Condições de trabalho podem contribuir para a obesidade, indica pesquisa

Os trabalhos em escritório, ou em funções que exigem que a pessoa permaneça sentada, estão aumentando as taxas de obesidade, segundo pesquisadores de Harvard, nos EUA. E muitos empregados e empregadores desconhecem os riscos de ficar sentados durante todo o dia. Segundo os especialistas, as relações entre obesidade e as condições no local de trabalho estão crescendo. “Na medida em que o local de trabalho se torna nossa segunda casa, nossa alimentação tradicional foi trocada por fast food, que é rica em gorduras saturadas”, disse o pesquisador John S. Evans. Em estudo que avaliou o nível de atividade física e as condições de trabalho na União Europeia, os especialistas notaram que 19% dos holandeses e 31% dos irlandeses não fazem nenhuma atividade física no trabalho; e 55% dos gregos e croatas, e 61% dos franceses não fazem exercícios em lugar nenhum. Os especialistas alertam que empregados e empregadores deveriam estar atentos ao problema e considerar fatores como o estresse, horas extras exageradas, permanência por muito tempo sentado, falta de espaço para armazenar comida e se alimentar, e falta de locais para exercícios nas empresas - todos contribuem para a obesidade e piora da qualidade de vida.
Escrito por Leandro Perché às 10h59
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Uso de pílulas anticoncepcionais pode aumentar o risco de lupus, diz estudo
Um estudo canadense publicado na revista científica Arthritis Care & Research indica que os primeiros três meses de uso de pílulas anticoncepcionais de primeira e segunda geração contendo altas doses de estrogênio aumentam os riscos de desenvolver lupus eritematoso – doença inflamatória crônica que afeta principalmente a pele, as juntas, os rins e o sangue. A análise de dados de 1,7 milhões de mulheres com idades entre 18 e 45 anos, indicou um risco 19% maior de lupus com o uso de combinação de contraceptivos orais contendo estrogênio e progesterona. E as usuárias atuais teriam 54% mais chances de ter a doença, com o risco sendo mais elevado nos primeiros meses de uso. Segundo os pesquisadores, acredita-se que os hormônios cumprem um papel no lupus porque a diferença de incidência entre homens e mulheres é muito grande – nove mulheres para cada homem com lupus após a puberdade. Porém mais pesquisas são necessárias.
Escrito por Leandro Perché às 10h53
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Estudo associa exposição à poluição de veículos ao baixo peso ao nascer

A exposição à poluição emitida pelos veículos pode afetar o desenvolvimento dos bebês no útero, levando a criança a nascer com baixo peso, segundo estudo publicado no Journal of Epidemiology. Avaliando 336 mil bebês nascidos em Nova Jersey no período entre 1999 e 2003 e a medição diária da qualidade do ar em um raio de 10 km da residência das mães, pesquisadores britânicos descobriram que as mães mais expostas à poluição (principalmente pequenas partículas de fuligem e dióxido de nitrogênio) no início e no fim da gestação eram mais propensas a ter filhos menores e com baixo peso. Embora não saibam exatamente como a poluição restringe o crescimento fetal, os especialistas acreditam que a poluição pode alterar a atividade celular ou cortar o suprimento de oxigênio e nutrientes recebidos pelo bebê no útero. Porém mais estudos são necessários para comprovar esses efeitos.
Escrito por Leandro Perché às 10h41
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Alimentação equilibrada é essencial na prevenção do câncer

Seguir as recomendações de especialistas para uma alimentação saudável, prática de atividades físicas e controle do peso pode prevenir em até 30% a incidência de 12 tipos de tumores, segundo estudo divulgado pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer com o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer. A análise no Brasil considerou os cânceres de boca, laringe e faringe, esôfago, estômago, pulmão, pâncreas, vesícula biliar, fígado, rim, cólon, mama e útero. Se abranger todos os cânceres existentes, o índice de prevenção vai para 19% se seguidas às indicações dos especialistas. Em ocasião ao dia mundial de combate ao câncer, comemorado nesta quarta-feira, a nutricionista do Hospital Amaral Carvalho, Thaís Ramos de Oliveira, recomenda, para a prevenção do câncer, o consumo de alimentos como tomate, uva, frutas cítricas, couve, couve-flor, brócolis, repolho, cenoura, aveia, chá verde, além de evitar a carne vermelha, o cigarro e o álcool em excesso.
Escrito por Leandro Perché às 10h44
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Menos açúcar e mais fibras podem significar menor risco de diabetes
Reduzir a ingestão de açúcar – deixando de tomar uma lata de refrigerante por dia – e aumentar a de fibras em meia xícara de feijão por dia pode proteger os jovens contra o diabetes tipo 2, segundo pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia. Avaliando 54 adolescentes latinos com sobrepeso, os especialistas notaram que os participantes que reduziram seu consumo de açúcar o equivalente a uma lata de refrigerante por dia tinham, em média, uma redução de 33% na secreção de insulina. E aqueles que comeram mais fibras reduziram 10% do volume da gordura visceral (gordura em torno dos órgãos internos). Os pesquisadores destacam que a gordura visceral é associada com a redução da sensibilidade à insulina, fazendo com que, junto com a maior secreção do hormônio, aumente os riscos de diabetes. Assim, os resultados mostram benefícios do maior consumo de fibras e da redução do açúcar.
Escrito por Leandro Perché às 10h32
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Estudo associa estresse e ansiedade na gravidez à asma infantil

Gestantes estressadas são mais propensas a ter um filho com asma, segundo estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido. De acordo com os autores, isso pode ocorrer devido à produção de hormônios, na mãe, em resposta ao estresse, podendo afetar o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê. Avaliando cerca de seis mil famílias, os pesquisadores observaram que 16% das crianças asmáticas tinham mães que reportaram altos níveis de ansiedade na gravidez. E os resultados das análises indicaram que as futuras mamães que são mais ansiosas teriam 60% maiores chances de ter um filho com a doença respiratória. Além desses resultados, o estudo Children of the 90s (Crianças dos anos 90, em tradução livre), trouxe outras importantes descobertas, como o fato de o consumo de óleo de peixe na gravidez estar associado ao melhor desenvolvimento visual do bebê.
Escrito por Leandro Perché às 10h24
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Cresce o número de crianças usando remédios contra hipertensão e diabetes

O número de crianças que tomam medicamentos para tratar pressão alta, colesterol anormal ou diabetes cresceu 15% nos Estados Unidos no período entre os anos de 2004 e 2007, segundo levantamento publicado no Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. De acordo com os autores, esse aumento se deve ao fato de um maior conhecimento de que essas condições crônicas podem estar presentes em crianças, e devido à epidemia de obesidade infantil – as últimas estatísticas mostram que 20% das crianças e adolescentes têm sobrepeso ou são obesas. Avaliando registros de prescrição desses remédios, no período entre 2004 e 2007, para mais de cinco milhões de crianças e jovens com idades entre seis e 18 anos, os pesquisadores notaram que a taxa de uso aumentou de 3,3 por mil para 3,8 por mil – crescimento de 15,2%. E, apesar de não haver evidências de uso indiscriminado, os especialistas lembram que, antes do tratamento farmacológico, deve-se tentar mudanças no estilo de vida para controlar essas doenças em crianças.
Escrito por Leandro Perché às 10h41
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Estudos associam falta de autocontrole à obesidade infantil
Dois novos estudos publicados na edição de abril da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine indicam que crianças que têm menos autocontrole ganham peso mais rapidamente e correm maior risco de estar acima do peso no final da infância. A boa notícia é que há evidências de que elas podem ser treinadas para controlar o comportamento e sua alimentação. Avaliando mais de mil crianças, os pesquisadores notaram que aquelas com menos autocontrole aos três anos tendiam a ganhar peso mais rapidamente e a estar com índice de massa corporal indicando sobrepeso aos 12 anos de idade. No outro estudo, com 805 crianças de quatro anos, 47% não conseguiram esperar sete minutos para ter uma recompensa maior. E essas eram 29% mais propensas a ter sobrepeso aos onze anos. Os especialistas destacam porém, que a participação dos pais, ensinando autocontrole aos filhos, podem ter efeitos benéficos em seu comportamento, escolha alimentar e no tempo vendo TV, o que pode ajudar a combater a obesidade infantil.
Escrito por Leandro Perché às 10h33
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Obesos são mais propensos à síndrome das pernas inquietas, diz estudo

Pessoas obesas têm maior risco de desenvolver a síndrome das pernas inquietas, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA. Essa doença neurológica se caracteriza por sensações desagradáveis nos membros inferiores, associadas a uma necessidade urgente de movimentar-se para alívio dos sintomas. Em estudo com mais de 88 mil adultos americanos, os especialistas descobriram que homens e mulheres obesas têm 42% mais chances de ter a síndrome do que pessoas com peso normal. E a gordura abdominal estava ainda mais associada às pernas inquietas – aqueles com maior circunferência da cintura tinham 60% maior risco. Embora as causas da síndrome não sejam claras, há suspeitas de que um desequilíbrio na atividade da dopamina, substância do cérebro que regula os movimentos, possa cumprir um papel. E estudo anterior indica que os obesos tendem a ter menor atividade da dopamina, o que, em parte, explicaria a relação com a síndrome das pernas inquietas. Mais estudos são necessários.
Escrito por Leandro Perché às 10h27
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Estudo indica que cafeína pode reduzir dores musculares pós-exercícios

A cafeína pode reduzir as dores musculares causadas pelos exercícios, segundo estudo da Universidade de Illinois, nos EUA. De acordo com os autores, um estudo anterior indicou que a cafeína afeta, no cérebro e na espinha, o sistema envolvido no processamento da dor. Avaliando 25 jovens, que tiveram que se exercitar na bicicleta ergométrica, os pesquisadores notaram que aqueles que receberam uma pílula de cafeína (o equivalente a 2,5 a três xícaras de café) antes dos exercícios de alta intensidade reclamaram menos dores no quadríceps do que aqueles que receberam uma pílula placebo. Os resultados mostraram que esses efeitos ocorriam tanto naqueles que estavam acostumados a ingerir muita cafeína quanto naqueles que não a consumiam normalmente. Porém, mais estudos são necessários para desvendar se esse efeito pode melhorar o desempenho dos atletas.
Escrito por Leandro Perché às 10h20
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Mudanças no estilo de vida podem reduzir em 26% a taxa de câncer colorretal
A realização de cinco mudanças no estilo de vida pode reduzir as taxas de câncer colorretal, principalmente entre os homens, segundo estudo publicado na edição de maio do European Journal of Cancer Prevention. Baseados em estudos publicados sobre o assunto, pesquisadores britânicos estimaram que mudanças saudáveis na dieta, nos níveis de exercícios, no consumo de álcool e no peso corporal poderiam reduzir em cerca de 26% a incidência desse câncer no Reino Unido durante os próximos 24 anos. Para a prevenção do câncer colorretal, os especialistas recomendam não comer mais de 80 ou 90 gramas de carnes vermelhas e processadas por dia; comer pelo menos cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes; se exercitar pelo menos 30 minutos diários; não consumir mais de 21 unidades de álcool por semana (o equivalente a duas latas de cerveja por dia) para os homens, e 15 para as mulheres; e manter um peso saudável.
Escrito por Leandro Perché às 10h04
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Brócolis pode ajudar a prevenir úlceras e câncer de estômago, diz estudo

Comer uma porção diária de broto de brócolis pode ajudar a “domar” a bactéria H. pylori, associada a úlceras e até ao câncer no estômago, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. Avaliando 48 japoneses, os pesquisadores descobriram que o consumo diário de 70 gramas de broto de brócolis fresco por oito semanas reduzia os níveis de um marcador de H. pylori nas fezes humanas em 40%, indicando certa proteção contra a ação prejudicial da bactéria. E oi consumo de broto de alfafa não teve o mesmo efeito. De acordo com os autores, o grande responsável pela proteção contra gastrite e úlceras seria o sulforafano – componente do brócolis com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Porém, mais estudos seriam necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 10h00
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