Você sabe qual é o ritmo do seu coração?

As Arritmias Cardíacas, sendo a mais comum a fibrilação atrial (FA), afetam seriamente a qualidade de vida das pessoas e aumentam o risco de acidente vascular cerebral (derrame), dobrando o risco de mortalidade. Nem sempre as arritmias cardíacas provocam sintomas e alguns tipos mais graves podem levar à morte súbita.

No caso da fibrilação atrial (FA), arritmia mais comum e freqüente na prática clínica, uma pesquisa feita em 11 países, inclusive o Brasil, com 810 cardiologistas e 825 pacientes com FA, mostrou que o tempo médio desde o primeiro sintoma da doença até o diagnóstico da FA do paciente gira em torno de 2,6 anos.  O levantamento foi realizado com apoio de sociedades médicas internacionais como World Heart Federation, Atrial Fibrillation Association, entre outras. Estes dados mostram que a falta de informação sobre as arritimias cardíacas é um dos principais problemas relacionados ao diagnóstico tardio.

Na tentativa de esclarecer e conscientizar a sociedade sobre o problema, a  Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), com apoio da Sanofi-Aventis, promoverá uma iniciativa de mobilização nacional no dia 14 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

O evento contará com a presença de profissionais de saúde que estarão à disposição para orientar o público com folhetos informativos, testes de eletrocardiograma para avaliar o ritmo do coração e medição da pressão arterial. 



Escrito por Giselle Aparecida às 12h14
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Aumenta a sobrevida de um portador de HIV em tratamento

 

Na mesma semana em que foi decodificada a estrutura completa do genoma do HIV-1, a variante mais disseminada do vírus da doença, responsável por 70% dos casos fatais de AIDS, um editorial da revista BMJ (British Medical Journal) reavaliou a mortalidade atual da doença, em face de novas terapias antirretrovirais.

 

O fato é que a introdução da terapia anti-retroviral na década de 1990 transformou a vida das pessoas com HIV e AIDS. O que foi outrora uma doença rapidamente progressiva, com uma esperança de vida muitas vezes medida em meses, tornou-se agora mais uma doença crônica onde tratamentos eficazes, bem tolerados, e amplamente disponíveis permitem que as pessoas afetadas levem suas  vidas de modo relativamente normal.

 

Segundo o editorial da revista, noventa anos atrás um avanço terapêutico semelhante, o isolamento da insulina, transformou a vida de pessoas com diabetes tipo 1. Agora, modelos baseados em dados empíricos estimam que uma pessoa com 25 anos de idade e portadora do HIV, quando adequadamente tratada com terapia antirretroviral, pode esperar desfrutar de uma sobrevida média de 35 anos, muito semelhantes à sobrevida de um indivíduo da mesma idade com diabetes tipo 1.

Leia mais:

·         O editorial está disponível para assinantes do BMJ à partir do link http://www.bmj.com/cgi/content/extract/338/jun18_1/b2165

·         Leia mais sobre a codificação do genoma do HIV-1 na revista Veja desta semana em www.veja.com.br

·         Leia mais sobre o HIV em Boa Saúde, em http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID=-1&Search=HIV&LibDocID=4403

·         Leia sobre o HIV em Bibliomed (para assinantes), em http://bibliomed.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=5855&mode=browse , ou digite “HIV tratamento” e faça uma busca no site (no campo de Busca).



Escrito por Marco Tulio Baccarini Pires às 13h08
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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