Jovens têm grande risco de perda auditiva com uso de MP3 players, diz estudo

Os jovens que usam MP3 players estão colocando sua audição sob risco e tomando poucas precauções para evitar a surdez, segundo estudo publicado na edição de junho da revista Pediatrics. Diante desse comportamento, especialistas holandeses acreditam que a indústria fonográfica e os produtores de MP3 players e fones de ouvido deveriam reconhecer sua responsabilidade e desenvolver aparelhos seguros para a audição.

 

De acordo com os pesquisadores do Erasmus Medical Center, na Holanda, o volume máximo desses aparelhos chega a 100 decibéis, e ouvir música nesse volume por 15 minutos pode causar dano permanente à audição. Por isso, eles alertam para o fato de não existir regras e padrões de proteção aos ouvidos dos jovens usuários de MP3.

 

Em pesquisa com mais de 1,6 mil jovens com idades entre 12 e 19 anos, os pesquisadores descobriram que 90% ouviam MP3, com 93% desses usando fones que são inseridos no ouvido – cujo volume é cinco decibéis mais alto do que os outros fones. Um terço ouvia músicas frequentemente, e 48% ouviam em volume alto (mais de 75% do volume do aparelho). Além disso, menos de 7% usavam um limitador de volume ou reduziam o volume após algum tempo.



Escrito por Leandro Perché às 12h29
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SUS gasta mais de R$ 300 mi por ano em hospitalizações por causa do cigarro

As doenças crônicas relacionadas ao consumo do tabaco, com tratamentos altamente dispendiosos, estão entre as campeãs em atendimento pelo SUS, segundo especialistas da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

 

Em 2005, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS) desembolsou mais de R$ 338 milhões em hospitalização para as frações de casos de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias atribuíveis ao tabagismo. De acordo com os especialistas, esse valor seria equivalente a quase 30% dos custos hospitalares totais do SUS para o tratamento dessas enfermidades.

 

Conforme a OMS, apenas 5% da população mundial vive em países que adotam medidas para reduzir as taxas do tabagismo, como os ambientes 100% livres de fumo, o tratamento da dependência, as advertências nas embalagens, as proibições de publicidade, promoção e patrocínio, além do aumento dos impostos. E o Brasil integra esse grupo, aumentando o cerco este ano, com maior taxação sobre o produto e a lei antifumo de São Paulo.

 

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias. Press release. 28 de maio de 2009.



Escrito por Leandro Perché às 12h19
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Contra o estresse, especialista recomenda caminhada, laranja e leite

A redução do estresse é importante para diminuir o risco de desenvolver diversas doenças, como as cardiovasculares, segundo especialistas da Universidade do Sudoeste, nos EUA. Para isso, eles destacam diversas práticas que variam desde a alimentação às atividades físicas.

 

De acordo com a professora de nutrição clínica Bernadette Latson, a melhor forma de combater o estresse no trabalho é sair do computador por alguns minutos para uma caminhada, combinada com alongamentos.

 

Além disso, a incorporação de alimentos específicos à dieta pode ajudar. “Uma tigela de mingau de aveia irá impulsionar a substância calmante do cérebro conhecida como serotonina, enquanto alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 (encontrado em peixes gordurosos, nozes, rúcula e óleos vegetais) ajudarão a manter os hormônios do estresse cortisol e adrenalina sob controle”, destacou a especialista.

 

Em nota para a imprensa, a nutricionista destaca que um copo de leite antes de dormir pode ajudar a reduzir a tensão e a ansiedade, e a laranja – rica em vitamina C – fortalece o sistema imunológico e reduz os níveis de hormônios do estresse.



Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Componente do chá verde pode ajudar contra leucemia, indica estudo

Um estudo preliminar da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, indicou que um componente ativo do chá verde pode ajudar no tratamento de leucemia – câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue. Segundo os pesquisadores, os testes indicaram que altas doses de EGCG (epigalocatequina galato) são bem toleradas por pacientes com leucemia linfóide aguda e podem levar muitos deles a ter algum grau de regressão da doença.

 

O componente do chá verde foi administrado em forma de cápsula, e, com ele, “a maioria dos indivíduos que entraram no estudo com aumento nos linfonodos viram um declínio de 50% ou maior no tamanho de seu linfonodo”. E a contagem dos linfócitos foi reduzida em um terço dos participantes.

 

A pesquisa já entrou na segunda fase de testes clínicos, com o mesmo número de participantes (33) recebendo maiores dores do que nos testes anteriores – 2000 mg, duas vezes ao dia.



Escrito por Leandro Perché às 12h32
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Incidência de diabetes tipo 1 em crianças pequenas pode dobrar até 2020

A incidência de diabetes tipo 1 entre as crianças muito novas pode dobrar em pouco mais de uma década a partir do ano de 2005 se as tendências atuais permanecerem, segundo estudo da Universidade de Queen, na Irlanda. Embora não saibam as razões desse aumento – visto que o diabetes tipo 2 é que é alimentado pela obesidade – os especialistas acreditam que fatores ambientais ainda não determinados estão associados a essa tendência.

 

Analisando dados de registros europeus que incluíam mais de 29 mil crianças, com diabetes tipo 1, os pesquisadores descobriram um aumento de 3,9% ao ano na incidência geral da doença, com maior aumento para crianças com menos de 5 anos (5,4% por ano). E, se essa tendência continuar, haveria crescimento de 70% no total de casos até o ano de 2020, e as taxas em crianças pequenas dobrariam.

 

Agora, os especialistas estão pesquisando as possíveis razões desse crescimento, incluindo, nos estudos, fatores como dieta no início da vida, infecção viral, idade da mãe e até parto cesariana.



Escrito por Leandro Perché às 12h27
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Droga anticâncer pode apagar impressões digitais, alerta oncologista

Uma droga comumente utilizada no tratamento do câncer de cabeça e pescoço, de mama, de estômago e colorretal pode apagar as impressões digitais dos pacientes, segundo o oncologista cingalês Tan Eng Huat. Em artigo publicado na revista científica Annals of Oncology, o especialista relata o caso de um paciente que foi retido em um aeroporto dos EUA pelo serviço de imigração, que não conseguia detectar suas impressões digitais.

 

Após tratamento de três anos com a droga capecitabina, o paciente de 62 anos estava com o câncer de cabeça e pescoço controlado, mas havia sofrido a síndrome mão-pé – efeito adverso da droga, marcada por inflamação crônica na palma da mão, com descamação da pele, sangramento e bolhas. E isso teria “apagado” as impressões digitais do paciente em questão.

 

Por causa disso, o especialista recomenda que esses pacientes, em viagem para o exterior, sempre leve consigo uma carta de seu médico explicando a situação, para que não tenha problemas de identificação.



Escrito por Leandro Perché às 12h23
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Primeiros sinais de doença cardíaca podem surgir na adolescência, diz estudo

O espessamento das artérias com a formação de placas de colesterol - sinais iniciais de doença cardíaca - pode começar ainda na juventude, associada à obesidade ou ao diabetes tipo 2, segundo estudo do Cincinnati Children’s Hospital, nos EUA.

 

A análise, com ultrassom, das artérias carótidas – largas artérias no pescoço que levam sangue com oxigênio para o cérebro – de 446 pessoas com idades entre 10 e 24 anos mostrou que aqueles que eram obesos tinham maior formação das placas na artéria do que os mais magros. E os que combinavam obesidade e diabetes tinham ainda mais espessamento das artérias, com maior risco futuro de infarto ou derrame.

 

“Porque esse dano é progressivo e começou muito cedo, esta pode ser a primeira geração que tem uma menor expectativa de vida que seus pais”, alertam os autores. Por isso, destacam a necessidade de os profissionais de saúde agirem precocemente contra a obesidade e outros fatores de risco.



Escrito por Leandro Perché às 12h03
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Restrição de carboidratos pode retardar crescimento de câncer de próstata?

A restrição dos carboidratos na dieta parece retardar o crescimento de tumores na próstata, segundo pesquisadores do Duke Prostate Center, nos EUA. De acordo com os especialistas, testes anteriores com animais já demonstravam essa tendência, mas o efeito estaria associado à perda de peso; enquanto, no novo estudo, os resultados ocorreram independentemente da perda de peso.

 

No estudo, ratos foram alimentados com uma das três dietas: rica em gordura e sem carboidrato; pobre em gordura e rica em carboidrato; e rica em gordura com carboidrato moderado, como a típica dieta ocidental. Após todos serem injetados com tumores de próstata, os roedores que não haviam consumido carboidratos viveram de 40% a 50% mais tempo, mesmo apresentando o mesmo peso dos outros.

 

Os autores acreditam que a insulina e o fator de crescimento similar à insulina contribuem para o crescimento e proliferação do câncer de próstata; e restringir o carboidrato reduziria os níveis de insulina. Agora, eles planejam começar um teste com humanos para confirmação.



Escrito por Leandro Perché às 11h57
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Sinais inflamatórios no sangue indicam risco de morte no câncer de mama

Examinar o sangue de mulheres com câncer de mama quanto à presença de sinais inflamatórios pode ajudar os médicos a prever os riscos de morte e de retorno da doença, segundo estudo do Instituto Nacional do Câncer dos EUA.

 

Avaliando amostras de sangue retiradas dois anos e meio após o diagnóstico de mais de mil mulheres com câncer de mama em estágio inicial, os pesquisadores notaram que aquelas que apresentavam maiores níveis de proteína C reativa e amiloide A tinham de duas a três vezes menos chances de sobrevivência em dez anos e maior risco de retorno da doença.

 

Segundo os autores, a inflamação está associada a fatores modificáveis, como obesidade, pouca atividade física e doença cardíaca. Por isso, eles sugerem que formas de reduzir essa inflamação – com medicamentos ou mudanças no estilo de vida – podem ajudar a melhorar a sobrevida das pacientes.



Escrito por Leandro Perché às 11h51
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Dia Nacional de Combate ao Glaucoma - doença silenciosa pode levar à cegueira

De acordo com o último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, o glaucoma será responsável pela perda de visão de 8,4 milhões de pessoas no mundo até 2010. No Brasil, a estimativa é de que existam 985 mil pessoas com a doença atualmente, sendo que 635 mil não sabem que têm a doença.

 

Nesta terça-feira (26) – Dia Nacional de Combate ao Glaucoma –, especialistas de todo o Brasil alertam para a importância de se conscientizar a população sobre os fatores de risco – que inclui histórico familiar, pressão intraocular elevada, idade acima de 50 anos, diabetes mellitus, uso prolongado de corticoides, lesões oculares e descendência negra – e de se consultar um oftalmologista regularmente.

 

"O glaucoma é uma enfermidade silenciosa, não apresenta sintomas e avança lentamente até destruir o nervo óptico e provocar a perda parcial ou total da visão", alerta a oftalmologista Hanna Flávia Gomes, do Hospital Oftalmológico de Brasília.

 

A doença não tem cura, mas tem controle, por isso é recomendada a consulta periódica a um oftalmologista para a detecção precoce, o controle dos fatores de risco, e, para os pacientes, uma boa adesão ao tratamento, que é feito base de colírios hipotensores, com opção pelo tratamento a laser.



Escrito por Leandro Perché às 11h38
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Detecção precoce do Alzheimer pode economizar bilhões de dólares, diz estudo

A melhor forma de combater a doença de Alzheimer – e reduzir os custos associados ao seu tratamento – é intervir décadas antes do paciente apresentar os primeiros sintomas, segundo estudo da La Follette School of Public Affairs, nos EUA. “Essa análise diz que você pode economizar literalmente bilhões de dólares nos custos dos cuidados de longo prazo se você intervier em um estágio mais inicial”, destaca o cientista David Weimer.

 

Analisando dois tipos de intervenção após o diagnóstico – tratamento farmacológico e programas de apoio ao cuidador –, os pesquisadores notaram que a adoção de ambos pode retardar a internação do paciente em uma casa especializada, reduzindo os custos para os familiares e para os serviços de saúde pública.

 

Porém a adoção dessas medidas esbarra no fato de muitos pacientes não serem diagnosticados ou serem diagnosticados tardiamente, e no fato da maioria dos serviços de saúde não oferecerem suporte ao cuidador.



Escrito por Leandro Perché às 11h34
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Cientistas descobrem ligação genética entre doença na gengiva e no coração

A periodontite, doença inflamatória nas gengivas, tem sido associada, por diversos estudos, a um maior risco de desenvolver doença cardíaca, embora o mecanismo por trás dessa relação seja desconhecido. Um novo estudo da Universidade de Kiel, na Alemanha, dá pistas sobre essa relação, ao descobrir uma ligação genética entre o problema na gengiva e o infarto.

 

Os cientistas descobriram que mais de mil pacientes com doença cardíaca e 150 com uma forma agressiva de periodontite apresentavam variações genéticas idênticas no cromossomo 9. Embora eles saibam quais proteínas são codificadas pelo gene, mais estudos serão necessários para desvendar o mecanismo completo da relação, para uma aplicação prática no tratamento das condições.

 

Os autores destacam que, com os resultados, o fator genético se une a outros fatores de risco, como tabagismo, diabetes e obesidade, além da inflamação crônica, que são compartilhados pela periodontite e a doença cardíaca.



Escrito por Leandro Perché às 11h28
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Cigarros light são tão perigosos quanto os comuns para o coração

Os cigarros light são tão perigosos para a saúde cardiovascular quanto os cigarros comuns, segundo estudo turco publicado recentemente na revista científica Clinical Cardiology. De acordo com os pesquisadores, além da nicotina e do monóxido de carbono, esses produtos contêm milhares de outros compostos que atacam o revestimento dos vasos do coração.

 

Os cientistas mediram a reserva do fluxo coronário – capacidade de aumento do fluxo sanguíneo no músculo cardíaco em resposta ao exercício – de 20 voluntários não-fumantes antes e após eles fumarem dois cigarros comuns e, com quinze dias de intervalo, dois cigarros light. E as análises mostraram que ambos os tipos de cigarro prejudicam, na mesma medida, esse fator.

 

Com isso, eles concluíram que “fumar cigarros light tem efeitos nocivos agudos semelhantes na função microvascular coronária e na reserva do fluxo coronário aos de fumar o cigarro comum”.



Escrito por Leandro Perché às 12h18
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Especialistas ligam deficiência de vitamina D à vaginose bacteriana

Mulheres com baixas concentrações de vitamina D no sangue têm mais chances de terem vaginose bacterinana, infecção caracterizada por desequilíbrio da flora vaginal normal, devido ao aumento exagerado de bactérias, segundo pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. A vitamina D é produzida pelo organismo com a exposição ao sol, e pode ser encontrada na gema de ovo, fígado, alguns peixes e alimentos enriquecidos.

 

Em pesquisa com 469 gestantes, os especialistas notaram que aquelas que tinham deficiência de vitamina D eram mais propensas a estarem infectadas. E as mulheres negras, que absorvem menos luz do sol, seriam mais propensas à infecção.

 

Os pesquisadores destacam que cerca de um terço das mulheres em idade reprodutiva estão infectadas com vaginose bacteriana, que pode deixar as mulheres mais vulneráveis a doenças sexualmente transmissíveis e que também está associada a partos prematuros.



Escrito por Leandro Perché às 12h04
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Estudo associa gravidez precoce e ter muitos filhos ao risco de câncer renal

Mulheres que começam a ter filhos muito cedo e aquelas que têm muitos filhos podem ter maior risco de desenvolver carcinoma de células renais, o tipo mais comum de câncer nos rins, segundo estudo da Universidade de Harvard, nos EUA. Entre os fatores de risco para a doença estão a obesidade, a pressão alta e o tabagismo, e ainda não estariam claros os papéis dos hormônios sexuais.

 

Avaliando mais de 118 mil mulheres, dentre as quais 247 foram diagnosticadas com câncer das células renais, os pesquisadores descobriram que aquelas que tiveram mais filhos apresentavam maior risco de ter o carcinoma, com a probabilidade aumentando em até 10% por filho nascido. Além disso, aquelas que tiveram o primeiro filho com 28 anos de idade ou mais apresentavam 34% menor risco, comparadas àquelas que tiveram filhos com menos de 23 anos.

 

Segundo os autores, é possível que a gravidez aumente os riscos ao representar maior peso para os rins, além de, nesse período, os rins aumentarem de tamanho, o que os deixam mais vulneráveis ao dano oxidativo e à inflamação. Eles especulam que as mudanças nos níveis de estrogênio e progesterona com as múltiplas gestações possam também influenciar o risco.



Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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