Hipertensão pode atrapalhar memória e pensamento de crianças, diz estudo
Crianças com pressão alta têm mais dificuldades de memória e em planejar e realizar tarefas complicadas direcionadas por objetivos, segundo estudo da Universidade de Rochester, nos EUA. E, de acordo com os autores, se a hipertensão for acompanhada pela obesidade, essas crianças podem ser mais propensas a ter ansiedade e depressão.
As conclusões foram baseadas em um estudo que comparou 32 crianças e adolescentes (dez a 18 anos de idade) com diagnóstico recente de hipertensão com 32 com pressão normal. E os resultados, indicando que a hipertensão afeta as habilidades cognitivas das crianças, surpreenderam os pesquisadores apesar de serem similares a pesquisas com adultos. Apesar de o estudo ter indicado que o tratamento da hipertensão poderia reverter esses efeitos negativos na função cognitiva, os autores destacam que ainda não sabem as implicações, em longo-prazo, dessas mudanças sutis. E isso, dado o aumento da obesidade e hipertensão infantil no mundo, é motivo de preocupação.
Escrito por Leandro Perché às 12h13
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Estudo sugere que acreditar em Deus é um "santo remédio" contra ansiedade
Um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, indica que a crença em Deus ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse. A comparação de reações cerebrais de pessoas de diversas religiões e ateus quando submetidos a uma série de testes mostrou que aqueles com maior convicção religiosa e crença em Deus tinham menos reações em uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior, ligada à ansiedade. De acordo com os cientistas, quanto mais fé os voluntários tinham, mais tranquilos eles se mostravam diante das tarefas, mesmo quando cometiam erros. E os que obtiveram melhores resultados não eram fundamentalistas, mas acreditavam que "Deus deu sentido a suas vidas". Os autores destacam que a ansiedade é útil em algumas situações, mas que, em excesso, pode “paralisar” as pessoas e se tornar patológica. E o estudo indica que ter uma crença é benéfico para redução da ansiedade e estresse.
Escrito por Leandro Perché às 12h05
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Depressão aumenta os riscos de morte em pessoas com doença pulmonar
A depressão aumenta consideravelmente os riscos de morte em curto-prazo em pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica – bronquite crônica ou enfisema – mesmo que o problema pulmonar esteja relativamente estabilizado, segundo estudo publicado este mês na revista Chest.
Avaliando 121 pacientes que passavam por reabilitação pulmonar e tinham a doença estável por pelo menos seis semanas, pesquisadores holandeses descobriram que a presença de sintomas de depressão dobrava as chances de morrer por qualquer causa em nove anos. E isso ocorria independentemente de gênero, idade e capacidade de exercícios. Os autores acreditam que uma razão seria o fato de a depressão interferir nos cuidados pessoais, deixando os pacientes mais propensos a ter uma dieta inadequada, a continuar fumando, a serem menos ativos, a não procurar ajuda médica e não tomar remédios prescritos. Mais estudos são necessários para investigar formas de reduzir esses riscos de morte.
Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Duas ou mais doses de álcool por dia aumentam risco de câncer no pâncreas
Pessoas que bebem duas ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia podem ter um maior risco de desenvolver câncer no pâncreas, segundo estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. De acordo com os autores, embora não haja evidências conclusivas, muitos especialistas fazem essa relação baseados no fato do álcool estar associado à pancreatite e ao diabetes – ambos, fatores de risco para o câncer.
Na nova pesquisa, os especialistas avaliaram 14 estudos que incluíam mais de 862 mil pessoas, identificando mais de dois mil casos de câncer pancreático. E notaram que aqueles que consumiam 30g ou mais de álcool por dia (cerca de duas latinhas de cerveja ou 240ml de vinho) tinham um aumento no risco de câncer pancreático, comparados com aqueles que não bebiam. Os autores destacam que, embora o tabagismo seja muito mais determinante nesse câncer do que o consumo de álcool, todos os fatores modificáveis devem ser conhecidos e considerados para a prevenção da doença.
Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Perder peso ajuda a aliviar dores de cabeça de crianças gordinhas, diz estudo
Crianças com sobrepeso que têm frequentes dores de cabeça são mais propensas a considerá-las mais debilitantes, segundo estudo publicado na revista Headache. Porém, os resultados indicam que os gordinhos que perdem peso enquanto tratam das dores apresentam maior redução na frequência das dores de cabeça do que aqueles que permanecem com o mesmo peso ou que engordam ainda mais. Os especialistas analisaram 913 pacientes com idades entre três e 18 anos que precisavam de tratamento para dores de cabeça – 17,5% estavam acima do peso ideal. E os resultados indicaram que aqueles com maior índice de massa corporal tinham dores mais frequentes e debilitantes. Mas a perda de peso durante o tratamento foi associada ao alívio do problema. Embora o estudo não mostre uma relação de causa e efeito, os autores destacam que os mesmos fatores tornam piores a obesidade e as dores de cabeça. Por isso, uma dieta saudável, atividades físicas e sono adequado poderiam ajudar a aliviar esses problemas.
Escrito por Leandro Perché às 11h43
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Saúde da mulher é mais afetada em casamentos problemáticos, diz estudo
Um estudo da Universidade de Utah, nos EUA, indica que a saúde da mulher é mais afetada do que a do homem em casamentos problemáticos, deixando as mulheres mais propensas a problemas como obesidade, hipertensão e colesterol alto – sintomas que podem levar a doenças cardíacas e diabetes. Por outro lado, apesar dos homens serem menos afetados nesse sentido, eles apresentam os mesmos riscos das mulheres de sofrer estresse e depressão.
Avaliando 276 casais com idades entre 40 e 70 anos, e que estavam casados há cerca de 20 anos, os pesquisadores notaram que o estresse no casamento e a depressão gera problemas no metabolismo apenas entre as mulheres. Baseados nos resultados, os autores destacam que não devemos prestar atenção apenas em fatores de risco tradicionais para doença cardíaca, mas também na qualidade de vida familiar e emocional. Porém seria cedo para dizer que a separação é o melhor caminho para algumas mulheres, pois o divórcio também aumenta o risco de doença cardíaca. Mais estudos são necessários.
Escrito por Leandro Perché às 11h33
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Beber moderadamente pode ser bom para os ossos, sugere estudo
Em um estudo epidemiológico da Universidade de Tufts, nos EUA, com homens com mais de 60 anos e mulheres na pós-menopausa, o consumo regular e moderado de bebidas alcoólicas foi associado a uma maior densidade mineral óssea. Segundo os autores, a cerveja e o vinho teriam maior efeito protetor, mas o consumo excessivo contribuiria para a perda óssea, principal fator de risco para osteoporose.
Os pesquisadores avaliaram o consumo de álcool e a medida da densidade óssea em três lugares da bacia e na coluna lombar em mais de 2,7 mil pessoas. E descobriram uma associação entre o consumo de uma ou duas doses de álcool por dia com uma maior densidade mineral óssea. Os autores acreditam que, no caso da cerveja, os responsáveis pela proteção seriam compostos de silício presentes na bebida; e, no caso do vinho, seus compostos antioxidantes. Porém, os autores destacam que mais estudos são necessários para desvendar as razões, e que “ninguém deve depender somente do álcool para manter a saúde óssea”.
Escrito por Leandro Perché às 11h48
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Comer ovos é importante para músculos e energia, afirmam especialistas
Uma revisão de estudos publicada na revista Nutrition Today sugere que as proteínas contidas nos ovos oferecem uma importante contribuição para a força muscular, para a energia e a sensação de saciedade. A análise de mais de 25 estudos indicou que os ovos oferecem uma energia estável e sustentada, pois não causa aumento nos níveis de insulina; influencia a massa, a função e a força muscular de pessoas de todas as idades; e oferece proteínas de “alta qualidade” necessárias para preservar os músculos e prevenir a perda muscular com o envelhecimento; além de ser fonte importante de diversas vitaminas do complexo B. De acordo com os autores, da Universidade de Illinois, nos EUA, um ovo, oferece 13% do valor diário recomendado de proteínas de alta qualidade. “Enquanto muitos americanos podem estar adquirindo proteína suficiente, eles precisam focar em consumir fontes de proteínas de alta qualidade”, destacou o pesquisador Donald Layman.
Escrito por Leandro Perché às 11h34
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Deficiência de vitamina D é comum em crianças com doença renal
A deficiência de vitamina D é “gritante” em crianças com doença renal crônica, segundo estudo publicado este mês na revista Pediatrics. De acordo com os autores, crianças com doença renal são mais propensas a ter problemas no desenvolvimento ósseo, e a deficiência da vitamina D poderia cumprir um papel de destaque nessa relação.
As análises indicaram que, no período entre os anos de 1987 e 1996, antes da publicação de orientações sobre os níveis ideais do nutriente, a taxa de deficiência de vitamina D variou entre 20% e 75%. E, entre o grupo de crianças avaliadas entre os anos de 2005 e 2006, quando as orientações já estavam disponíveis, a taxa de deficiência permaneceu alta, chegando a quase 40%. Os especialistas afirmam que os resultados são preocupantes, e que restaurar os níveis de vitamina D é crucial para a manutenção da saúde óssea, para o crescimento, para a regulação do sistema imunológico, e para reduzir o risco de doença cardiovascular e câncer.
Escrito por Leandro Perché às 11h26
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Estudo liga consumo de brócolis a um menor risco de problemas respiratórios
Comer brócolis e outros vegetais crucíferos, como a couve-flor, pode proteger contra inflamações respiratórias que causam problemas como asma, rinite alérgica e doença pulmonar obstrutiva crônica, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os pesquisadores, um composto natural desses vegetais, chamado sulforafano, oferece um potente efeito biológico que estimula uma resposta antioxidante no organismo.
Os especialistas analisaram 65 voluntários que receberam, por três dias, doses variadas de um preparado de broto de brócolis ou de alfafa. E observaram que a dose máxima de broto de brócolis gerava um aumento de 101% na enzima antioxidante GSTP1 e de 199% nos níveis da enzima NQO1nas células das vias respiratórias. Como ambas as enzimas estão associadas à proteção contra processos inflamatórios, os autores acreditam que essa estratégia pode levar a potenciais tratamentos para uma variedade de problemas respiratórios.
Escrito por Leandro Perché às 12h11
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Spray para rinite pode causar ou piorar a enxaqueca, indica estudo
Pessoas com rinite alérgica podem apresentar enxaqueca após o uso de spray nasal com esteroides para aliviar a congestão nasal, segundo especialistas da Universidade Charles, na República Checa. “Corticoides intranasais podem causar ou piorar a enxaqueca ou a dor de cabeça similar à enxaqueca”, escreveram os autores na edição de março da revista Cephalalgia. A revisão de dados globais da Organização Mundial da Saúde e de outras fontes indicou uma inesperada quantidade de 38 casos de enxaqueca associados ao uso de corticoides intranasais. Nos casos registrados, havia a participação de seis drogas diferentes. E, em 24 casos, o corticoide era o único medicamento usado. De acordo com os autores, a relação da rinite alérgica e enxaqueca já é bem estabelecida. E os resultados do estudo indicam que o uso desses medicamentos pode cumprir um papel nessa relação.
Escrito por Leandro Perché às 12h01
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Consumo de vinho pode ajudar a prevenir pré-câncer de esôfago
Tomar uma taça de vinho por dia pode reduzir o risco de desenvolver um distúrbio conhecido como esôfago de Barret, condição que atinge o revestimento da passagem que vai da boca ao estômago, e que pode levar ao câncer, segundo estudo publicado na revista Gastroenterology.
Comparando 320 pacientes que tinham esôfago de Barret com o mesmo número de pessoas sem a condição, pesquisadores americanos descobriram que aqueles que tomavam sete ou mais taças de vinho por semana tinham 66% menos chances de desenvolver a condição, comparados com aqueles que não bebiam. E a ingestão geral de álcool não apresentava o mesmo efeito protetor. Os autores ainda não sabem ao certo as razões desse efeito do vinho, mas acreditam que a bebida possui compostos que reduzem os danos ao esôfago. Porém mais estudos são necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 11h56
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Amamentar reduz risco de morte súbita infantil, diz estudo
O aleitamento materno reduz consideravelmente as chances de o bebê morrer de síndrome da morte súbita infantil, segundo estudo da Universidade de Münster, na Alemanha. Por isso, os autores recomendam a inclusão de mensagens de saúde pública encorajando as mulheres a amamentarem o bebê até os seis meses de vida como forma de prevenir a morte súbita. Os pesquisadores avaliaram 333 bebês que morreram de síndrome da morte súbita infantil e quase mil bebês no grupo controle. E observaram que, com duas semanas de idade, 83% dos bebês do grupo controle estavam sendo amamentados, contra apenas 50% daqueles que morreram posteriormente. Com um mês de idade, as taxas eram de 72% e 40% respectivamente. Segundo os autores, a amamentação exclusiva apresenta maior efeito protetor – em um mês, por exemplo, ela reduziria o risco pela metade –, e os resultados aumentam as evidências dos benefícios do aleitamento materno.
Escrito por Leandro Perché às 11h45
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Homens hostis são mais propensos ao ganho de peso, indica estudo
A hostilidade pode fazer com que os homens ganhem mais peso, segundo estudo publicado no American Journal of Epidemiology. E, de acordo com os autores, pesquisas anteriores já relacionavam a hostilidade com doença cardíaca, pressão alta e maior risco de morte.
A análise de quase 6,5 mil pessoas com idades entre 35 e 55 anos no Reino Unido indicou que quanto mais hostil é a personalidade do homem, mais o seu índice de massa corporal (IMC – que mede o peso em relação à altura) aumentava em duas décadas. No início do estudo, tanto homens quanto mulheres mais hostis tinham maior IMC. Porém, no decorrer do tempo, essa relação permanecia constante entre as mulheres; enquanto, entre os homens, a hostilidade pareceu acelerar o ganho de peso. Segundo os autores a hostilidade poderia afetar o IMC de muitas formas. Por exemplo, pessoas hostis poderiam ser menos propensas a seguir recomendações de dieta e exercícios ou serem mais propensas à depressão.
Escrito por Leandro Perché às 10h28
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Fumantes precoces correm maior risco de ter esclerose múltipla, sugere estudo
Pessoas que começam a fumar antes dos 17 anos de idade têm maior risco de desenvolver esclerose múltipla, doença neurológica crônica, segundo estudo que será apresentado em abril no encontro anual da Academia Americana de Neurologia. Avaliando 87 pessoas com esclerose múltipla, que foram comparadas com 435 sem a doença, os pesquisadores descobriram que aqueles que haviam começado a fumar antes dos 17 anos eram 2,7 vezes mais propensos a desenvolver a doença, comparados com não-fumantes. E, entre aqueles que começaram a fumar mais tarde, não havia aumento no risco. Os resultados indicaram que mais de 32% dos pacientes com esclerose eram “fumantes precoces”, contra apenas 19% daqueles que não tiveram a doença. Com isso, os autores concluíram que o tabagismo, principalmente com início precoce, é um fator de risco ambiental para esclerose que deve ser evitado.
Escrito por Leandro Perché às 10h22
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Estudo associa estresse ao risco de quedas e fraturas em idosos
O estresse emocional, assim como a fragilidade física, pode colocar os idosos sob maior risco de quedas e fraturas, segundo estudo do Instituto Karolinska, na Suécia. Em pesquisa com 137 idosos hospitalizados com fraturas na bacia associadas a quedas, os especialistas descobriram que a propensão a quedas era elevada uma hora após um evento de perturbação emocional.
As análises indicaram que os riscos aumentavam 12 vezes após um “surto de raiva”, 20 vezes após um incidente estressante, e seis vezes com a tristeza. Mas as análises não revelam as razões dessa relação. Os autores acreditam que o estresse emocional aumenta o risco de queda ao tirar a atenção dos idosos em manter sua postura e equilíbrio. E o estresse poderia também interferir em seu foco visual, outro fator essencial para manter o equilíbrio e prevenir quedas. Por isso, os especialistas recomendam que os idosos sob estresse permaneçam sentados até que passe o estado crítico.
Escrito por Leandro Perché às 10h15
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