Sonolência diurna excessiva pode indicar maior risco de morte entre idosos

A sonolência diurna excessiva é um fator de risco independente para a mortalidade em idosos, principalmente por problemas cardiovasculares, segundo estudo que será publicado na edição de abril da revista Stroke. De acordo com os autores, as queixas de sonolência diurna excessiva são muito frequentes, mas há poucos estudos que as relacionam com a mortalidade.

Em pesquisa recente com mais de oito mil pessoas com mais de 65 anos, os especialistas notaram que quase 19% reportavam se sentir sonolentos frequentemente durante o dia. E, após acompanhamento de seis anos, eles descobriram que a sonolência diurna aumentava o risco de morte em 33%.

Análises mais específicas mostraram ainda que o efeito seria ainda maior na mortalidade cardiovascular, aumentando os riscos em 49%, mostrando que os cochilos frequentes de idosos podem ser sinal de algo mais grave.



Escrito por Leandro Perché às 11h50
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Vírus da Aids evolui rapidamente para fugir das defesas do organismo

O vírus da Aids, HIV, está evoluindo rapidamente para driblar as respostas imunológicas, responsáveis pela defesa do organismo, segundo estudo de uma equipe internacional de cientistas publicado na revista Nature.

 

Examinando as sequências genéticas e genes HLA (que produz moléculas do sistema imunológico e está associado ao progresso da infecção) em mais de 2,8 mil pacientes em diversos países, os pesquisadores demonstraram que o HIV é capaz de se adaptar rapidamente para neutralizar as moléculas do sistema imunológicos controladas pelo HLA.

 

Além disso, foi constatado que lugares como o Japão, onde uma forma do HLA chamada B*51 é bastante comum, a maioria da população infectada é portadora de uma variante do HIV equipada com uma mutação “de escape”. E resultados semelhantes foram observados em cada tipo de HLA estudado. Os resultados sugerem que, como acontece com o vírus da gripe, eventuais vacinas contra o HIV terão de ser constantemente atualizadas.



Escrito por Leandro Perché às 11h38
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Artrite atrapalha pessoas com doença cardíaca de fazer exercícios?

A artrite, comum em pacientes com doença cardíaca, acaba sendo uma barreira para esses pacientes realizarem as atividades físicas necessárias para melhorar sua saúde. De acordo com especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, muitas pessoas que têm as duas condições não compreendem que mesmo exercícios mais leves podem reduzir os problemas; e são mais propensas a serem sedentárias.

A análise de duas pesquisas nacionais sobre o tema revelou que 57% das pessoas com doença cardíaca também apresentam artrite. E esses seriam mais propensos a raramente ou nunca se exercitarem – 29% deles eram sedentários, contra 21% daqueles apenas com doença cardíaca, 18% daqueles que tinham apenas artrite, e 11% das pessoas que não tinham nenhuma das duas condições.

Os autores destacam que, embora os exercícios melhorem ambas as condições, muitas pessoas ainda são sedentárias pelo fato de não terem certeza de quais atividades são seguras e temer agravar os dois problemas.



Escrito por Leandro Perché às 11h31
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Vitamina D pode prevenir gripes e resfriados, indica estudo

Uma caminhada ao sol pode ser melhor do que tomar tabletes de vitamina C na prevenção de gripes e resfriados, segundo pesquisadores da Universidade do Colorado, nos EUA. Em estudo com mais de 19 mil pessoas, os especialistas descobriram que pessoas com menores níveis de vitamina D – produzida pelo corpo em resposta a luz do sol – no organismo apresentam significativamente mais casos de gripe e resfriados.

As análises indicaram que, independentemente da estação do ano, uma menor concentração da vitamina D no sangue estava associada a 36% maior probabilidade de os voluntários reportarem recentes infecções no trato respiratório superior, comparado com os participantes com maiores níveis do nutriente. E os efeitos seriam ainda maiores entre aqueles que apresentavam problemas respiratórios, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Embora haja outras evidências dos benefícios da vitamina D para o sistema imunológico, os autores explicam que ainda é cedo para fazer recomendações sobre a suplementação da vitamina para prevenção de gripes e resfriados.



Escrito por Leandro Perché às 12h04
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Vida fértil mais longa pode proteger as mulheres contra doença de Parkinson

As mulheres que têm a primeira menstruação mais jovens e a última com mais idade têm menor risco de desenvolver doença de Parkinson, comparadas com aquelas que têm uma vida fértil menor, segundo estudo que será apresentado em abril no encontro anual da Academia Americana de Neurologia.

 

Avaliando mais de 83 mil mulheres com idade média de 63 anos, os pesquisadores descobriram que aquelas que eram férteis por mais de 39 anos tinham 24% menos chances de desenvolver a doença degenerativa do que as mulheres que eram férteis por menos de 33 anos.

 

Os autores não sabem explicar as razões dessa proteção, mas acreditam que possa estar relacionada com a produção de estrogênio e a exposição a esse hormônio. Eles destacam, porém, que a reposição hormonal na menopausa natural não ajuda a reduzir os riscos, sendo necessários mais estudos para desvendar o papel dessa terapia na prevenção da doença.



Escrito por Leandro Perché às 11h57
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Estudo associa consumo de álcool a um maior risco de câncer nas mulheres

O consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, pode aumentar os riscos de câncer entre as mulheres, segundo estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Os pesquisadores acompanharam, por sete anos, mais de 1,2 milhões de mulheres na meia-idade. E descobriram que mesmo a ingestão de apenas uma dose por dia aumenta bastante os riscos das mulheres principalmente para câncer de mama, de fígado, de reto, de boca, de garganta e de esôfago.

As análises indicaram que cerca de 13% desses tipos de câncer poderiam ser associados ao consumo de bebidas alcoólicas. E, entre as fumantes, o risco com o consumo de álcool seria ainda maior para cânceres de boca, garganta e esôfago. “Não há níveis mínimos de consumo de álcool que possam ser considerados sem risco”, concluíram os especialistas.



Escrito por Leandro Perché às 11h49
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Vitaminas do complexo B podem proteger visão dos efeitos do envelhecimento

Tomar uma combinação de vitaminas B6, B12 e ácido fólico pode reduzir o risco de desenvolver degeneração macular, principal causa de perda de visão em pessoas com mais de 65 anos de idade, segundo estudo da Harvard Medical School, nos EUA.

 

Em testes envolvendo mais de cinco mil mulheres com mais de 40 anos que já tiveram doença cardíaca ou síndrome metabólica, os pesquisadores observaram que aquelas que passaram a tomar a combinação dessas vitaminas do complexo B tinham 34% menor risco de degeneração macular relacionada à idade em sete anos de acompanhamento, comparadas com aquelas que tomavam placebo.

 

Os especialistas explicam que “os efeitos benéficos do tratamento começaram a surgir em cerca de dois anos de acompanhamento e continuaram durante os testes”. Porém, mais estudos são necessários para confirmar a eficácia e a segurança dessas vitaminas na prevenção da degeneração macular.



Escrito por Leandro Perché às 11h37
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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