Estudo associa consumo de chás e café a menor risco de câncer no útero

Mulheres que bebem chá e café todos os dias podem ter um menor risco de câncer endometrial, segundo estudo publicado na edição de abril do International Journal of Câncer. O câncer endometrial cresce no revestimento do útero e tem como fatores de risco a idade avançada, a obesidade e maior exposição da mulher ao estrogênio. No estudo, pesquisadores americanos notaram que, entre as mais de mil mulheres avaliadas, aquelas que ingeriam quatro xícaras de café e chá por dia tinham metade das chances de ter o câncer, comparadas às “não-bebedoras”. Beber apenas chá – mais de duas xícaras diárias – foi associado a 44% menor risco. E o consumo de apenas café teve um efeito menor. Embora as razões ainda não estejam claras, os especialistas acreditam que a cafeína possa cumprir um papel, induzindo enzimas que ajudam a neutralizar substâncias causadoras de câncer. Porém, outros compostos antioxidantes poderiam ajudar a prevenir o câncer.
Escrito por Leandro Perché às 11h06
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Crianças gordinhas podem apresentar primeiros sinais de doença cardíaca
Crianças com sobrepeso, mas aparentemente saudáveis podem apresentar algum grau de rigidez arterial que as colocam sob maior risco de doenças cardíaca, segundo estudo do Canberra Hospital, na Austrália. Os especialistas destacam que, com o envelhecimento, as artérias perdem alguma elasticidade, mas seu enrijecimento força o coração, levando a um aumento na pressão. Avaliando 573 crianças saudáveis com idade média de 10 anos, os pesquisadores observaram uma associação de um maior peso, maior nível de gordura corporal e pior condicionamento físico com a presença de artérias enrijecidas. De acordo com os autores, a obesidade infantil está associada ao desenvolvimento prematuro de fatores de risco cardiovascular, como colesterol e pressão arterial altos. E essas condições poderiam levar a doenças cardíacas na idade adulta. Mas a perda de peso, segundo eles, pode melhorar a disfunção nos vasos sanguíneos causada pela obesidade.
Escrito por Leandro Perché às 10h53
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Deficiência de vitamina D aumentam as chances de parto cesariana, diz estudo

Mulheres com baixos níveis de vitamina D no organismo durante a gravidez têm mais chances de ter um parto por cesariana, segundo estudo da Universidade de Boston, nos EUA. A análise de 253 mulheres indicou que aquelas que apresentavam deficiência da vitamina eram quatro vezes mais propensas a cesarianas, comparadas àquelas com altos níveis de vitamina D. O estudo apontou que a cesariana ocorreu em 28% das mulheres com deficiência do nutriente e em apenas 14% daquelas com níveis da vitamina considerados normais. De acordo com os autores, essa relação não é surpreendente, visto que “a vitamina D é criticamente importante para a função muscular”. Porém mais estudos são necessários para determinar se a suplementação entre as gestantes pode reduzir as taxas de cesariana.
Escrito por Leandro Perché às 10h49
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Consumo excessivo de carnes e laticínios pode piorar qualidade do esperma

Homens que comem grandes quantidades de carnes processadas e laticínios não-desnatados têm um esperma de pior qualidade do que aqueles que comem mais frutas, verduras e laticínios com pouca gordura, segundo estudo publicado na revista científica Fertility and Sterility. Avaliando 61 homens espanhóis que haviam se consultados em uma clinica de fertilidade, os pesquisadores descobriram que a metade que apresentava sêmen de pior qualidade, geralmente, consumia mais carnes processadas e laticínios gordurosos. E a ingestão de mais frutas e laticínios magros foi associada à melhor qualidade de esperma. Os autores explicam que os antioxidantes das frutas podem proteger o esperma contra danos. E outro fator que poderia explicar a relação é o fato das carnes e laticínios “gordos” exporem os homens a substâncias chamadas xenobióticos – incluindo esteroides e químicas com efeitos similares ao estrogênio, como pesticidas.
Escrito por Leandro Perché às 11h28
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Acupuntura pode reduzir enjoos pós-operatórios, indica estudo
A acupuntura – tradicional terapia chinesa com agulhas – e um método similar de pressão em pontos específicos, mas sem agulhas, são seguros e eficazes em reduzir a náusea e os casos de vômito no pós-operatório, segundo estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong. De acordo com os autores, a pressão de um ponto no pulso – chamado pericárdio 6 (P6) – alivia esses problemas. A análise de 40 testes que comparavam as técnicas com uma “falsa terapia”, incluindo quase cinco mil pessoas, indicou que o estímulo do P6 reduz em 29% a náusea, em 30% os vômitos, e em 31% a necessidade de medicamentos para náusea. Embora os resultados tenham sido animadores, os pesquisadores destacam que essas técnicas ainda estão longe de substituir o tratamento convencional para a náusea pós-operatória, principalmente pelo desconhecimento de seus efeitos por médicos e pacientes e pela necessidade de estudos clínicos para confirmação dos resultados.
Escrito por Leandro Perché às 11h21
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Estudo associa deficiências das vitaminas A e C a maior risco de asma

Um baixo consumo das vitaminas A e C podem aumentar os riscos de asma, segundo estudo britânico publicado na revista especializada Thorax. Em revisão de 40 estudos realizados nos últimos 30 anos, os pesquisadores observaram que pessoas com asma grave normalmente consumiam níveis dessas vitaminas muito menores do que os recomendados. As análises mostraram que aqueles que ingeriam pouca vitamina C – encontrada em frutas e hortaliças - tinham 12% maior risco da doença respiratória. E a associação do risco com a falta de vitamina A – encontrada em queijo, ovos e óleo de peixe – seria menos clara, mas significativa. Especialistas destacam que mais estudos são necessários para confirmar e explicar essa relação. E alertam que outros fatores, como o tabagismo os níveis de atividades físicas e o status socioeconômico podem também cumprir um papel importante.
Escrito por Leandro Perché às 11h14
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Homeopatia pode aliviar efeitos colaterais do tratamento do câncer?

Alguns remédios homeopáticos podem aliviar os efeitos colaterais dos tratamentos do câncer sem interferir no seu funcionamento, segundo estudo do Royal London Homeopathic Hospital, no Reino Unido. De acordo com os autores, apesar de haver poucos estudos sobre o assunto, parece que alguns homeopáticos reduzem efeitos negativos da quimioterapia e da radioterapia. Analisando oito estudos, que incluíam um total de 664 pessoas, eles notaram que algumas pesquisas indicavam benefícios da homeopatia. Um estudo francês de “alta qualidade”, por exemplo, trouxe evidências de que um produto à base de calêndula pode ser útil em reduzir a inflamação e irritação da pele causada pela radioterapia no tratamento do câncer de mama. E outra pesquisa mostrou que um enxaguante chamado Traummel S – mistura de extrato de plantas e minerais – reduzia a inflamação da boca causada pela quimioterapia. Apesar de não encontrarem evidências de que a homeopatia faz mal ou atrapalham o tratamento, os especialistas destacam que ainda é cedo para recomendarem esse tipo de medicamento, pois há necessidade de maior quantidade e qualidade de estudos sobre o assunto.
Escrito por Leandro Perché às 11h06
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Estudo indica que paracetamol pode ajudar pacientes que sofreram derrame
Dar uma dose alta de paracetamol para pacientes que sofreram um derrame e que apresentam temperatura elevada pode melhorar suas chances de recuperação da incapacidade, segundo estudo publicado na edição de maio da revista Lancet Neurology. De acordo com os autores, a temperatura corporal acima de 37ºC imediatamente após o derrame piora o prognóstico, com os riscos de resultados ruins dobrando a cada aumento de um grau. Porém, comparando os resultados de 1,4 mil pacientes que sofreram derrame que usaram paracetamol ou placebo, eles descobriram que uma dose diária de 6g do medicamento era responsável por uma queda de 0,3ºC na temperatura. Embora mais estudos sejam necessários para confirmação, os especialistas destacam que o paracetamol pode ser considerado um tratamento seguro e barato para os derrames.
Escrito por Leandro Perché às 10h58
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Amamentação pode reduzir dor do bebê na hora da vacina

Um estudo publicado no Journal of Pediatrics indica que o aleitamento materno pode reduzir significativamente a dor associada à vacinação do bebê. Segundo os autores, “mesmo crianças pequenas têm memória de dor, que os fazem se antecipar a procedimentos dolorosos e a reagirem mais intensamente se tiverem passado anteriormente por procedimentos dolorosos com analgesia inadequada”. Avaliando 158 bebês com menos de seis meses de idade, os pesquisadores notaram que o mais novos que eram amamentados durante a imunização choravam menos e tinham menor pontuação na escala de dor. A análise de 85 crianças com idades entre seis e 48 meses mostrou que aqueles que receberam solução de sacarose ou creme de lidocaína-prilocaína também tinham menos dor do que aqueles que não tiveram essas intervenções. Com isso, eles destacam que, a amamentação (para crianças pequenas) e soluções de sacarose podem ser, na maioria dos casos, usadas no lugar de anestesia durante a imunização.
Escrito por Leandro Perché às 10h50
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Pesquisadores desenvolvem anestesia que dura mais de uma semana

Cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, desenvolveram uma anestesia local que pode durar até sete dias e meio sem causar problemas tóxicos aos pacientes, segundo estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. A descoberta poderia beneficiar os pacientes que têm de lidar com a dor de ter um corte ainda em cicatrização quando passa o efeito da anestesia comum. Porém a pesquisa ainda está em fase de testes com ratos, apresentando bons resultados nos animais. Na pesquisa, o desafio era produzir uma droga que pudesse ser absorvida lentamente sem trazer efeitos tóxicos. Os cientistas conseguiram isso ao encapsular a substância saxitoxina (STX) – que têm efeito anestésico local, com pouca toxidade – em pequenas bolhas similares a minicélulas, chamada lipossomos. E confirmaram os bons resultados com a necropsia dos roedores, o que gera expectativas quanto aos efeitos em humanos.
Escrito por Leandro Perché às 11h01
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Estudo associa deficiência de vitamina D ao aumento da inflamação
Diversos estudos indicam que a deficiência de vitamina D pode trazer várias consequências negativas, afetando o sistema imunológico, a saúde cardiovascular e aumentando o risco de câncer. Agora, um novo estudo da Universidade de Miossouri indica que o aumento da inflação pode explicar essa relação entre a deficiência do nutriente e esses sérios problemas de saúde. A análise de mulheres saudáveis indicou que aquelas que tinham deficiência de vitamina D apresentavam maiores níveis séricos de TNF-α, marcador inflamatório associado a doenças como esclerose, artrite e doença cardíaca. Baseado nos resultados, os especialistas defendem uma mudança nos valores diários de vitamina D recomendados, aumentando de 200 UI (em pessoas com menos de 50 anos) e 400 UI (naqueles com mais de 50 anos) para 1000 UI de vitamina D, cuja principal “fonte” é a luz do sol.
Escrito por Leandro Perché às 10h57
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Maconha pode deixar pulmão mais vulnerável aos efeitos do cigarro, diz estudo
Fumar maconha pode deixar as vias aéreas mais vulneráveis aos terríveis efeitos do cigarro comum, aumentando os riscos de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica, segundo estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá. O cigarro é um fator de risco já bem estabelecido para a doença pulmonar obstrutiva crônica, que inclui enfisema e bronquite crônica. A análise de 878 canadenses com mais de 40 anos mostrou que, comparados aos não-fumantes, aqueles que fumavam cigarros comuns eram 50% mais propensos a ter sintomas respiratórios frequentes e tinham 2,7 vezes maior risco da doença, enquanto os que fumavam maconha e cigarros tinham mais de o dobro de chances de ter os sintomas e três vezes maior risco. Embora os efeitos da maconha sozinha na doença não tenham sidos significativos, os pesquisadores destacam que ela pode ter outros riscos para a saúde, e aumenta os danos do cigarro às vias respiratórias.
Escrito por Leandro Perché às 10h49
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Promoção no trabalho pode ser ruim para a saúde, indica pesquisa

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, indica que pessoas que são promovidas no trabalho ficam mais estressadas e têm menos tempo para ir ao médico. A hipótese dos cientistas era de que, ao serem promovidas, as pessoas se sentiriam mais confiantes e valorizadas, o que traria benefícios para sua saúde. Porém, avaliando cerca de mil britânicos que foram promovidos entre os anos de 1991 e 2005, eles notaram que, na verdade, os promovidos sofreram, em média, um aumento de 10% no nível de estresse, e o número de consultas caiu em 20% entre elas. Os autores acreditam que, com as promoções, as pessoas têm mais responsabilidades e menos tempo para cuidar da saúde, o que levaria a uma deterioração da saúde mental com efeitos além do curto-prazo.
Escrito por Leandro Perché às 10h53
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Ambiente ruim no trabalho pode aumentar o risco de depressão
Tensão, fofocas e pouco espírito de equipe no trabalho podem aumentar os riscos de depressão, segundo estudo publicado na revista especializada Occupational and Environmental Medicine. No estudo, foram avaliados mais de três mil trabalhadores finlandeses com idades entre 30 e 64 anos. Cada um classificou o clima no trabalho em uma escala de cinco pontos para identificar o ambiente como “fácil e agradável”, “preconceituoso e conservador”, “encorajador e que apoia novas ideias” e “cheio de brigas e discordâncias”. Os resultados indicaram que aqueles que sentiam pouco espírito de equipe no trabalho eram 61% mais propensos a ter transtornos depressivos, comparados àqueles em ambientes bem classificados nesse quesito. E esses também seriam 53% mais propensos a usar antidepressivos poucos anos após a entrevista. Por isso, segundo os especialistas, “devem-se prestar mais atenção nos fatores psicológicos no trabalho”.
Escrito por Leandro Perché às 10h47
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Eventos traumáticos aumentam as chances de ter "pelada", diz estudo

Pessoas que apresentam alopecia areata – doença conhecida como “pelada” e caracterizada pela perda de pelos em áreas do corpo – são significativamente mais propensas a terem sofrido eventos traumáticos na infância ou em qualquer período da vida do que aqueles que não têm a condição, segundo estudo belga publicado no Journal of the American Academy of Dermatology. Avaliando 90 pessoas com a doença e 91 sem a condição, os pesquisadores concluíram que eventos traumáticos no início da vida “podem ser um dos fatores (junto à genética) que aumentam a vulnerabilidade a desenvolver a alopecia areata mais tarde”. Entre os voluntários com alopecia, 87% reportaram já terem sofrido pelo menos um evento traumático, contra 73% do outro grupo. Além disso, 42% deles já haviam sofrido eventos traumáticos na infância, contra 25% daqueles sem a “pelada”, indicando que o estresse nessa fase da vida pode ter grande influência no desenvolvimento de doenças mais tarde.
Escrito por Leandro Perché às 10h32
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