, em combinação com progesterona ou não, aumenta os riscos de demência e declínio cognitivo geral em mulheres idosas. Um acompanhamento de oito anos mostrou que essas mulheres tinham, levemente, menor volume cerebral em duas áreas envolvidas no pensamento e na memória - o lobo frontal e o hipocampo. Porém eles destacam que esse efeito é mais visível naquelas que já apresentavam algum grau de problema de memória antes da reposição hormonal. Os autores destacam que esses efeitos podem ser mediados pelo aumento do acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro ou redução do fluxo sanguíneo no órgão.



Escrito por Leandro Perché às 11h40
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Baixas temperaturas podem aumentar pressão de idosos, sugere estudo

A queda das temperaturas no inverno pode causar um aumento na pressão sanguínea de pessoas idosas, segundo estudo publicado no Archives of Internal Medicine. De acordo com os autores, as variações sazonais da pressão já haviam sido notadas há anos, porém poucos estudos exploram esses efeitos da temperatura. Acompanhando, por dois anos, mais de 8,8 mil idosos na França, os pesquisadores notaram que as taxas de pressão alta aumentavam de 23,8% no verão para 33,4% no inverno. Os resultados indicaram que havia, no inverno, um aumento de até cinco pontos na pressão sistólica, com um aumento também na pressão diastólica. Embora as razões não estejam claras, os autores acreditam que isso ocorra porque os efeitos do tempo frio incluem a ativação do sistema nervoso simpático (que ajuda a controlar a resposta ao estresse) e a liberação do hormônio catecolamina (que pode aumentar a pressão ao acelerar o coração).



Escrito por Leandro Perché às 11h28
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Variação genética pode deixar as crianças mais gulosas, diz estudo

Um novo estudo publicado no Journal of Obesity indica que crianças que apresentam o gene FTO - conhecido como hormônio da obesidade - parecem comer mais do que as outras. Na pesquisa, especialistas da University College, na Inglaterra, ofereceram, a 131 crianças com idades entre quatro e cinco anos, um prato de biscoitos uma hora após uma refeição. E aquelas que apresentavam uma ou duas variantes do gene eram mais propensas a comer os biscoitos, mesmo estando possivelmente saciadas. De acordo com os autores, o estudo ajuda a explicar porque algumas crianças não sabem quando parar de comer, o que pode levar à obesidade e aos problemas de saúde associados. Apesar de concordarem que o entendimento do papel do gene é essencial para o combate da obesidade, especialistas destacam que outros fatores também são importantes, como hábitos dos pais e alimentos disponíveis.



Escrito por Leandro Perché às 11h24
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Cigarros mentolados viciam mais do que os comuns, indica estudo

Pessoas que fumam cigarros de mentol encontram mais dificuldades para largar o vício, segundo estudo da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey, nos EUA. De acordo com os autores, os resultados mostram que o mentol não é um sabor neutro nos cigarros, e "mascara os perigos da nicotina e das toxinas, afeta a forma como o cigarro é fumado e o deixa mais mortal e viciante". Examinando dados de 1,7 mil fumantes nos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram menores taxas de pessoas que param de fumar entre afro-americanos e latinos que fumavam cigarros de mentol. Além disso, análises anteriores mostraram que os fumantes dos mentolados inalam mais nicotina e monóxido de carbono por cigarro; e acham mais difícil parar de fumar, apesar de fumarem menos cigarros por dia.



Escrito por Leandro Perché às 10h58
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Idosos que fumam têm maior risco de doença de Alzheimer, diz estudo

Um estudo recente do Imperial College London, no Reino Unido, indica que idosos que fumam podem enfrentar um maior risco de desenvolver doença de Alzheimer. Em revisão de estudos que incluíam pessoas com 65 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que aqueles que fumavam tinham 79% maior risco de ter a doença neurodegenerativa, comparados com os não-fumantes. Além disso, os fumantes atuais tinham propensão um pouco maior (não estatisticamente significativo) a outros tipos de demência e ao declínio mental relacionado à idade. Os autores explicam que fumar pode aumentar os riscos de demência da mesma forma que afeta a saúde cardiovascular - danificando vasos e atrapalhando o fluxo sanguíneo. "Isso daria às pessoas mais uma razão para parar o hábito ou, melhor ainda, nunca começar", concluíram.



Escrito por Leandro Perché às 10h51
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Durma mais para comer menos, indicam pesquisadores

Se você está querendo comer menos lanchinhos entre as refeições, com o objetivo de perder peso, você deve dormir mais durante a noite, segundo pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA. Em estudo recente, 11 voluntários passaram duas semanas, em laboratório, dormindo cinco horas e meia por noite, fazendo as refeições normalmente e com acesso ilimitado a lanchinhos; três semanas depois, eles voltaram ao laboratório, mas passando a dormir oito horas e meia por noite durante duas semanas. Os especialistas notaram que, quando dormiam menos, os voluntários comiam 220 calorias extras em lanches, principalmente com o consumo de carboidratos no período da noite. E, como os níveis de atividades físicas não se alteravam, essas calorias a mais levavam ao aumento de peso.



Escrito por Leandro Perché às 10h44
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É comum o casal compartilhar fatores de risco para doenças cardíacas

Um novo estudo publicado no American Journal of Epidemiology indica que, se um dos cônjuges apresenta fatores de risco para doença cardíaca, o outro tem grandes chances de apresentar os mesmos indicadores, incluindo o hábito de fumar, o índice de massa corporal, a pressão sanguínea, triglicérides, peso e colesterol "ruim" (LDL). Avaliando 71 pesquisas sobre o assunto, incluindo mais de 100 mil casais, os pesquisadores concluíram que as similaridades entre os esposos ocorrem de forma mais comum para o hábito de fumar e para o índice de massa corporal. Segundo os autores, há duas razões para essa similaridade entre os cônjuges: uma é que eles compartilham os mesmos fatores ambientais, tendo o mesmo estilo de vida; e outra é a tendência de as pessoas se sentirem atraídas por outras que combinem com elas (com os mesmos gostos, por exemplo). Com isso, eles concluíram que as intervenções para reduzir os fatores de risco devem ser direcionadas aos casais e famílias, ao invés de apenas focar os indivíduos.



Escrito por Leandro Perché às 10h36
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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