Especialista explica provável causa de morte de Michael Jackson

O pop star Michael Jackson morreu na tarde dessa quinta-feira após sofrer uma parada cardíaca (a causa da morte será confirmada após autópsia que será realizada nesta sexta). Segundo o serviço de emergência de Los Angeles, os paramédicos atenderam a uma chamada da casa do astro, mas o encontraram desacordado e sem respirar. Após tentativa de ressuscitação cardiorrespiratória, ele foi encaminhado ao hospital da UCLA. A parada cardíaca não é o mesmo que o ataque cardíaco. Nesse evento, o coração deixa de funcionar adequadamente, ocorrendo um distúrbio no ritmo cardíaco, quando os ventrículos do coração batem em uma taxa muito acelerada; o que pode ocorrer por causa de um ataque cardíaco, segundo o cardiologista Douglas Zipes, ex-presidente do American College of Cardiology. A arritmia “previne a contração da câmara inferior e que ela bombeie sangue para o cérebro e para o resto do corpo, e resulta em morte se ela não for revertida dentro de quatro ou cinco minutos, geralmente”. A ressuscitação cardiorrespiratória pode ajudar em uma emergência a manter o fluxo sanguíneo, mas, muitas vezes, é necessário choque com desfibrilador. O especialista destaca que 30% a 50% das paradas cardíacas são o primeiro sinal de doença cardíaca, sem apresentar sinais anteriores. E, como uma doença cardíaca anterior não havia sido anunciada no caso de Michael Jackson, o especialista especula que esse pode ter sido o caso.
Escrito por Leandro Perché às 10h54
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Estar um pouco acima do peso pode prolongar a vida, sugere pesquisa
Um novo estudo de especialistas do CDC (órgão que controla alimentos e medicamentos nos EUA) sugere que pessoas com sobrepeso vivem mais do que aqueles que estão abaixo do peso ideal, do que os obesos e até do que pessoas com o peso considerado normal. E o estudo não é o primeiro a apontar que pessoas que estão apenas um pouco acima do peso – índice de massa corporal entre 25 e 29,9 –, mas não são obesas, vivem mais. Avaliando dados de uma pesquisa nacional canadense com 11 mil adultos, os pesquisadores descobriram que, comparados às pessoas de peso normal, os de baixo peso teriam 73% maior risco de morte; os extremamente obesos teriam 36% maior risco; os obesos, os mesmos riscos; e aqueles pouco acima do peso teriam 17% menos probabilidade de morrer. Os autores explicam que não estão claras as razões desse resultado, mas há teorias. Uma delas é que, como o sobrepeso é fator de risco para várias doenças, eles receberiam tratamentos mais agressivos do que pessoas com peso normal para prevenir condições como doença cardíaca e diabetes. Enquanto mais estudos não confirmam os resultados, os autores recomendam a opção por um estilo de vida saudável, com exercícios e boa alimentação.
Escrito por Leandro Perché às 10h50
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Consumo de álcool é responsável por uma em 25 mortes no mundo, diz estudo

Um estudo da Universidade de Toronto indica que o consumo de álcool é responsável por uma a cada 25 mortes no mundo. De acordo com os especialistas, a média de consumo mundial é de 12 unidades de álcool por semana (o equivalente a oito latinhas de cerveja), podendo chegar a 21,5 unidades em países da Europa. E eles alertam que o efeito do álcool hoje em relação a doenças é similar ao efeito do cigarro há uma década. O levantamento realizado no ano de 2004 indicou que 5% dos anos de incapacidade poderiam ser atribuídos ao consumo de álcool e 3,8% das mortes estariam associadas à bebida. Essas taxas teriam crescido, principalmente por causa do aumento do número de mulheres que bebem. Os especialistas destacam que, apesar dos benefícios do consumo moderado, principalmente para a saúde cardiovascular, os problemas são maiores que os pontos positivos. Além das doenças diretas, como doenças hepáticas, o álcool está associado com outras condições como câncer oral e de garganta, câncer colorretal e de mama, depressão e derrame. Por isso, eles defendem políticas públicas de controle do álcool, como tem ocorrido com o tabagismo.
Escrito por Leandro Perché às 10h40
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Estresse no trabalho pode afetar resultados da gravidez, diz estudo

Mulheres com altos níveis de desgaste no trabalho no início da gravidez correm mais riscos de terem um filho com baixo peso ao nascer, segundo estudo que será publicado na edição de agosto da revista American Journal of Public Health. E os efeitos no peso ao nascer podem ser agravados quando a gestante tem semanas de trabalho mais longas. Os pesquisadores analisaram mais de sete mil mulheres holandesas, que responderam questionários sobre condições de trabalho. E descobriram que aquelas com trabalhos mais desgastantes no primeiro trimestre de gravidez tinham bebês, em média, com 70 gramas a menos do que filhos de mulheres com ocupações mais tranquilas, além de terem 50% maior risco de terem bebês “pequenos para a idade gestacional”. Segundo os autores, os riscos seriam muito maiores para aquelas que trabalham mais de 32 horas semanais em empregos com alta demanda (física ou mental) e/ou pressão de tempo para cumprir tarefas, e com pouca oportunidade de controle do próprio trabalho. E o estresse crônico teria um papel nessa relação, mediada por hormônios como o cortisol e a norepinefrina, que podem atrapalhar o crescimento fetal.
Escrito por Leandro Perché às 11h07
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União Europeia pretende reduzir em 15% as mortes por câncer até 2020
A Europa quer reduzir suas taxas de morte por câncer em 15% até o ano de 2020, segundo anunciou, nesta semana, a comissária de Saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou. Para isso, de acordo com a especialista, os países europeus precisam dobrar a triagem para evitar que haja aumento das taxas de mortalidade com o envelhecimento da população. As estatísticas mostram que 3,2 milhões de europeus morrem por ano vítimas do câncer, segunda maior causa de morte no continente. Os especialistas destacam que o câncer de mama representa 30% das mortes de mulheres com câncer, enquanto o câncer colorretal é responsável por 13% das mortes em homens e mulheres com câncer. Em conferência para a imprensa, a comissária destacou que o objetivo também é reduzir “as imensas” desigualdades entre os 27 países membros, em termos de taxas de mortalidade pelo câncer. De acordo com ela, as ações para alcançar a meta começaram em 2003, “mas apenas 50% do alvo foi alcançado”. Por isso, defende mais esforços dos países, principalmente na triagem do câncer de mama, colorretal e cervical.
Escrito por Leandro Perché às 10h54
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Declínio mental pode reduzir a vida dos idosos, indica estudo

Idosos com problemas de memória ou outros distúrbios da função cognitiva estão sob maior risco de morrer em pouco tempo, segundo estudo publicado este mês no Journal of the American Geriatrics Society. De acordo com pesquisadores britânicos, uma em cinco pessoas com mais de 65 anos sofrem de problemas cognitivos, e vários fatores, como tabagismo e depressão, podem estar envolvidos na menor chance de sobrevivência. A análise de mais de 10,7 mil idosos – 13% com distúrbio cognitivo leve e 2% de moderado a grave – indicou que aqueles com distúrbio cognitivo leve tinham 31% maior risco de morrer do que os que não tinham esses problemas. E, entre aqueles com distúrbios mais graves, o risco era 64% maior. Os pesquisadores destacam que, apesar de diversos estudos mostrarem que maiores níveis de atividades sociais reduzem a mortalidade, isso não teria os mesmos efeitos na mortalidade de pacientes com distúrbios cognitivos. Porém, segundo eles, a vida social deve ser incentivada para todos os idosos como forma de melhorar sua qualidade de vida.
Escrito por Leandro Perché às 10h47
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Manter boa saúde bucal pode ajudar a preservar a memória, sugere estudo

Uma boa higiene bucal pode não apenas reduzir os riscos de doenças na gengiva, como também ajudar a prevenir derrames e perda de memória, segundo estudo da Universidade de West Virginia, nos EUA. Os especialistas ainda pesquisam até que ponto os microorganismos da boca ou a inflamação no sangue são os culpados pela relação entre problemas orais e de memória. O estudo inclui exames orais, testes de memória e exame do sangue de 270 pessoas com mais de 70 anos. E registrou que 23% dos participantes sofriam de problemas de memória de leves a moderados. Segundo os autores, aqueles que têm infecções na boca são mais propensos a problemas de memória. “Se você tem infecção na gengiva, você terá maiores níveis de subprodutos inflamatórios”, destacou o pesquisador Richard Crout. “Estamos procurando por marcadores no sangue que mostram inflamação para ver se há uma ligação com problemas de memória. Gostaríamos de ir ao ciclo completo e realizar uma intervenção – para limpar alguns dos problemas na boca e depois ver se os marcadores inflamatórios vão embora”, explicou o especialista.
Escrito por Leandro Perché às 11h03
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Muitos adolescentes obesos subestimam seu peso, aponta pesquisa
Um estudo realizado recentemente com 448 adolescentes afroamericanos indicou que 40% apresentam sobrepeso ou obesidade, e 27% deles subestimam seu peso. Segundo os especialistas da Universidade Johns Hopkins, o mais preocupante é que mais de 62% dos garotos e 31% das garotas com sobrepeso encarem seu peso como normal ou abaixo do ideal. Além disso, aqueles jovens que, no estudo, disseram estar tentando perder peso (43%) não estariam consumindo dietas mais saudáveis ou aumentando as atividades físicas. De acordo com os autores, os resultados destacam a necessidade de melhorar as orientações para os jovens tentarem perder peso, com a inclusão de mais frutas e verduras na dieta, além do aumento dos níveis de atividades físicas - "indicam que essas crianças precisam de um melhor entendimento sobre o que é um peso corporal saudável".
Escrito por Leandro Perché às 10h51
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Dietas ricas em fibras podem reduzir nível de cálcio em diabéticos, diz estudo

Dietas ricas em fibras são benéficas para os diabéticos pelo fato de ajudar a melhorar os níveis de açúcar no sangue e de colesterol. Porém, segundo estudo publicado este mês na revista Diabetes Care, esse tipo de alimentação pode reduzir levemente os níveis de cálcio nesses pacientes. A análise de 13 pessoas com diabetes tipo 2 indicou que, quando os voluntários passaram seis semanas com uma dieta rica em fibras, eles apresentaram menores níveis de cálcio na urina e no sangue, além de menor absorção do mineral no intestino. “Dietas ricas em fibras oferecem muitas vantagens a pacientes com diabetes, e, portanto, devem ser prescritas, explicaram os autores. “Isso inclui regularidade intestinal, redução no colesterol "ruim" LDL, e melhoras no controle (da glicose). Em lugar de usar fibras processadas, os pacientes devem ser aconselhados a aumentar a fibra na dieta com o consumo de frutas, grãos e verduras”, completaram, destacando que suplementos de cálcio podem ser necessários.
Escrito por Leandro Perché às 10h44
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Solidão pode acelerar processo de envelhecimento, alertam especialistas

Uma vida social ativa pode ajudar a reduzir os efeitos do envelhecimento, particularmente retardando o declínio físico, segundo estudo da Universidade Rush, nos EUA. Analisando 906 idosos por cinco anos, os especialistas notaram que cada ponto a menos no escore de atividade social estava associado a um declínio 33% mais rápido da função motora – incluindo força muscular, coordenação, destreza e equilíbrio. Os resultados indicaram que aqueles com vida social menos ativa tinham um declínio físico equivalente a ser cinco anos mais velho. Segundo os autores, isso representaria 40% maior risco de morte e 65% maior risco de incapacidade. Embora mais estudos sejam necessários para confirmar uma relação de causa e efeito, os pesquisadores destacam que as atividades sociais – como ir a restaurantes, jogar bingo, trabalho voluntário, visitar amigos e família e participar de serviços religiosos – podem ser uma boa forma de retardar o declínio motor e os problemas associados.
Escrito por Leandro Perché às 10h32
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Problemas respiratórios durante o sono aumentam risco de arritmia cardíaca
Homens com mais de 65 anos que sofrem de problemas respiratórios durante o sono podem ter maior risco de ter arritmias cardíacas mesmo se não sofrerem de doença cardíaca, segundo estudo publicado no Archives of Internal Medicine. E, de acordo com especialistas da Universidade Case Western Reserve, nos EUA, essas pessoas têm um maior risco de morte. Avaliando, com polissonografia e eletrocardiografia, quase três mil pessoas, os especialistas notaram que aqueles que tinham apneia central do sono tinham três vezes mais chances de ter fibrilação atrial; e pacientes com respiração de Cheyne-Stokes (outro tipo de apneia frequentemente visto em pessoas com distúrbios neurológicos ou cardíacos) tinham cinco vezes maior risco. Baseados nos resultados, os especialistas recomendam que pacientes com fibrilação atrial sejam avaliados para apneia, principalmente por causa do maior risco de mortalidade de pacientes com insuficiência cardíaca e com problemas respiratórios durante o sono.
Escrito por Leandro Perché às 10h26
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HIV é tão perigoso para o coração quanto o tabagismo e o diabetes, diz estudo

Um novo estudo publicado na revista científica AIDS indica que a infecção pelo HIV aumenta os riscos de infarto e derrame tanto quanto tradicionais fatores de risco, como o diabetes e o tabagismo. Apesar de o tratamento da infecção ser associado ao aumento do colesterol e do diabetes, os resultados do novo estudo mostram que o HIV por si mesmo seria um fator de risco cardiovascular. Usando o ultrassom para avaliar as artérias carótidas de 433 adultos infectados e 5749 adultos similares sem a doença, os especialistas da Universidade da Califórnia descobriram que o estreitamento das artérias era maior entre os infectados com o vírus da aids, aumentando o risco cardiovascular. E análises posteriores mostraram que isso seria efeito independente da infecção. Por isso, os pesquisadores recomendam que os médicos passem a considerar a infecção pelo HIV como um fator de risco para problemas cardiovasculares, pois alguns desses pacientes podem precisar de tratamentos mais agressivos para a redução do colesterol e para controle de outros fatores de risco.
Escrito por Leandro Perché às 10h20
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Componente do chá verde pode retardar câncer de próstata, diz estudo

Uma substância encontrada no chá verde parece retardar a progressão de câncer de próstata, segundo estudo britânico publicado na revista Cancer Prevention Research. Diversos estudos indicam os benefícios do chá contra uma grande variedade de condições, como doença cardíaca e Alzheimer. E a nova pesquisa mostra efeitos da bebida no controle tumores. Avaliando 26 homens com idades entre 41 e 72 anos diagnosticados com câncer de próstata e com cirurgia marcada, os pesquisadores notaram que aqueles que, por mais de 30 dias, tomaram cápsulas contendo um componente do chá verde chamado polifenol E antes da cirurgia apresentaram menores níveis de importantes marcadores que indicam o desenvolvimento do câncer – PSA, VEGF e HGF. Os autores destacam que substâncias presentes no chá verde, principalmente polifenóis, “podem ter o potencial de reduzir a incidência e retardar a progressão do câncer de próstata”, e poderiam ser base de medicamentos para a prevenção da doença. Porém, a quantidade ingerida no estudo seria o equivalente a 12 xícaras diárias, mostrando que o consumo da bebida para a prevenção não seria indicada.
Escrito por Leandro Perché às 10h06
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Suplementos de antioxidantes podem retardar perda de visão em idosos
Um estudo realizado na Irlanda indicou que suplementos de vitaminas podem retardar a perda de visão em idosos. De acordo com especialistas da Universidade de Queen, os antioxidantes podem ajudar a evitar a progressão da degeneração macular relacionada à idade. A análise, que incluiu 400 pessoas, indicou que aqueles que tomavam altos níveis de suplementos dos carotenoides luteína ou zeaxantina, contendo também zinco, e as vitaminas C e E, conseguiam preservar os pigmentos maculares, que ajudam a proteger a retina. Por outro lado, pacientes que tomaram placebo tiveram declínio progressivo nos níveis desse pigmento. “Essas descobertas são importantes porque este é o primeiro teste clínico randomizado e controlado a documentar um efeito benéfico através da melhora da função e da manutenção dos pigmentos maculares”, concluíram os autores.
Escrito por Leandro Perché às 10h02
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Artrite atrapalha o sono das mulheres, indica estudo

Os sintomas da artrite reumatoide – doença inflamatória das articulações – podem atrapalhar consideravelmente o sono das mulheres, segundo estudo apresentado este mês no congresso Sleep 2009. Segundo especialistas da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, o sono delas é afetado pela dor, depressão e adesão ruim aos medicamentos para tratar a artrite. Os resultados de uma pesquisa com 133 mulheres com artrite reumatoide indicaram que problemas com o sono são comum entre as pacientes com a condição. O tempo decorrido desde o diagnóstico da artrite, a atividade da doença, os graus de dor, sintomas depressivos e a adesão ao tratamento estavam associados a uma pior qualidade de sono nas mulheres com artrite. “Tratar a depressão em mulheres com artrite reumatoide pode não apenas melhorar o sono, mas também melhorar a dor e a adesão às medicações”, destacaram os autores. Porém mais estudos são necessários para confirmar essas relações.
Escrito por Leandro Perché às 09h56
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