Consumo moderado de álcool e interação social são bons para o coração

Um estudo da Universidade de Osaka, no Japão, sugere que aquela cervejinha com os amigos pode ser benéfica para o seu coração. Análises de mais de 19 mil homens – de quarentões a sessentões – revelou que ter uma vida social “agitada” aumenta os benefícios do consumo leve ou moderado de álcool, reduzindo o risco de doença cardíaca e derrame. Mas os autores alertam que “beber em excesso é arriscado, independentemente do nível de apoio social”.

Em nove anos de acompanhamento, foram registrados 629 derrames e 207 casos de doença cardíaca coronariana. E o consumo em excesso (mais de 300g de álcool por semana) foi associado a um maior risco, enquanto o consumo leve a moderado reduziria as chances de ter esses problemas cardiovasculares, principalmente entre aqueles com maior vida social.

Os autores explicam que esse efeito ocorre provavelmente pelo fato de que homens com maior apoio social tendem a evitar mais comportamentos de risco ou pela redução do estresse.



Escrito por Leandro Perché às 12h34
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Ecstasy pode ajudar no tratamento de estresse pós-traumático?

A droga MDMA – mais conhecida como ecstasy – pode ajudar na recuperação de pessoas com transtorno do estresse pós-traumático, segundo estudo publicado no Journal of Psychopharmacology. De acordo com os autores, a droga permite que pacientes estabeleçam, mais facilmente, um vínculo com o terapeuta, que controlem suas emoções e reaprendam a responder ao trauma.

 

Uma minoria das pessoas desenvolve a condição após viverem um evento traumático. E mais de 40% das pessoas não conseguem curar-se com a terapia convencional, em que o terapeuta leva a pessoa a relembrar várias vezes as memórias ruins até que o paciente possa perder seu medo.

 

Os pesquisadores destacam que vários estudos indicam que o ecstasy pode facilitar essa recuperação por três mecanismos: disparando a liberação de oxitocina – hormônio que reduz o medo, aumentando a confiança; re-equilibrando a relação disfuncional entre a amídala e o córtex pré-frontal do cérebro, o que ajuda no controle emocional; e disparando a liberação de norepinefrina e cortisol, essenciais para o aprendizado emocional.

 

Porém, mais estudos são necessários, e um especialista deve sempre ser consultado para a discussão das opções de tratamento para estresse pós-traumático.



Escrito por Leandro Perché às 12h25
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Medicamentos mais recentes controlam melhor a asma, indica pesquisa

As crianças que tomam os medicamentos mais recentes para o tratamento de asma têm melhor controle da doença, comparadas com um grupo de crianças com asma severa que foram avaliadas há uma década, segundo estudo apresentado este mês no encontro anual da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia.

Para determinar se os medicamentos introduzidos na última década têm afetado de forma mais positiva as crianças com asma grave, os pesquisadores da instituição científica National Jewish Health compararam dados de crianças em tratamento que foram avaliadas no período entre 2004 e 2007, com os daquelas avaliadas entre 1993 e 1997.

Os resultados mostraram que, no grupo atual, havia menor percentagem daqueles que necessitavam de glucocorticóides orais, além de eles tomarem essas drogas em menores doses, com menor duração e com menos efeitos adversos. Além disso, esse grupo apresentava melhores resultados em testes respiratórios, menor necessidade do uso do brocodilatador albuterol e menos entubações no passado, comparados com o grupo da década de 90.



Escrito por Leandro Perché às 12h18
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Exercícios reduzem depressão e aumentam autoestima de crianças gordinhas

Menos de uma hora de exercícios por dia pode reduzir os sintomas depressivos e melhorar a autoestima de crianças que estão acima do peso ideal, segundo estudo americano recentemente publicado no Journal of Pediatric Psychology.

Avaliando 207 crianças com idades entre sete e 11 anos, todas com sobrepeso e sedentárias, os pesquisadores notaram que aquelas que passaram a fazer “exercícios divertidos” (jogos de correr, pular corda ou esportes) 40 minutos todos os dias tiveram, em 13 semanas, significativos benefícios psicológicos, comparados com aquelas que passaram a se exercitar 20 minutos diários e com os que continuaram sedentários. E os efeitos positivos na depressão e na autoestima ocorriam independentemente de a criança perder peso. 

Os autores estão, agora, conduzindo um novo estudo para avaliar os efeitos dos exercícios em longo-prazo e para examinar se isso ocorre independentemente da interação social proporcionada pelos exercícios incluídos no estudo.



Escrito por Leandro Perché às 12h05
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Radioterapia de cinco dias pode ser eficaz contra o câncer de próstata

A aplicação de maiores doses de radioterapia por menos dias pode ter boas respostas no combate ao câncer de próstata, segundo estudo da Universidade de Stanford, nos EUA. Porém, os autores alertam que mais acompanhamentos são necessários para determinar se a radioterapia estereotática (como é chamado o método) é tão eficaz em longo-prazo quanto outros tratamentos.

 

A radioterapia externa convencional pode ser eficaz e pouco invasiva, mas o tratamento é longo, sendo aplicado cinco vezes por semana durante oito semanas.

 

Na pesquisa, o tratamento de 41 homens com câncer de próstata de baixo risco com a radioterapia estereotática, que requer apenas cinco dias de aplicação de uma dose maior, apresentou bons resultados – nenhum paciente teve retorno do câncer em 33 meses. E os voluntários apresentaram efeitos colaterais nem melhores e nem piores do que os de outras radioterapias.



Escrito por Leandro Perché às 11h46
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Consumo de proteínas é importante para perder peso e gorduras, diz estudo

A redução do consumo de calorias reduz o peso corporal. Porém a ingestão de um pouco mais de proteína pode ser eficaz em reduzir a gordura corporal e melhorar o perfil lipídico do sangue (colesterol e triglicérides), segundo estudo da Universidade do Illinois, nos EUA.

No estudo, 130 adultos com sobrepeso foram divididos em dois grupos de dietas de restrição de calorias – uma rica em carboidratos (55% das calorias vindo dos carboidratos; 15%, das proteínas; e 30% de gorduras), e a outra, com consumo moderado de proteínas (30% das calorias vindo das proteínas – essencialmente de carnes magras e laticínios desnatados –; 40%, de carboidratos; e 30%, de gorduras).

E, após um ano, a última dieta, com um pouco mais de proteína, representou maior perda de peso – 10,4 kg perdidos, contra 8,6 kg da outra –, maior perda de gordura, e melhora mais significativa nos níveis de triglicérides e de colesterol “bom” (HDL). Os autores destacam que o importante das dietas é ter o acompanhamento profissional e equilibrar o consumo de nutrientes.



Escrito por Leandro Perché às 11h38
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Obesidade pode encurtar a vida em pelo menos dois anos, alertam especialistas

Pessoas com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais – indicando obesidade – podem apresentar uma redução média de dois a dez anos na expectativa de vida, segundo estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Avaliando dados de 57 estudos envolvendo mais de 894 mil pessoas, a maioria da América do Norte e da Europa Ocidental, os pesquisadores notaram que as menores taxas de mortalidade estavam nos grupos com IMC entre 22,5 e 25 (peso normal). Tanto a obesidade quanto a subnutrição foram associadas à maior mortalidade.

Os pesquisadores concluíram que “o excesso de peso encurta a vida humana”. “Em países como a Grã-Bretanha e a América, pesar um terço a mais do que o ideal reduz a vida em cerca de três anos”, destacou o pesquisador Gary Whitlock. “Se você está se tornando sobrepesado ou obeso, evitar o ganho de peso pode acrescentar anos a sua vida”, completou.



Escrito por Leandro Perché às 12h07
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Depressão é duas vezes mais comum em pessoas com epilepsia, diz estudo

Um novo estudo canadense publicado na revista especializada Epilepsia indica que a prevalência de depressão é quase o dobro entre pessoas com epilepsia, comparada com a da população geral. E os resultados mostraram que cerca de 40% dos voluntários com as duas condições não frequentavam os serviços de saúde mental.

 

Avaliando dados de uma pesquisa realizada no Canadá com mais de 130 mil pessoas, os especialistas descobriram que 13% das pessoas com epilepsia sofrem também de depressão. E a prevalência de depressão seria de 7% na população geral. Análises considerando fatores demográficos indicaram que as chances de os epiléticos terem o distúrbio psiquiátrico é 43% maior, com os riscos sendo maiores para as minorias étnicas, para mulheres, idosos e pessoas com insegurança alimentar.

 

Por causa da alta prevalência de condições psiquiátricas entre pessoas com epilepsia, os pesquisadores recomendam uma rotina de triagem desses pacientes para a depressão.



Escrito por Leandro Perché às 11h58
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Acupuntura ajuda a aliviar dores no parto, indica estudo

A realização da acupuntura – tradicional terapia chinesa com agulhas – durante o trabalho de parto e o nascimento pode reduzir a necessidade do uso de medicamentos para dor ou de métodos mais invasivos para alívio da dor, como analgesia epidural, segundo estudo do Aarhus University Hospital, na Holanda.

Na pesquisa, foram avaliadas 603 mulheres que estavam em trabalho de parto e pediram pelo alívio da dor – algumas foram submetidas à acupuntura; outras, à estimulação elétrica transcutânea; e o terceiro grupo, a métodos tradicionais, como óxido nitroso, anestesia epidural ou pertidina.

As análises mostraram que, entre aquelas que receberam acupuntura, 59% pediram medicamentos ou métodos invasivos para alívio da dor, contra 69% do segundo grupo e 83% daquelas que usaram métodos tradicionais. As avaliações da acupuntura pelas mulheres também foram muito mais positivas do que os outros procedimentos. Os autores concluíram que essa terapia é eficaz e pode ser aplicada no trabalho de parto por pessoas treinadas.



Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Uso de chupeta nas primeiras semanas pode atrapalhar amamentação

Mães que querem amamentar seus bebês com sucesso devem mantê-los longe das chupetas, segundo estudo da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. De acordo com os autores, mulheres que dão a chupeta para o filho nas primeiras semanas de vida são menos propensas a continuar amamentando seus bebês.

No estudo, os pesquisadores utilizaram uma prática comum da Dinamarca – a visita de enfermeiras registradas à casa dos recém-nascidos poucos dias após a alta do hospital – para avaliar o aleitamento materno em 570 pares mães-bebês. Metade das mães apresentou dificuldades na amamentação – que foram corrigidas pelas enfermeiras –, mas isso não afetaria a duração do aleitamento materno.

Mais determinante para um menor período de amamentação seria o fato de as mães darem chupeta para o bebê nas primeiras semanas – fato observado em dois terços das participantes. Por isso, os especialistas alertam que o uso da chupeta ”deve ser evitado nas primeiras semanas após o nascimento”.



Escrito por Leandro Perché às 11h36
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Cirurgia do câncer de pâncreas tem piores resultados entre os obesos

Entre as pessoas que passam por cirurgia por causa do câncer de pâncreas, os obesos apresentam piores resultados e não vivem tanto quanto os pacientes com peso normal, segundo estudo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

 

Avaliando 285 pacientes com a doença, os pesquisadores observaram que o câncer teria 12 vezes maior probabilidade de se propagar para os linfonodos em pacientes com índice de massa corporal (IMC) 35 ou maior (obesidade grau II e III), comparado a aqueles com menor IMC. Além disso, a sobrevida seria bem menor para esses pacientes – 13,3 meses, contra 27,4 daqueles com IMC menor que 23 (peso “saudável”). E a recorrência do câncer seria de 95% nesses pacientes e 61% naqueles com peso normal.

 

Com as análises, os autores concluíram que “a obesidade é um fator que afeta a biologia tumoral indepenentemente das dificuldades (...) envolvidas na prestação de cuidados oncológicos em pacientes obesos”.



Escrito por Leandro Perché às 11h20
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Mulheres obesas são menos propensas a se submeterem à mamografia

Mulheres seriamente obesas são significativamente menos propensas a se submeterem à mamografia – exame largamente utilizado para o diagnóstico do câncer de mama –, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. 

A análise de 17 estudos, incluindo mais de 276 mil participantes, indicou que as mulheres severamente obesas eram 20% menos propensas, do que aquelas com peso normal, a terem realizado uma mamografia nos últimos dois anos.

Os especialistas especulam que as razões para essas mulheres não fazerem os exames com frequência incluem a demora em buscar atendimento médico devido à baixa autoestima e autoimagem ruim do corpo, vergonha, percepção de falta de respeito por parte dos profissionais de saúde e a indisposição para ouvir conselhos para perda de peso.



Escrito por Leandro Perché às 11h05
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Trânsito pesado pode triplicar o risco de infarto, sugere estudo

Se você dirige, pega ônibus ou anda de bicicleta, estar em um tráfego pesado pode triplicar seu risco de infarto em uma hora, segundo estudo apresentado esta semana na conferência da American Heart Association. Os autores acreditam que o grande culpado por esse aumento no risco é a poluição emitida pelos veículos.

Em estudo anterior, especialistas alemães haviam descoberto que cerca de 8% dos ataques cardíacos poderiam ser atribuídos ao tráfego. E, avaliando mais de 1,4 mil sobreviventes de um infarto, eles observaram que muitos deles estavam no tráfego pesado uma hora antes do ataque. As análises mostraram que pessoas vulneráveis ao infarto eram 3,2 vezes mais propensas a ter um ataque cardíaco se tivessem pegado trânsito pesado uma hora antes.

Embora o estresse também possa estar envolvido nessa relação, os resultados mostraram que os riscos para os passageiros seriam os mesmos dos motoristas. Por isso, mais estudos estão sendo realizados para desvendar os fatores associados a essa relação.



Escrito por Leandro Perché às 11h37
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Falta de equilíbrio pode indicar maior declínio cognitivo?

Um estudo da Universidade de Toulouse, na França, descobriu que um teste de equilíbrio pode prever o declínio cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer. Segundo os autores, se os resultados forem confirmados, o teste de equilíbrio em uma perna poderá ser adotado na prática clínica para identificar pacientes que têm alto risco de rápido declínio cognitivo.

 

Desenvolvido em 16 hospitais universitários em dez cidades, o estudo avaliou 686 pacientes que foram submetidos a testes cognitivos e um teste em que tinham de ficar de pé em apenas uma perna (com o anormal sendo a impossibilidade de ficar de pé por até cinco segundos).

 

As análises indicaram que aqueles com resultado anormal que não tiveram melhora em 12, 18 e 24 meses apresentaram uma média de declínio cognitivo de 9,2 pontos, contra apenas 3,8 pontos daqueles com equilíbrio normal no início e durante o acompanhamento.



Escrito por Leandro Perché às 11h21
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Vitaminas B podem ser benéficas para pacientes com doença celíaca

Suplementos de vitaminas B reduzem os riscos de os pacientes com doença celíaca terem altos níveis de homocisteína – aminoácido associado a doenças cardiovasculares –, segundo estudo do VU Medical Center, na Holanda. De acordo com os autores, esses suplementos “deveriam ser considerados no controle da doença” no intestino, que causa intolerância ao glúten e resulta em diarréia e perda de peso extrema.

Avaliando o efeito da suplementação diária de vitamina B6, B12 e folato, associada a uma dieta sem glúten, em 51 pessoas com doença celíaca e 50 pessoas saudáveis, os pesquisadores notaram que, nos pacientes, esses suplementos normalizam os níveis da vitamina e reduzem os de homocisteína (de 11 µmol/L para 7.1 µmol/L). E eles acreditam que isso possa reduzir os riscos de problemas cardiovasculares nesses pacientes.

Com isso, os autores concluíram que é importante o monitoramento constante desses pacientes para a deficiência dessas vitaminas e a suplementação se necessário.



Escrito por Leandro Perché às 11h06
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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