Estudo associa má qualidade de sono a um maior risco de morte

Um estudo recente da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, indica que manter bons hábitos de sono, considerando qualidade e quantidade, pode reduzir os riscos de morte. Baseados nos resultados de um acompanhamento de oito anos a mais de 5,6 mil pessoas, os especialistas indicam que as pessoas deitem e levantem nos mesmos horários todos os dias e durmam de sete a oito horas por noite.
 
O estudo apontou que a fragmentação do sono estava associada a uma maior mortalidade. Usando um modelo que considerava vários fatores, como tabagismo, idade, índice de massa corporal, entre outros, os pesquisadores descobriram que as transições entre o estágio acordado e o sono não-REM e entre o estágio não-REM e o acordado estavam mais significativamente associados com um maior risco de morte.
 
Por isso, os autores destacam a importância de uma boa noite de sono e da avaliação constante para o diagnóstico de distúrbios de sono, principalmente a apneia obstrutiva do sono, que foi a maior relacionada ao aumento no risco de morte por qualquer causa.



Escrito por Leandro Perché às 12h49
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Exercícios vigorosos em excesso podem ser ruins para o coração

Diversos estudos indicam os benefícios da prática de atividades físicas para a saúde, principalmente do coração. Porém uma nova pesquisa da Universidade de Nova York sugere que o aumento da frequência de exercícios vigorosos aumenta os riscos de fibrilação atrial – tipo de arritmia cardíaca que pode resultar em insuficiência cardíaca, derrame e coágulos.
 
Avaliando quase 17 mil homens aparentemente saudáveis, os pesquisadores observaram que a prática de exercícios vigorosos de cinco a sete dias por semana aumentava em 20% os riscos de fibrilação atrial, em relação a não fazer atividades vigorosas. Após análise posterior daqueles que se exercitavam vigorosamente, essa associação se mostrou aparente apenas em homens com menos de 50 anos de idade (74% maior risco) e em “corredores” (53%).
 
Os autores destacam, porém, que por ser um estudo observacional, os resultados não provam que esse tipo de exercício é uma causa direta. Por isso, mais estudos são necessários.



Escrito por Leandro Perché às 12h42
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Problemas de sono são subdiagnosticados em crianças, diz estudo

A taxa de distúrbios do sono diagnosticadas em crianças e adolescentes está bem abaixo da prevalência dessas condições encontradas em estudos epidemiológicos, segundo pesquisa apresentada esta semana no congresso Sleep 2009, realizado nos Estados Unidos. Segundo especialistas, isso pode indicar que essas condições não estão sendo reconhecidas pelos pediatras.

Uma revisão dos registros, do nascimento aos 18 anos, de cerca de 155 mil pacientes atendidos por 32 pediatras do Hospital da Criança da Filadélfia indicou que “todos os distúrbios de sono, incluindo os menos preocupantes, como ‘fazer xixi na cama’ e sonambulismo, e aqueles que são mais sérios, incluindo apneia obstrutiva do sono, insônia e narcolepsia, estão sendo subdiagnosticados na prática dos cuidados primários”.

Os pesquisadores destacam que essas condições podem ser significativamente reduzidas se identificadas e tratadas adequadamente, mas, se não tratados, os problemas de sono podem afetar todos os aspectos da vida da criança, incluindo crescimento, aprendizado, atenção, humor e relações familiares. Por isso, recomendam que os pediatras sempre avaliem as crianças quanto à presença desses distúrbios.



Escrito por Leandro Perché às 12h35
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Acupuntura pode amenizar a azia durante a gestação, indica pesquisa

A acupuntura, tradicional terapia chinesa com agulhas, pode amenizar os sintomas gastrointetinais que ocorrem com alguma frequência durante a gravidez, como a azia, segundo estudo brasileiro publicado na revista científica Acupuncture in Medicine.

 

Avaliando 42 gestantes com dispepsia (dor ou mal-estar na parte alta do abdômen), os pesquisadores notaram que, entre aquelas que realizaram sessões de acupuntura por oito semanas, 75% tiveram a intensidade dos sintomas de azia reduzida pelo menos pela metade, contra apenas 44% daquelas que tiveram tratamento convencional. E o uso de antiácidos caiu em 6,3 doses no grupo da acupuntura, contra uma queda de 4,4 doses do outro.

 

Baseados nos resultados, os pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, concluíram que a acupuntura pode ser uma boa abordagem para gestantes com sintomas gastrointestinais. Os resultados indicaram que, além da redução dos sintomas, a acupuntura melhorou a alimentação de 75% das pacientes e o sono de 70% daquelas que passaram pela terapia, sem efeitos colaterais. Porém são necessários mais estudos para confirmação.



Escrito por Leandro Perché às 12h27
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Especialistas dos EUA encontram sinais iniciais de diabetes tipo 2 em crianças

Crianças com idades entre sete e nove anos já podem apresentar os primeiros sinais de diabetes tipo 2 – versão adulta da doença, muitas vezes associada à obesidade –, segundo especialistas da Universidade do Estado da Louisiana, nos EUA.

 

Com a análise de dados de 118 crianças saudáveis com idades entre sete e nove anos, os pesquisadores descobriram que o peso da gordura na criança é o mais forte indicador de uma sensibilidade à insulina ruim, que é fator de risco para o diabetes tipo 2. E o colesterol “ruim” (LDL) também estaria fortemente associado à sensibilidade à insulina.

 

O estudo ainda indicou que a gordura nas células do fígado e do músculo esquelético da perna dessas crianças podem indicar sensibilidade à insulina ruim e alta resistência à insulina, pré-diabetes, juntamente com um problemas na capacidade de queima de gordura nos músculos. Porém o fator principal que indicaria o diabetes seria se as crianças estão acima do peso.



Escrito por Leandro Perché às 12h18
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Cerca de 44% das pessoas com glaucoma não seguem o tratamento adequado

Um estudo recente da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, indica que 44% dos pacientes com glaucoma – grupo de doenças caracterizadas por danos no nervo ótico causados principalmente por aumento na pressão dentro do olho – não seguem adequadamente o tratamento necessário. E isso é preocupante, pois a doença é a segunda maior causa de cegueira no mundo.

 

Monitorando, por três meses, um grupo de 196 pessoas com glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão ocular, os pesquisadores descobriram que 44% usam os colírios menos de três quartos das vezes necessárias. E a aderência ruim ao tratamento seria mais comum em afroamericanos, pessoas que admitiam problemas de aderência a medicações, pessoas com falta de entendimento do glaucoma e seu tratamento, pacientes com menos de 50 anos ou mais de 80.

 

“Os médicos precisam perguntar sobre a aderência à terapia e oferecer aos pacientes assistência para descobrir como ser bem sucedido em tomar as medicações da forma prescrita”, concluíram os autores, destacando que só com a descoberta precoce da doença e o tratamento adequado pode-se evitar a perda irreversível da visão.



Escrito por Leandro Perché às 12h14
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Muitos viciados em video games desconhecem seu impacto no sono

Pessoas que se classificam como viciadas em video games dormem menos, mas, geralmente, não reconhecem que seu passatempo pode ser responsável pela falta de sono, segundo pesquisa da Universidade de Arkansas, nos EUA. Segundo os autores, estudos anteriores já indicavam que aqueles que passam horas nos jogos eletrônicos ficam menos tempo na cama, têm maior latência de sono e menos latência REM (período que acontecem os sonhos). 

 

A análise de dados de 137 estudantes universitários – a maioria mulheres – indicou que aqueles que ficavam mais de sete horas por semana jogando no computador ou navegando na internet tiveram maior pontuação em uma escala de falta de sono. “O que nos surpreendeu, porém, foi que, das pessoas que admitiram serem viciadas nesses jogos, apenas um terço reconheceu uma interferência em seu sono”, destacou a pesquisadora Amanda Woolems.

 

Segundo os autores, aqueles que admitiram que o jogo interfere no sono dormiam 1,6 horas a menos nos dias de semana do que os outros jogadores. E aqueles que se disseram viciados em video games dormiam cerca de uma hora a menos. Eles lembram que dormir menos de sete horas por noite atrapalha a atenção e está associado à obesidade e à mortalidade, por isso é importante que os “gamers” saibam da influência de seu passatempo no sono.



Escrito por Leandro Perché às 11h17
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Estudo associa a depressão a um maior risco de diabetes tipo 2

O tratamento da depressão pode melhorar a resistência à insulina em pacientes com diabetes tipo 2, protegendo-os contra as complicações da doença, segundo estudo da Universidade de Connecticut, nos EUA. De acordo com os autores, os resultados sugerem que a depressão é um fator de risco direto para o diabetes tipo 2.

 

Diversos estudos indicam a relação entre as duas condições, mostrando que pessoas com diabetes tipo 2 podem ter duas vezes maior risco de depressão do que a população geral. Porém ainda não estaria claro se há uma ligação direta, ou se a explicação está em fatores comuns, como sobrepeso, má alimentação e sedentarismo.

 

Avaliando 55 pessoas com alto risco para o diabetes, os especialistas notaram um componente biológico na relação – os depressivos tinham maior resistência à insulina, mas, quando tratados com antidepressivos, esses pacientes tinham melhora na sensibilidade à insulina, alcançando o mesmo nível daqueles sem depressão. Eles acreditam que o hormônio do estresse –cortisol – pode cumprir um papel na relação entre as condições.



Escrito por Leandro Perché às 11h10
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Reduzir os carboidratos da dieta pode ser benéfico para o colesterol, diz estudo

Aderir a uma dieta rica em vegetais e pobres em carboidrato pode ser uma boa forma de perder peso e reduzir os níveis de colesterol, segundo estudo publicado no Archives of Internal Medicine. Segundo os autores, esse tipo de alimentação pode ser até melhor do que as dietas pobres em gordura para o controle do colesterol.

 

Os pesquisadores destacam que as dietas pobres em carboidratos cuja fonte de proteína é animal podem levar à perda de peso, mas sem reduzir o colesterol “ruim” (LDL). Por isso, eles recomendam que essas fontes de proteínas sejam substituídas pelos vegetais.

 

Avaliando 47 pessoas com sobrepeso e colesterol alto, os pesquisadores notaram que aqueles que, por quatro semanas, tiveram dieta pobre em carboidratos – 26%, e 31% de proteínas vegetais e 43% de óleos vegetais – tiveram perda de peso similar àqueles com uma dieta de 58% de carboidratos, 16% de proteína e 25% de gordura: cerca de 800 gramas. Porém, a dieta de restrição de proteínas reduziu mais o colesterol “ruim”.



Escrito por Leandro Perché às 11h05
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Quatro em dez usam lentes de contato por mais tempo do que o recomendado

Um estudo recente realizado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, indica que 40% dos usuários de lentes de contato permanecem com as mesmas lentes por mais tempo do que o recomendado, aumentando os riscos de infecções nos olhos.

 

Em pesquisa com mais de 1,6 mil adultos americanos que usavam lentes de contato, os pesquisadores observaram que 59% daqueles que usavam lentes de gel de silicone que devem ser trocadas a cada duas semanas, 29% dos que usavam lentes que devem ser trocadas mensalmente e 15% dos que usavam lentes diariamente descartáveis permaneciam com elas por mais tempo do que o recomendado pelo fabricante.

 

Segundo os autores, o motivo principal dos dois primeiros grupos para manter a lente por mais tempo seria o esquecimento de quando deveriam trocá-las; enquanto, para aqueles que deveriam trocar todos os dias, a razão principal de manter a lente por mais tempo seria a economia. Além disso, 9% dos especialistas admitiram terem recomendado o uso por mais tempo.



Escrito por Leandro Perché às 11h49
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Incidência de câncer colorretal cresce entre pessoas com menos de 50 anos

Apesar de as taxas de cancer colorretal estarem caindo nos Estados Unidos, a incidência dessa doença tem crescido entre os adultos com menos de 50 anos de idade, segundo pesquisa publicada na revista Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention.

 

Avaliando as tendências da incidência do câncer colorretal no período entre 1992 e 2005 entre adultos com idades entre 20 e 49 anos, pesquisadores americanos observaram que as taxas aumentaram 1,5% ao ano em homens e 1,6% entre as mulheres. E o maior aumento se deu na faixa etária entre 20 e 29 anos – 5,2% ao ano para os homens e 5,6% para as mulheres.

 

Embora mais estudos sejam necessários para indicar a razão desse aumento, os autores acreditam que ele pode estar relacionado às crescentes taxas de obesidade e mudanças nos padrões alimentares, com um aumento no consumo de fast food – associado à maior ingestão de carne e menor de leite.



Escrito por Leandro Perché às 11h43
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Começar a beber mais cedo aumenta os riscos associados ao álcool

Começar o consumo de bebidas alcoólicas mais tarde, com mais idade, pode reduzir os impactos negativos do álcool, segundo especialistas do Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos. Entrevistas com mais de 34,6 mil adultos americanos indicaram uma relação entre “começar a beber precocemente e, não apenas involuntariamente, prejudicar a si mesmo sob influência do álcool, mas com prejuízos para outras pessoas”.

 

Os resultados apontam que aqueles que começam a beber aos 16 anos, ou mais cedo, têm mais chances de dirigir sob influência de álcool e de se colocar em situações de risco após beber, comparados àqueles que começam com mais de 21. E começar cedo aumenta os riscos de abuso e dependência.

 

No momento do estudo, os participantes tinham em torno de 45 anos de idade, e foram perguntados sobre seus hábitos atuais de ingestão de álcool e situações de risco. Assim, o levantamento indica que um começo precoce pode afetar as pessoas inclusive na meia idade. Por isso, os autores destacam a necessidade de mais estudos para desenvolver estratégias de redução do consumo de álcool na adolescência.



Escrito por Leandro Perché às 11h31
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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