Pessoas com mais de 52 anos têm menor risco de pegar gripe suína, diz estudo

Pessoas nascidas antes de 1957 podem ter certa proteção contra o vírus H1N1, causador da gripe suína, segundo especialistas dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA. Os cientistas do CDC detectaram anticorpos em pessoas mais velhas que podem neutralizar o vírus. Prova disso é que apenas 13% das pessoas hospitalizadas com a gripe suína têm mais de 50 anos.

 

De acordo com os especialistas, após a pandemia do ano de 1918, o H1N1 passou a circular o globo em todas as epidemias de gripe; até 1957, quando uma nova pandemia substituiu o vírus pelo H2N2. Os especialistas acreditam que essa possa ser a explicação para a “imunidade” das pessoas com mais de 52 anos contra a gripe suína.

 

Porém eles destacam que o novo vírus é bem diferente do H1N1 passado, e que falta dados para dizer que os mais velhos possam estar protegidos contra a gripe suína. Diante disso, o CDC anunciou que logo publicará um estudo detalhado sobre esses anticorpos.



Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Estudo associa níveis adequados de vitamina D a maior rapidez de raciocínio

Homens com mais de 60 anos pensam mais rápido quando apresentam os níveis adequados de vitamina D no sangue, segundo estudo europeu publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry. A vitamina D é produzida pelo organismo com a exposição ao sol, e pode ser encontrada na gema de ovo, fígado, manteiga, alguns peixes e alimentos enriquecidos.

 

Avaliando mais de três mil homens com 40 anos ou mais, em oito cidades européias, os pesquisadores observaram que aqueles com mais de 60 anos que apresentavam níveis menores de vitamina D eram mais propensos a ter piores resultados em testes de “varredura visual” e processamento da informação visual. E os resultados permaneciam os mesmos ao considerarem fatores como escolaridade, tabagismo, consumo de álcool, atividades físicas, sintomas de depressão, estação do ano e local de moradia.

 

O estudo não indica a razão dessa relação. E os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para avaliar se suplementos da vitamina podem minimizar o declínio mental que ocorre com o envelhecimento.



Escrito por Leandro Perché às 12h08
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Uma em oito gestantes consomem álcool nos EUA, indica estudo

Aproximadamente uma em oito mulheres consome álcool durante a gravidez nos Estados Unidos, segundo especialistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Em estudo de 15 anos com mais de 533 mil mulheres de 18 a 44 anos de idade, os pesquisadores descobriram que, apesar dos esforços de especialistas, o número de mulheres que bebem durante a gravidez não está diminuindo, e que uma em 50 gestantes abusa do álcool.

 

As análises indicaram que as gestantes mais propensas a reportar algum uso de álcool eram aquelas com idades entre 35 e 44 anos (17,7%), com formação em nível superior (14,4%), empregadas (13,7%) e não-casadas (13,4%).

 

Os especialistas destacam que o consumo de álcool na gravidez tem persistido apesar de todos os alertas dados às gestantes. “Os cirurgiões gerais tem recomendado às gestantes, e às mulheres que podem ficar grávidas, para se abster do consumo de álcool, para eliminar a chance de ter um bebê com os defeitos de nascimento relacionados ao álcool”, destacaram os autores na publicação CDC′s Morbidity and Mortality Weekly Report.



Escrito por Leandro Perché às 12h01
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Mulher afirma ter perdido 25 kg após "redução de estômago" por hipnose

Uma mulher de 35 anos afirma ter perdido 25 quilos após passar por cinco sessões de hipnose durante as quais ela teria sido convencida de que seu estômago foi reduzido ao tamanho de uma bola de golfe. A britânica Marion Corns diz ter passado pelas sessões há quatro meses e afirma que, desde então, consegue comer apenas pequenas porções de comida e chega a perder mais de um quilo por semana.

 

Durante a hipnose, foram espalhados, pela sala, aromas semelhantes aos dos cheiros de hospital e, em um dado momento, a paciente disse ter sentido um aperto em seu estômago, como se um anel estivesse sendo instalado no órgão para reduzir seu tamanho.

 

A clínica espanhola Elite, que fez a operação, disse que já tratou cerca de 100 pessoas, com uma taxa de sucesso de 75%. O procedimento custa 800 euros (R$ 2,2 mil) e, quando a meta de redução de peso é atingida, o cliente é convidado a ter a hipnose revertida. No entanto, especialistas da British Dietary Association destacam que, apesar da hipnose eliminar os riscos das cirurgias, não é comprovada sua segurança e eficácia contra a obesidade.



Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Homens morrem mais após pneumonia do que as mulheres, diz estudo

Entre os idosos, os homens são mais propensos a morrer após um ataque de pneumonia do que as mulheres, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. De acordo com os autores, os homens respondem de forma diferente a infecções, o que explicaria suas mais altas taxas de morte após a hospitalização por pneumonia.

 

Avaliando mais de duas mil pessoas com idade média de 65 anos que foram internadas por causa da doença, os pesquisadores notaram que os homens corriam mais riscos de morrer em 30 dias (7%, contra 4,5%, das mulheres), 90 dias (11,4%, contra 8,6%) e um ano (21%, contra 16%). E os homens normalmente estavam piores na internação e tinham maior probabilidade de serem fumantes e de terem doença crônica, como câncer ou doença cardíaca.

 

Análises do sangue dos participantes indicaram que, comparados às mulheres, os homens geram uma resposta inflamatória e coagulante mais forte às infecções, o que poderia explicar sua maior taxa de morte. Mais estudos são necessários para entender essa diferença na resposta biológica.



Escrito por Leandro Perché às 11h34
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Pedra nos rins é cada vez mais comum em crianças, alerta especialista

Os casos de pedras nos rins – condição dolorosa que afeta principalmente pessoas de meia idade – estão aumentando entre as crianças, segundo especialistas da Universidade de Michigan, nos EUA. De acordo com os pesquisadores, os culpados podem ser uma alimentação desequilibrada, a falta de atividades físicas e o crescimento das taxas de obesidade infantil.

 

Por isso, o urologista destaca que a melhor forma de prevenir a formação de cálculos renais nos pequenos, além de combater a obesidade, é encorajar as crianças a tomar bastante água – “o suficiente para manter a urina clara”. Sucos cítricos, como limonada e laranjada, também são benéficos por conterem citratos, que ajudam a prevenir a formação das pedras. É importante também reduzir o consumo de refrigerantes – que contêm muito açúcar e oxalato, substância que alimenta a formação dos cálculos – e de alimentos processados e fast food, que são ricos em sódio.

 

Segundo os especialistas, os sintomas nas crianças são pouco claros e os efeitos em longo-prazo ainda são desconhecidos. Por isso, os especialistas devem estar atentos, e mais estudos são necessários.



Escrito por Leandro Perché às 11h22
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Componente do chá verde pode ajudar a bloquear o HIV, indica estudo

O chá verde pode esconder o segredo para o desenvolvimento de um gel vaginal anti-HIV eficaz, segundo estudo alemão publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. De acordo com os autores, a molécula EGCG, presente no chá, pode combater a formação de proteína beta-amiloide, que recentemente foi associada à infecção pelo vírus da aids.

 

Estudos recentes indicam que o sêmen contém um fator chamado SEVI (algo como “Potencializador de Infecção Viral Derivado de Sêmen”), tipo de proteína beta-amiloide que acompanha o HIV até a entrada da célula que irá infectar. E outras pesquisas mostram que compostos do chá verde podem ajudar na prevenção de doenças neurológicas associadas à formação de beta-amiloide, como Alzheimer e Parkinson.

 

Em novos testes em laboratório, cientistas alemães descobriram que as moléculas EGCG do chá verde degradam as fibrilas do SEVI, inibindo o efeito do sêmen de potencializador de infecção. A partir disso, eles esperam que a adição do composto a um gel vaginal possa torná-lo mais eficaz contra a infecção pelo HIV na relação sexual, sem causar irritação local.



Escrito por Leandro Perché às 11h44
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Políticos querem restringir propagandas sobre disfunção erétil nos EUA

Dois deputados democratas americanos – James Moran, do estado da Virgínia, e Robert Brady da Pensilvânia – estão propondo uma nova lei para proibir a veiculação de publicidade de medicamentos contra a impotência sexual antes das dez horas da noite em rádio e televisão. Segundo os proponentes da medida, muitos telespectadores que assistem propagandas de Viagra e Cialis durante eventos esportivos “estão cansados de ter um neto de três ou quatro anos de idade perguntando o que é disfunção erétil”.

 

O projeto de lei aconselha a Comissão Federal de Comunicação a tratar esses comerciais como “indecentes” e instrui as redes de radio e televisão a restringir sua veiculação. Embora essas publicidades não tenham conteúdo de sexo explícito, segundo os senadores, “elas são inapropriadas” e causam desconforto.

 

Porém a medida gera polêmica ao ficar restrita apenas às propagandas de drogas contra disfunção erétil, deixando de lado outros anúncios provocativos. Além disso, a Pfizer, responsável pelo Viagra, argumenta que os anúncios sobre disfunção erétil são úteis para alertar sobre outros problemas associados à condição, como hipertensão, diabetes e doença cardiovascular.



Escrito por Leandro Perché às 11h37
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Obesos são mais resistentes à doença cardíaca, indica estudo

A obesidade é tida como um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardíaca. Porém, uma vez com doença cardíaca, os obesos parecem resistir mais à doença e tendem a viver mais do que os pacientes mais magros, segundo estudo publicado na edição de maio de Journal of the American College of Cardiology.

 

Apesar de confirmarem o paradoxo da obesidade - mencionado pela primeira vez no início da década -, com os obesos tendo maior risco de ter a doença, mas apresentando melhor prognóstico de curto e longo prazo, os cientistas ainda não sabem os mecanismos envolvidos.

 

Os especialistas especulam que o excesso de peso pode ser “protetor” na medida em que os obesos têm mais reservas para combater a doença. Outra explicação pode ser que os pacientes obesos seriam diagnosticados mais precocemente, facilitando seu tratamento.

 

Apesar desse “efeito protetor” da obesidade, os autores destacam que o melhor é trabalhar para alcançar e manter um peso saudável, restringindo a ingestão de calorias e fazendo de 30 a 40 minutos de exercícios por dia.



Escrito por Leandro Perché às 11h30
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Bebidas de cola em excesso podem causar problemas musculares

O consumo excessivo de refrigerantes à base de cola pode levar a desde uma fraqueza leve até a uma profunda paralisia muscular, segundo artigo publicado no Journal of Clinical Practice. De acordo com os especialistas, isso pode ocorrer devido a uma queda acentuada nos níveis de potássio no sangue causada por esse tipo de bebida.

 

Na publicação, pesquisadores americanos citam o caso de um agricultor australiano que precisou de atendimento por causa de paralisia pulmonar após beber de quatro a dez litros de bebida de cola em um dia. E há o caso de uma gestante que consumiu mais de três litros de refrigerante por dia em seis anos, e foi atendida com sintomas de cansaço, vômito persistente e falta de apetite. “Temos todas as razões para acreditar que não é raro”, escreveram os autores.

 

Segundo o pesquisador grego Moses Elisaf, a hipocalemia (baixa concentração de potássio) pode ser causada pela ingestão, em excesso, de três componentes comuns nessas bebidas: glicose, frutose e cafeína. Porém o consumo moderado é seguro e pode continuar se combinado com dieta balanceada e estilo de vida ativo.



Escrito por Leandro Perché às 11h05
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Perda de peso na velhice pode ser sinal de demência, indica estudo

Pessoas idosas que são muito magras ou que estão perdendo peso rapidamente estão sob maior risco de desenvolver demência, principalmente se elas costumavam ser gordinhas, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA.

 

Entre os mais de 1,8 mil idosos acompanhados por oito anos, os pesquisadores notaram que aqueles com menores índices de massa corporal (IMC) no início do estudo eram 79% mais propensos a ter a doença, comparados com os maiores IMC. Além disso, aqueles que perderam peso mais rapidamente durante o estudo teriam três vezes maior risco de demência, principalmente se apresentassem sobrepeso ou obesidade no início do estudo.

 

Apesar de o estudo sugerir que a perda de peso na velhice pode ser um sinal inicial de demência, os autores destacam que isso não significa que estar acima do peso é saudável.



Escrito por Leandro Perché às 10h53
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Poluição do ar pode modificar DNA em apenas três dias, diz estudo

A inalação de algumas partículas encontradas na poluição do ar pode fazer com que alguns de nossos genes sejam reprogramados, podendo aumentar os riscos de desenvolver câncer, segundo estudo da Universidade de Milão, na Itália.

 

Os pesquisadores avaliaram amostras de DNA no sangue colhido no início de um dia de trabalho e três dias depois de 63 pessoas saudáveis que trabalhavam em uma fundição. E notaram que, em apenas três dias de exposição a material particulado, havia mudanças significativas em quatro genes associados à supressão de tumores.

 

Segundo os pesquisadores, isso prova que os fatores ambientais precisam de pouco tempo para reprogramar genes, aumentando os riscos de doenças. E o material particulado das fundições seria similar ao encontrados na poluição do ar, o que faz com que os resultados do estudo levantem novas hipóteses sobre o efeito da poluição na saúde humana.



Escrito por Leandro Perché às 10h51
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Estudo associa arritmia cardíaca a um maior risco de Alzheimer

A fibrilação atrial – problema comum no ritmo cardíaco – pode aumentar o risco de desenvolver doença de Alzheimer, especialmente em pessoas com menos de 70 anos de idade, segundo estudo apresentado este mês no encontro da Heart Rhythm Society, nos EUA.

 

Avaliando dados de mais de 37 mil pessoas com mais de 18 anos de idade, pesquisadores americanos descobriram que a condição cardíaca aumenta em 44% o risco de todas as formas de demência. E, entre aqueles com menos de 70 anos, a arritmia dobra o risco de doença de Alzheimer, forma mais comum de demência.

 

Embora o estudo não explique as razões dessa relação, os autores acreditam que algumas pessoas com fibralação atrial podem ter mini-derrames sem saber, o que aumentaria suas chances de ter demência. Porém mais estudos são necessários para observar se o tratamento agressivo da arritmia pode proteger contra o Alzheimer.



Escrito por Leandro Perché às 10h54
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Busca por fama e riqueza pode levar a pior saúde e qualidade de vida, diz estudo

Muitas pessoas pensam que ter dinheiro, boa aparência e a admiração dos outros traz a felicidade. Porém um estudo publicado na edição de junho do Journal of Research in Personality indica que a perseguição a metas materiais e relacionadas à imagem poderia contribuir para o mal estar físico e mental.

 

A análise de 147 alunos de duas universidades mostrou que “apesar de nossa cultura colocar uma forte ênfase na realização com riqueza e fama, perseguir esses objetivos não contribui para ter uma vida satisfatória”. Na verdade, isso foi associado à presença de mais emoções negativas, como vergonha e raiva, e mais sintomas físicos de ansiedade, como dores de cabeça, de estômago e falta de energia.

 

Por outro lado, aqueles que disseram valorizar o crescimento pessoal, as relações próximas, o envolvimento com a comunidade e a saúde física eram mais satisfeitos com o sucesso pessoal, além de apresentar maior sensação de bem-estar, mais sentimentos positivos e menos sinais de estresse.



Escrito por Leandro Perché às 10h49
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Aspirina mastigável é a melhor opção contra problemas cardíacos, diz estudo

A aspirina mastigável é absorvida mais rapidamente e de forma mais eficaz do que a aspirina normal, sendo melhor para a prevenção de problemas cardiovasculares, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os autores, embora a descoberta pareça simples, ela pode levar a uma melhora nos cuidados a pacientes que sofreram um infarto.

 

Nos testes, os especialistas deram, a 14 pacientes com idades entre 20 e 61 anos, três tipos diferentes de aspirina – o comprimido de aspirina normal, para que eles o engolissem inteiro; o mesmo comprimido para ser mastigado; e a aspirina mastigável, que era engolida durante a mastigação. Medindo os níveis da droga na corrente sanguínea, os especialistas notaram que a opção mastigável era absorvida com mais eficiência e rapidez.

 

Segundo os autores, os resultados “apóiam a recomendação de uso da formulação (de aspirina) mastigável no tratamento de síndrome coronariana aguda”.



Escrito por Leandro Perché às 10h43
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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