Diabetes frequentemente afeta vida sexual da mulher, indica pesquisa

Mais de um terço das mulheres com diabetes tipo 1 tem algum tipo de dificuldade sexual, segundo estudo publicado na revista Diabetes Care. De acordo com os autores, a depressão pode ser um fator chave ligado aos problemas sexuais enfrentados por essas mulheres. Em pesquisa com 652 mulheres com diabetes tipo 1, avaliadas por exame físico, questionário sobre função sexual, avaliação do humor e testes laboratoriais, os especialistas notaram que 35% tinha disfunção sexual. Os problemas incluíam perda de libido (57%), problemas com o orgasmo (51%), lubrificação reduzida (47%), excitação reduzida (38%) e dor (21%). Na análise inicial, a disfunção sexual foi associada à idade mais avançada, ao fato de estar na pós-menopausa, ter problemas circulatórios, não ser casada e à depressão. Após avaliação mais completa, permaneceram apenas os dois últimos. Por isso, os autores recomendam que as diabéticas sejam avaliadas anualmente para sintomas depressivos, e função e satisfação sexual.
Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Lactobacilos e outras bactérias “boas” ajudam a reduzir barriga pós-gravidez
Um novo estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, indica que as chamadas bactérias probióticas, como bifidobactérias e lactobacilos, podem ajudar as mulheres a manter a gordura abdominal sob controle depois da gravidez. Porém ainda não estão claros os efeitos do consumo de probióticos para a saúde do bebê. O estudo incluiu 256 gestantes, que, no primeiro trimestre de gravidez, foram divididas em três grupos – dois recebiam conselhos nutricionais e alimentos saudáveis, mas apenas um deles recebeu cápsulas contendo lactobacilos e bifidobactérias; um terceiro grupo recebeu uma pílula falsa e nenhum aconselhamento. Doze meses após o nascimento, 25% daquelas que receberam probióticos apresentavam obesidade central, contra 43% daquelas que tiveram apenas conselhos nutricionais e 40% do terceiro grupo. E a média de gordura corporal foi de 28%, 29% e 30%, respectivamente, indicando benefícios dos probióticos para a saúde da mãe.
Escrito por Leandro Perché às 11h40
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Exercícios com a língua podem amenizar apneia do sono, diz estudo

A realização de certos exercícios com a língua e com a face por 30 minutos diários pode aliviar a severidade da apneia obstrutiva do sono, segundo um estudo brasileiro publicado este mês no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. Na pesquisa, fonoaudiólogos da USP ensinaram, a 16 pacientes com apneia moderada, a prática diária de 30 minutos de exercícios faciais e com a língua, incluindo a escovação da língua, colocar a língua no céu da boca e pronunciar vogais rapidamente ou continuamente. E 15 pacientes que não faziam os exercícios serviram para comparação. Três meses após o início da intervenção, os pacientes que fizeram os exercícios tiveram uma redução de 39% na gravidade do problema respiratório. Além disso, eles reportaram roncar menos, dormir melhor e sentir menos sono durante o dia do que antes de aprenderem as técnicas. Embora esse fortalecimento dos músculos em volta das vias respiratórias tenha dado bons resultados, estudos maiores são necessários para confirmação.
Escrito por Leandro Perché às 11h32
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Idosos comem melhor quando têm companhia nas refeições, aponta estudo

Ter companhia nas refeições pode estimular o apetite dos idosos – particularmente daqueles que estão hospitalizados –, segundo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. E, de acordo com os pesquisadores, isso é importante, visto que “aproximadamente 35% das pessoas idosas sofrem de má nutrição” e esse quadro piora ainda mais com a hospitalização. Avaliando os comportamentos verbal e não-verbal de 30 pacientes durante suas refeições na unidade de readaptação do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal, os pesquisadores observaram uma associação entre a ingestão de alimentos e as interações sociais – os pacientes comiam mais quando tinham interações sociais amigáveis e animadas durante as refeições. Os pesquisadores destacam que, apesar de estudos com mais voluntários sejam necessários para confirmação, o estudo traz uma importante informação para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos idosos, principalmente aqueles hospitalizados.
Escrito por Leandro Perché às 11h52
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Droga experimental parece reverter doença de Alzheimer, indica estudo
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, anunciaram que conseguiram reverter a doença de Alzheimer usando drogas experimentais em ratos de laboratório. O tratamento teria ajudado a restaurar a memória de longo prazo e a melhorar o aprendizado de novas tarefas. Em artigo na revista Nature, os autores explicam que as drogas usadas atuam sobre um gene ligado à doença, chamado HDAC2, que regula a expressão de vários genes envolvidos na habilidade de o cérebro mudar em resposta a experiências e na formação de memória. Essas substâncias, conhecidas como inibidores HDAC, estão sendo testadas contra o mal de Huntington, doença neurodegenerativa, e é usada para tratar alguns tipos de câncer. Os autores destacam que o próximo passo é desenvolver novos inibidores HDAC2 e testar em doenças humanas associadas a problemas de memórias. Se a experiência der certo, os pesquisadores calculam que um tratamento contra o mal de Alzheimer deverá estar disponível em pelo menos uma década.
Escrito por Leandro Perché às 11h48
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Seguir uma rotina noturna melhora sono do bebê e humor da mãe, diz estudo

Seguir uma consistente rotina, com uma hora certa para ir para a cama todos os dias e práticas para acalmar a criança, melhora os padrões de sono e o comportamento noturno de bebês e crianças pequenas, segundo estudo publicado na edição de maio da revista científica Sleep. Além disso, os autores destacam que essa rotina melhora o humor das mães, reduzindo fadiga, tensão e depressão. Os pesquisadores acompanharam, por três semanas, 405 mães com idades entre 18 e 49 anos – 206 com filhos de sete a 18 meses; e 199 com filhos de 18 a 36 meses. E descobriram que as crianças que seguiram uma rotina de 30 minutos antes de dormir, que incluía um banho, uma massagem ou aplicação de loção corporal, e o aconchego materno, caíam no sono mais rapidamente, acordavam menos vezes durante a noite e tinham sono mais regular. Além disso, as mães que aderiram á prática tiveram melhora nos perfis de humor, indicando que essa rotina pode ser benéfica para mães e filhos. Mais estudos são necessários para revelar quais práticas são mais eficazes.
Escrito por Leandro Perché às 11h41
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Vício em video game pode ser comum, alertam especialistas

Os pais que pensam que seus filhos são viciados em vídeo games podem estar certos em muitos casos. Segundo especialistas da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, a análise de 1,2 mil crianças e adolescentes mostrou que quase 10% apresentavam sinais de uso patológico dos jogos eletrônicos – correspondendo às definições médicas usadas para caracterizar vício no jogo. No estudo, 8,5% das pessoas com idades entre oito e 18 anos apresentaram de seis a 11 sintomas de problemas no uso de vídeo games. Entre os sinais, incluem-se deixar de fazer o dever de casa para jogar, falhar nas tentativas de parar, jogar para fugir dos sentimentos ruins, e sentir a necessidade de jogar cada vez mais para conseguir o mesmo nível de satisfação. Os pesquisadores enfatizam que não se trata apenas de jogar muito, mas de comprometer as atividades do dia-a-dia. Além de gastarem duas vezes mais tempo jogando – cerca de 25 horas por semana –, os jogadores patológicos têm piores notas e são mais propensos a ter dificuldades de atenção. Mais estudos são necessários para desvendar as raízes do problema.
Escrito por Leandro Perché às 11h33
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Mulheres que têm filhos mais tarde podem viver mais, indica estudo
Os mesmos genes que prolongam a fertilidade feminina podem prolongar a vida, sugerindo que mulheres que têm filhos após os 40 anos de idade vivem mais, segundo estudo publicado no Journal of Gerontology: Biological Sciences. Avaliando dados de quase dois milhões de pessoas, os pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, descobriram que as mulheres que tiveram filhos com 45 anos ou mais de idade eram de 14% a 17% menos propensas a morrer em qualquer ano após os 50 anos de idade, comparadas àquelas que não tiveram filhos depois dos 40. O estudo indicou que os irmãos dessas mulheres que tiveram filhos mais tarde também tendiam a viver mais (inclusive comparados às suas esposas), mostrando que os mesmos genes que prolongam a fertilidade podem prolongar a vida.
Escrito por Leandro Perché às 11h22
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Bebês de mulheres com depressão têm mais problemas de sono, diz estudo

Um novo estudo da Universidade de Michigan, nos EUA, indica que distúrbios de sono são mais comuns em bebês nascidos de mulheres com depressão. Porém ainda não está claro se isso aumentaria os riscos de a criança ter depressão. A análise de 18 bebês saudáveis por 24 semanas indicou que aqueles nascidos de mulheres com depressão demoravam mais para cair no sono – cerca de 80 minutos, contra apenas 20 minutos dos filhos de mulheres não-depressivas. Além disso, essas crianças acordavam mais vezes durante a noite – quatro vezes, em média, contra duas vezes das outras. “Apesar de haver muitos fatores ambientais e sociais que podem influenciar o sono e o comportamento da criança, esse estudo é o primeiro passo para a caracterização da influência da depressão materna”, escreveram os pesquisadores. Mais estudos são necessários para avaliar se a falta de sono aumenta o risco de depressão e se esse fator pode ser modificado.
Escrito por Leandro Perché às 11h19
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Trabalho voluntário pode prolongar a vida, indica estudo

Os resultados de um novo da VA Medical Center e da Universidade da Califórnia, nos EUA, indicam que participar de atividades voluntárias pode prolongar a vida de pessoas mais velhas. Avaliando mais de seis mil aposentados com mais de 65 anos, os pesquisadores descobriram que o voluntariado estava fortemente associado com menores taxas de morte – em quatro anos, 12% daqueles que faziam trabalhos voluntários faleceram, contra 26% dos não-voluntários. E esses resultados ocorriam independentemente de status econômico, doenças crônicas, e limitações funcionais. Embora o estudo não explique as razões, os autores acreditam que o trabalho voluntário pode melhorar a saúde do idoso ao expandir sua rede social, aumentar seu acesso a recursos e melhorar sua autoestima.
Escrito por Leandro Perché às 10h56
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Crianças e jovens obesos são mais propensos à alergia alimentar, diz estudo
A obesidade pode aumentar os riscos das crianças e adolescentes terem alergias, segundo estudo publicado esta semana no Journal of Allergy and Clinical Immunology. Os resultados da pesquisa com quatro mil crianças e adolescentes com idades entre dois e 19 anos indicou que os obesos seriam 26% mais propensos a ter alguma alergia, principalmente alimentar. As análises indicaram que aqueles que estavam acima do peso tinham maior quantidade de anticorpos para alérgenos específicos. E, assim, segundo os autores, essas crianças e adolescentes teriam uma taxa de alergia alimentar 59% maior do que a daqueles com peso normal. Os autores destacam que o estudo não prova que a obesidade causa alergias, mas sugere que o controle do peso em pessoas jovens pode ser importante para reduzir as taxas de alergia e asma infantil. Mais estudos são necessários para avaliar a relação.
Escrito por Leandro Perché às 10h50
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Fumo passivo pode reduzir níveis de antioxidantes no organismo da criança

Os males do fumo passivo, principalmente para as crianças, têm sido amplamente pesquisados e divulgados, mostrando suas conseqüências essencialmente para a saúde respiratória e cardiovascular dos pequenos. Um novo estudo da Universidade de Rochester, nos EUA oferece mais informações nesse sentido – o fumo passivo reduziria os níveis de antioxidantes, importantes para a defesa do organismo contra estresse oxidativo e doenças. Avaliando mais de duas mil crianças e jovens com idades entre seis e 18 anos, os pesquisadores descobriram que quanto maiores as concentrações de cotinina (subproduto da nicotina) no sangue das crianças, indicando exposição ao fumo, menor o nível de antioxidantes. De acordo com os especialistas, ainda é cedo para dizer se essas crianças precisam de suplementos de vitaminas, mas é importante alimentá-las com bastante frutas, legumes e verduras, que podem oferecer boa quantidade de antioxidantes.
Escrito por Leandro Perché às 10h45
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Cuidar de um parente com derrame é estressante, mas pode recompensar

Pessoas que cuidam de um familiar sobrevivente de derrame frequentemente reportam se sentirem estressados, porém a maioria se sente recompensada, segundo estudo da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA. Em pesquisa com 75 cuidadores de pacientes que sofreram derrame, a maioria assumiu sentir algum grau de peso emocional, com 44% reportando “nenhum estresse”. Porém, mais de 90% dos participantes disseram que cuidar de seu familiar foi positivo no sentido de permitir-lhes apreciar mais a vida, e muitos reportaram “recompensas”, como o fortalecimento da relação com o outro. A forma mais comum da doença, o derrame isquêmico, corta o fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo causar danos neurológicos que levam o paciente a enfrentar incapacidades duradouras, incluindo paralisia, problemas no raciocínio e na comunicação. Além disso, os pacientes podem enfrentar ansiedade e depressão. Por isso, os autores defendem que médicos “ensinem” os cuidadores a lidar com a depressão do paciente e com o próprio estresse.
Escrito por Leandro Perché às 11h25
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Especialistas alertam que problemas de sono pioram resultados pós-derrame
Um estudo apresentado recentemente no encontro científico da Academia Americana de Neurologia indica que, entre as vítimas de derrame, aquelas que já apresentavam problemas de sono como a apneia antes de sofrer o AVC têm piores resultados com o evento cardiovascular. A apneia é marcada por breves interrupções da respiração, várias vezes durante o sono, causando ronco e aumentando os riscos de problemas cardiovasculares. E, segundo os pesquisadores da Universidade de Rochester, nos EUA, “no contexto de recuperação de um derrame, a apneia do sono pode ter um sério impacto”. Avaliando 174 pacientes que tiveram derrame isquêmico no período entre junho de 2008, os pesquisadores notaram que os sete que tinham diagnóstico prévio de apneia tinham maior risco de morte no primeiro mês pós-derrame. E aqueles que tinham o problema respiratório, mesmo não diagnosticado, apresentavam, de forma geral, maior incapacidade na hora da alta hospitalar. Os autores não sabem os mecanismos exatos dessa relação, mas destacam que a cura do cérebro é mais difícil quando o sangue não é oxigenado adequadamente durante o sono.
Escrito por Leandro Perché às 11h12
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Estudo associa maior escolaridade a melhores escolhas alimentares

Pessoas com mais anos de estudo parecem ter uma alimentação mais saudável, segundo pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA. De acordo com os especialistas, quanto maior a escolaridade, maior a tendência a escolher alimentos com menos calorias e mais nutrientes, porém os custos dessa dieta seriam maiores. Comparando os hábitos alimentares e os custos da dieta de 164 adultos residentes em Seattle, os pesquisadores notaram que dietas de maior qualidade – com menor densidade de energia e mais nutrientes – era mais caras por 2 mil calorias e estava associada com maior renda e, principalmente, com maior escolaridade dos participantes. Os autores destacam que essas dietas com poucas calorias e muitos nutrientes, incluindo carnes magras, laticínios desnatados, frutas e hortaliças, estão associadas a um menor ganho de peso e menores taxas de obesidade, diabetes, doença cardiovascular e câncer. Mais estudos são necessários para desvendar a relação entre escolaridade, renda e consumo de nutrientes.
Escrito por Leandro Perché às 11h02
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