Estudo explica relação entre baixo peso ao nascer e doença cardíaca

Pessoas que nascem com baixo peso têm maior risco de desenvolver doença cardíaca na idade adulta, segundo diversas pesquisas. Agora, um novo estudo da Universidade de Manchester, no Reino Unido, pode ajudar a explicar as razões dessa relação. A análise de mais de 5,6 mil pessoas, acompanhadas do nascimento aos 31 anos, indicou que aqueles que haviam nascido com baixo peso tinham maior contagem de células brancas no sangue na idade adulta, indicando inflamação. E acredita-se que a inflamação cumpre um papel importante nas doenças cardiovasculares e em outras doenças crônicas, como o diabetes. Os pesquisadores destacam que isso não quer dizer que aqueles que nascem com menos de 2,4 kg (baixo peso) terão pressão alta ou sofrerão um derrame ou um infarto, mas que o risco desses problemas podem ser maiores.
Escrito por Leandro Perché às 10h44
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Declínio mental pode começar aos 27 anos de idade, diz estudo
O declínio da função mental, considerado um problema na velhice, pode começar ainda na juventude, antes dos 30 anos de idade, segundo estudo publicado este mês na revista Neurobiology of Aging. Segundo os autores, os resultados podem acrescentar conhecimentos sobre mudanças cognitivas, e, futuramente, ajudar no combate a demências, como doença de Alzheimer. A análise de mais de duas mil pessoas com idades entre 18 e 60 anos indicou que o declínio de certas funções mentais – incluindo medidas de raciocínio abstrato, velocidade de processamento mental e resolução de “quebra-cabeças” – começa já com 27 anos de idade. O declínio de memória, porém, somente se tornaria aparente em torno dos 37 anos. Segundo os autores, os resultados não significam que os jovens adultos devam se preocupar com problemas de memória, pois, na maioria das pessoas, a mente funciona em alto nível mesmo na velhice. Além disso, outros aspectos, como vocabulário e conhecimentos gerais, melhoram com a idade.
Escrito por Leandro Perché às 10h25
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Óleo de peixe pode ajudar no tratamento de câncer, indica estudo

Um estudo egípcio publicado na revista especializada Cell Division indica que o ácido docosahexanóico (DHA), tipo de ômega-3 encontrado em óleo de proveniente de peixes, pode reduzir o tamanho de tumores e potencializar os efeitos positivos da quimioterapia. Em testes com ratos, os pesquisadores avaliaram o efeito do DHA em tumores sólidos e investigaram de que forma ele interage com o medicamento cisplatina, usado na quimioterapia e que causa danos aos rins como efeito colateral. E descobriram que o ácido aumenta os efeitos da quimioterapia, reduzindo os danos ao tecido renal. Os resultados indicaram que o DHA age no nível molecular, reduzindo a leucocitose (acúmulo de células brancas do sangue), inflamação sistêmica e estresse oxidativo – processos associados ao crescimento de tumores. Por isso os especialistas sugerem a combinação da quimioterapia com ômega-3 contra o câncer.
Escrito por Leandro Perché às 10h20
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Componente da maconha pode ajudar contra tumores no cérebro, diz estudo

O componente ativo da maconha promove a morte de células de câncer cerebral ao ajudá-las a se alimentarem de si mesmas, em um processo chamado de autofagia, segundo pesquisadores espanhóis. Em testes com ratos que abrigavam células humanas com câncer cerebral, os especialistas da Universidade Complutense descobriram que o THC, substância canabinoide, promovia a redução do crescimento dos tumores. Testes clínicos com dois pacientes que receberam o THC diretamente no cérebro para tratamento de glioblastoma multiforme – câncer altamente agressivo no cérebro - também mostraram bons resultados. Após o tratamento, biópsias indicaram evidências de maior atividade autofágica. E os pacientes não tiveram efeitos tóxicos. Apesar de muitos estudos e testes ainda serem necessários para a aplicação prática dos resultados, os cientistas estão otimistas que esse estudo possa levar a novas estratégias para prevenir o crescimento dos tumores.
Escrito por Leandro Perché às 09h51
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Tratamentos contra o câncer podem alterar sensação de cheiro e sabor
A quimioterapia e a radioterapia, utilizados no tratamento do câncer, podem alterar a percepção do sabor e do cheiro dos alimentos, levando os pacientes à má nutrição, segundo revisão realizada pela Universidade Wake Forest, nos EUA. Por isso, em artigo publicado no Journal of Supportive Oncology, os especialistas recomendam que os pacientes em tratamento contra o câncer comam menos alimentos com sabor metálico ou amargo, como carnes vermelhas, café ou chá; ingiram mais alimentos ricos em proteínas; estimule o sabor dos alimentos com temperos e especiarias; pratiquem boa higiene oral; e use agentes estimulantes de saliva, como gomas de mascar sem açúcar e balas de sabor azedo. O objetivo do estudo foi aumentar o conhecimento sobre um assunto que é pouco investigado, e melhorar o entendimento dos oncologistas sobre essas mudanças para que eles estejam preparados para discutir com os pacientes esses efeitos adversos do tratamento.
Escrito por Leandro Perché às 09h42
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Consumo de álcool pode aumentar o risco de um segundo câncer de mama

Entre as mulheres que já tiveram câncer em uma mama, o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar os riscos de desenvolver tumores na outra mama, segundo estudo publicado este mês no American Journal of Epidemiology. Os pesquisadores do Mount Sinai Hospital, no Canadá, compararam os padrões de consumo de álcool e tabagismo entre mulheres com histórico de câncer em uma mama – 1,4 mil que posteriormente desenvolveram tumores na outra mama, e 708 que não tiveram o segundo câncer. E descobriram que havia um aumento de 30% no risco de ter a doença no outro seio entre aquelas que consumiam bebidas alcoólicas. O hábito de fumar não interferia no risco. Embora os autores destaquem que mais estudos são necessários para avaliar os efeitos do álcool em longo-prazo e a influência da genética e de outros fatores do estilo de vida no risco, eles recomendam que essas mulheres evitem o consumo excessivo de álcool.
Escrito por Leandro Perché às 09h34
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Triatletas têm maior risco de morte súbita do que maratonistas, diz estudo

Os participantes de competições de triátlon – que inclui natação, ciclismo e corrida – têm duas vezes maior risco de morte súbita, comparados com os maratonistas, segundo estudo apresentado esta semana no encontro anual da American College of Cardiology. E, de acordo com os autores, a maioria das mortes ocorre na natação. Os pesquisadores identificaram 14 mortes em 2846 competições de triátlon realizadas nos Estados Unidos entre janeiro de 2006 e setembro de 2008, e incluindo mais de 922 mil atletas. E 13 das 14 mortes haviam ocorrido durante os intervalos de natação. Os resultados indicaram uma taxa de 1,5 mortes para cada 100 mil participantes no triátlon, comparado com 0,8 mortes por cada 100 mil participantes para competições de maratona. De acordo com os autores, a maioria das mortes pode ter ocorrido por arritmia cardíaca causada pela água fria ou pela participação atlética. Por isso, eles recomendam que esses atletas passem por check-ups regulares, e que haja sempre profissionais e materiais para emergência nas competições.
Escrito por Leandro Perché às 11h30
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Pressão alta na gravidez aumenta o risco de o filho sofrer derrame mais tarde
Pessoas cujas mães tiveram complicações na gravidez motivadas por pressão alta, como pré-eclâmpsia ou hipertensão gestacional, parecem ter maior risco de sofrerem um derrame, segundo estudo da Universidade Oregon Health and Science, nos EUA. Avaliando mais de 6,4 mil pessoas que nasceram entre os anos de 1934 e 1944, os pesquisadores descobriram que o risco de derrame era quase duas vezes maior entre aquelas cujas mães haviam sofrido pré-eclâmpsia, e 1,4 vezes entre aquelas que a mãe teve hipertensão gestacional. Os pesquisadores acreditam que os mecanismos responsáveis por essa relação “podem incluir distúrbios locais dos vasos sanguíneos do cérebro como uma consequência de crescimento cerebral reduzido ou de problemas no crescimento cerebral”.
Escrito por Leandro Perché às 11h24
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Peso do recém-nascido pode indicar risco de problemas de visão, diz estudo

A medida semanal do peso pode prever quais recém-nascidos são propensos a desenvolver retinopatia da prematuridade – condição que pode levar à cegueira –, segundo estudo publicado na revista Pediatrics. Isso porque, segundo os autores, o baixo peso ao nascer e a demora no ganho de peso aumenta o risco da doença. A análise de 354 prematuros mostrou que a medida semanal do peso pode identificar a demora no ganho de peso, que poderia aumentar o risco de desenvolver a doença na retina. De acordo com os especialistas, os bebês costumam passar por uma série de exames para identificar um em dez com problemas nos olhos que poderiam se beneficiar com o tratamento. E, com esse acompanhamento do peso, os autores acreditam que esses exames, que são caros e estressantes, podem ser evitados em muitos casos.
Escrito por Leandro Perché às 11h18
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Incentivar as crianças a beber água pode reduzir a obesidade infantil

Um estudo publicado na edição de abril da revista Pediatrics indica que incentivar o consumo de água na escola – com lições sobre o tema e distribuição de garrafinhas de água na sala – pode ajudar a reduzir o problema da obesidade infantil. Os pesquisadores avaliaram cerca de 3 mil crianças da segunda e terceira séries de 32 escolas em áreas de baixa renda de duas cidades alemãs. E notaram que, nas escolas que incentivaram, durante um ano, os alunos a tomarem mais água, as crianças eram 33% menos propensas a ficarem com sobrepeso, em relação às crianças das outras escolas. Embora não saibam as razões exatas desses resultados, os pesquisadores observaram que, quando o consumo de água aumentou, houve uma redução na ingestão de bebidas açucaradas, o que poderia, em parte, explicar os resultados. Além disso, eles destacam que a hidratação influencia o metabolismo e a água ajuda a queimar calorias.
Escrito por Leandro Perché às 11h59
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Dormir tarde pode aumentar o risco de doença cardíaca, diz estudo
Homens que vão para a cama depois de meia-noite têm significativamente mais enrijecimento das artérias – estágio inicial da aterosclerose – do que aqueles que dormem mais cedo, segundo estudo apresentado esta semana no congresso do American College of Cardiology. Avaliando 251 homens saudáveis com 60 anos ou menos, os pesquisadores observaram que quanto menos horas de sono reportadas, maiores eram o índice de massa corporal, a pressão e o nível de triglicérides dos voluntários. Porém, isso não se aplicava para o aumento da rigidez arterial. Com análises mais profundas, eles notaram que aqueles que dormiam antes da meia-noite tinham as artérias mais relaxadas, tendo menor risco de aterosclerose.
Embora não saibam explicar as razões desse efeito, os pesquisadores acreditam que aqueles que dormem mais tarde costumam comer mais à noite, e são mais propensos a fumar e consumir álcool, fatores de risco para obesidade e doença cardíaca. Além disso, pode haver um mecanismo biológico envolvido, afetando o metabolismo.
Escrito por Leandro Perché às 11h51
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Estudo associa higiene bucal ruim a complicações na gravidez

Uma bactéria proveniente da boca da gestante pode ser transmitida para o feto através da corrente sanguínea e do líquido amniótico, aumentando os riscos de nascimento prematuro e com baixo peso, além de infecção no bebê, segundo estudo apresentado nesta terça-feira no encontro da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido. De acordo com os pesquisadores, essas evidências trazem enormes implicações para a saúde da mãe e do bebê, visto que uma simples melhora na higiene bucal poderia ajudar a reduzir a incidência de complicações na gravidez. Os pesquisadores avaliaram o aspirado gástrico (conteúdo do estômago contendo líquido amniótico engolido) de 57 recém-nascidos, e descobriram 46 espécies diferentes de bactéria. Entre elas, haviam duas bactérias – Granulicatella elegans e Streptococcus sinensis – provenientes da boca, e que normalmente não são encontradas em outras partes do corpo. E testes mostraram que essas espécies estariam associadas com infecções que se iniciam na boca e se disseminam pelo sangue.
Escrito por Leandro Perché às 11h41
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Jogos eletrônicos de ação podem melhorar a visão, indica estudo

Jogar video games de ação pode melhorar um aspecto da visão dos adultos que se acreditava ser estática, segundo estudo da Universidade de Rochester, nos EUA. Os pesquisadores descobriram que alguns jogos eletrônicos podem melhorar a capacidade de notar mesmo pequenas mudanças em tons de cinza contra um fundo uniforme – “sensibilidade de contraste”, importante quando se dirige à noite ou com pouca visibilidade. De acordo com especialistas, esse fator é um dos primeiros afetados pelo envelhecimento e pode ser afetado também por um problema chamado ambliopia (ou “olho preguiçoso”). Além disso, a melhora da sensibilidade de contraste normalmente requer cirurgia, óculos ou lentes. No estudo, os pesquisadores notaram que jogadores-especialistas que jogavam games de tiro tinham melhor sensibilidade de contraste, comparados com aqueles que jogavam games sem ser de ação. E os não-jogadores melhoravam esse aspecto com a prática diária. Agora, os pesquisadores estão avaliando o potencial desses jogos para o tratamento da ambliopia.
Escrito por Leandro Perché às 11h44
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Estudo associa uso de pílula anticoncepcional ao risco de asma
Algumas mulheres que usam pílulas anticoncepcionais podem ter um aumento no risco de desenvolver asma, segundo estudo norueguês publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology. De acordo com os autores, isso depende do índice de massa corporal (IMC), com as obesas tendo maior risco. Comparando mais de 4,7 mil mulheres que não usavam contraceptivos orais com 961 que tomavam a pílula, os pesquisadores notaram que as mulheres do segundo grupo eram 42% mais propensas a ter asma. Porém, ao considerar o IMC, eles notaram que o risco de asma, para aquelas que usavam esses contraceptivos, eram 45% maiores entre as mulheres de peso normal, 91% maior para aquelas com sobrepeso, e 69% menor para as magrinhas. Apesar desses resultados, os autores não recomendam que as mulheres parem de tomar a pílula, mas que as asmáticas discutam esses problemas com um médico.
Escrito por Leandro Perché às 11h36
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Consumo excessivo de carne vermelha pode levar a problema de visão

Pessoas que comem muita carne vermelha são mais propensas a desenvolver estágios iniciais de um problema de vista conhecido como degeneração macular – principal causa de cegueira em idosos –, segundo estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália. De acordo com os pesquisadores, a carne possui compostos que “poderiam resultar em dano oxidativo e podem ser tóxicos para a retina”. A análise de 5,6 mil pessoas com idades entre 58 e 69 anos no início do estudo indicou que a probabilidade de ter degeneração macular relacionada à idade seria 47% maior entre aqueles que comiam carnes vermelhas pelo menos dez vezes por semana, comparados com aqueles que ingeriam esse alimento menos de 4,5 vezes. Segundo os pesquisadores, esse efeito se daria de forma independente de outros fatores de risco, como obesidade e tabagismo, mas outros estudos seriam necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 11h28
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