"Barriga de chope" não depende do quanto, mas de como se bebe, diz estudo

A chamada “barriga de chope” não depende tanto da quantidade de álcool que você consome, mas de como você bebe, segundo estudo apresentado esta semana no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. De acordo com os autores, quem bebe muito em um só dia no mês parece ter maior circunferência de cintura do que aqueles que bebem em maior quantidade no mês, mas dividindo em vários dias. Em pesquisa com 28,5 mil pessoas na meia-idade, os voluntários que bebiam 80 gramas de álcool de uma só vez pelo menos uma vez por mês tinham circunferência da cintura maior do que aqueles que tomavam a mesma quantidade no decorrer de uma semana.

 

Os pesquisadores destacam que o tipo de bebida não afetaria os riscos de ter maior circunferência da cintura, ou seja, tomar cerveja não aumentaria mais a barriga do que o consumo de vinho ou licor. A quantidade consumida não teria influência no peso do homem, além de ter pouco efeito sobre o peso das mulheres. E, apesar de aqueles que bebem em excesso de uma só vez terem maior circunferência da cintura, isso não significa que eles sejam mais pesados do que pessoas que não costumam exagerar.

 

Baseados nos resultados, os autores alertam que a obesidade abdominal é um fator de risco para diabetes e doença cardiovascular. “As descobertas de que a bebedeira é associada à obesidade abdominal é importante para nosso entendimento da relação entre o excesso de bebida e essas doenças”.



Escrito por Leandro Perché às 12h19
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Muitas crianças usam remédios anti-obesidade aprovados apenas para adultos

Um estudo recentemente publicado no British Journal of Clinical Pharmacology traz mais uma preocupação para a sociedade no contexto do combate à obesidade infantil. Realizada no Reino Unido, a pesquisa indica que milhares de crianças e adolescentes da região têm usado medicamentos para perder peso que são aprovados apenas para uso em adultos. E, segundo os autores, essa prática altamente questionável não é exclusividade do Reino Unido.

 

Usando dados de uma pesquisa que cobria 5% da população do Reino Unido, os pesquisadores descobriram que, no período entre os anos de 1999 e 2006, o número de crianças e adolescentes que receberam prescrições de drogas aprovadas somente para os adultos cresceu em 15 vezes – de 0,06% para 0,9%. E, na maioria dos casos, o paciente havia interrompido o uso da droga antes de ter qualquer benefício.

 

“É possível que os medicamentos estejam sendo dados inapropriadamente, ou que eles tenham efeitos colaterais excessivos que façam os jovens interromperem seu uso. Por outro lado, eles podem esperar que essas drogas façam um milagre de ‘rápida solução’, e param de usá-las quando a rápida perda de peso não ocorre”, destacou o pesquisador Russell Viner. Por isso, os especialistas recomendam que intervenções no estilo de vida, como uma alimentação balanceada e exercícios, sejam as primeiras abordagens para tratar a obesidade infantil, e destacam a necessidade de mais estudos para avaliar eficácia e segurança do uso dessas drogas em crianças.



Escrito por Leandro Perché às 12h06
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Cerca de 15% das crianças na pré-escola têm depressão, alertam especialistas

Um estudo que reuniu especialistas canadenses, americanos, irlandeses e franceses indica que a depressão e a ansiedade afetam até 15% das crianças na pré-escola. Publicada no Journal of Child Psychology and Psychiatry, a pesquisa mostrou também que as crianças que apresentam esses problemas têm maior probabilidade de ter mães com histórico de depressão.

 

Os pesquisadores avaliaram, anualmente, mais de 1,7 mil estudantes da pré-escola nascidos na cidade de Quebec, no Canadá, e as informações passadas pelas mães. E descobriram que, já com um ano de idade, há indicações de quais crianças têm maior risco de desenvolver altos níveis de ansiedade e depressão no futuro. “Um temperamento difícil aos cinco meses e um histórico de depressão maior na mãe foram os mais importantes preditores de depressão e ansiedade em crianças”, destacou a pesquisadora Sylvana M. Côté, da Universidade de Montreal.

 

Baseados nos resultados, os pesquisadores ressaltam a necessidade de maior atenção para os sintomas depressivos e de ansiedade nos primeiros cinco anos de vida da criança. “Intervenções preventivas devem ser experimentadas com as crianças em risco e seus pais”, concluíram os autores.



Escrito por Leandro Perché às 11h49
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Manter o peso após os 20 anos pode prevenir câncer de próstata, diz estudo

Homens que ganham peso a partir dos 20 anos de idade enfrentam um maior risco de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que conseguem manter o peso da juventude, segundo estudo publicado na edição de setembro da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention. E os resultados mostraram uma significativa diferença racial nessa relação, com o aumento de peso se mostrando mais perigoso para os homens brancos.

 

Avaliando cerca de 84 mil homens americanos na meia-idade e idosos, acompanhados por uma década, os pesquisadores notaram que, comparados àqueles que ganharam menos de 4,5 kg desde os 21 anos, os homens brancos que haviam ganhado mais peso tinham o dobro do risco de serem diagnosticados com câncer de próstata avançado ou agressivo. Entre os negros, essa relação foi observada apenas para aqueles que ganharam mais de 11 kg e apenas para tumores em fase inicial ou menos agressivos.

 

De acordo com os autores, o excesso de gordura corporal pode aumentar os riscos da doença, teoricamente, alterando os níveis de vários hormônios, incluindo a testosterona e a insulina, e através de outros efeitos metabólicos. Por isso, os autores recomendam que “homens de peso normal de todos os grupos étnicos/raciais devem ser encorajados a evitar o ganho de peso, e homens que têm sobrepeso ou são obesos devem ser encorajados a perder peso, para uma boa saúde geral”.



Escrito por Leandro Perché às 11h44
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Dançar tango pode ajudar pessoas com doença de Parkinson e Alzheimer

Muitos hospitais e clínicas psiquiátricas em todo o mundo estão utilizando o tango – tradicional estilo de dança originário da Argentina – para o tratamento de doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e a doença de Alzheimer, além de outros problemas de saúde mental e física. Em reportagem publicada esta semana na Reuters, especialistas destacam que a prática melhora o equilíbrio, a autoestima, a coordenação motora e até a memória desses pacientes.

 

De acordo com a reportagem, a dança é utilizada na Itália e na Austrália para o tratamento das duas doenças degenerativas, além de fobias e traumas gerados pela separação de um casal. Nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que as aulas de tango têm bons resultados no equilíbrio dos pacientes com doença de Parkinson. Os passos complexos da dança teriam ajudado a memória de pacientes na Grã-Bretanha, e a interação entre os parceiros está sendo utilizada em terapias para casal na Itália.

 

“O tratamento não é apenas terapia e medicamentos, é dar a eles (pacientes) um bom momento para curtir a si mesmos, destacou a psicóloga Trinidad Cocha, que ensina tango semanalmente no Hospital Borda, em Buenos Aires. “Eles relaxam, e todos os rótulos desaparecem. Não somos mais médicos, enfermeiros, músicos ou pacientes. Somos apenas dançarinos de tango”, complementa a especialista. Porém mais estudos são necessários para confirmar os benefícios clínicos da dança e os mecanismos envolvidos.



Escrito por Leandro Perché às 12h22
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Depressão na adolescência pode levar a problemas de saúde mental mais tarde

Adolescentes que apresentam sintomas de depressão correm mais risco de ter problemas de saúde mental mais tarde, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos EUA. Avaliando 750 pessoas, os pesquisadores descobriram que ansiedade, depressão severa e transtornos alimentares eram mais comuns em pessoas com idades entre 20 e 30 anos que já haviam sofrido depressão menor na adolescência.

 

A pesquisa incluiu entrevistas dos participantes quando tinham entre 14 e 16 anos, e na idade adulta. E as análises indicaram que aqueles que apresentaram depressão menor na adolescência – 8% dos participantes – tinham, na idade adulta, duas vezes e meia mais chances de ter agorafobia, ansiedade e transtorno obsessivo compulsivo, além de três vezes maior risco de anorexia ou bulimia.

 

Baseados nos resultados, os pesquisadores defendem políticas públicas e iniciativas da sociedade para assegurar que professores, assistentes sociais, entre outros profissionais, saibam identificar os sinais de depressão na criança, para que o problema possa ser resolvido antes do momento crítico. Sintomas como tristeza, perda de interesse em atividades antes prazerosas, problemas de sono e falta de concentração por pelo menos duas semanas devem ser considerados por pais e profissionais de saúde.



Escrito por Leandro Perché às 12h15
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Comer devagar pode ajudar a reduzir consumo de calorias, aponta estudo

Um estudo da Universidade de Wageningen, na Holanda, confirma que comer devagar - colocando menores porções de comida na boca e mastigando-a por mais tempo - pode reduzir a ingestão de calorias, ajudando na perda de peso. De acordo com os autores, essa prática faz com que as pessoas se sintam satisfeitas mais rapidamente, fazendo-as comer menos. 

 

Foram avaliados oito homens e 14 mulheres saudáveis com média de 21 anos de idade, que passaram a consumir uma quantidade regulada de pudim de chocolate por um tubo de silicone. Cada participante foi colocado em diversas situações diferentes: escolha pessoal do tamanho da mordida com a escolha do tempo de mastigação – três ou nove segundos; e mordida pequena ou grande, ambas permanecendo três ou nove segundos com o alimento na boca.

 

As análises mostraram que porções menores de comida na boca e mastigadas por mais tempo estavam associadas a um menor consumo de alimentos de forma geral. A ingestão de pudim foi, em média, 42 gramas menor para aqueles que permaneceram com o alimento na boca por nove segundos. Baseados nesses resultados, os pesquisadores recomendam essa prática no combate à obesidade. Porém, mais estudos são necessários para avaliar outros tipos de alimento em uma situação real.



Escrito por Leandro Perché às 12h33
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Especialistas revelam os sinais que podem indicar o câncer de ovário

Sete sintomas frequentemente reportados por médicos podem estar associados com o câncer de ovário, desmistificando a ideia de que essa doença “mata silenciosamente”, segundo especialistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido. “O câncer ovariano não é silencioso, ele é ruidoso. Apenas não somos muito bons em decifrar o ‘barulho’”, disse o pesquisador William Hamilton, destacando que a doença representa 4% dos cânceres em mulheres e tem o pior prognóstico entre os cânceres ginecológicos.

 

Examinando dados de 212 mulheres com mais de 40 anos de idade e com diagnóstico de câncer de ovário, e de 1060 mulheres saudáveis, os especialistas observaram sete sintomas frequentemente associados à doença: distensão abdominal (aumento progressivo do abdômen), maior frequência urinária, dor abdominal, sangramentos na pós-menopausa, perda de apetite, sangramentos no reto e inchaço abdominal. Dentre eles, o com maior valor indicativo de câncer ovariano seria a distensão abdominal – 2,5%, ou seja, uma a cada 40 mulheres com esse sintoma teria a doença.

 

As análises mostraram também que a dor e a distensão abdominal, assim como uma maior frequência urinária eram reportados pelo menos seis meses antes do diagnóstico. Baseados nesses resultados, os pesquisadores recomendam que as mulheres fiquem atentas a esses sintomas, e que aquelas que têm histórico familiar passem por exames regulares para que a doença seja diagnosticada em fases iniciais, facilitando o tratamento.



Escrito por Leandro Perché às 12h27
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Estudo associa infelicidade e falta de esperança ao risco de aterosclerose

Os sentimentos de infelicidade e falta de esperança podem ser fatores de risco para derrame em mulheres, segundo estudo publicado este mês na revista científica Stroke. De acordo com os autores, mesmo entre aquelas que são aparentemente saudáveis, a “desesperança crônica” aumenta as chances de formação de placas nas artérias do pescoço, o que pode desencadear um derrame.

 

Avaliando 559 mulheres com média de idade de 50 anos e sem sinais de doença cardíaca, os pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, observaram que “mulheres que experimentam sentimentos de ‘desesperança’ podem ter maior risco de futura doença cardíaca e derrame”. Com o uso do ultrassom, foi observado um maior espessamento das artérias do pescoço – aterosclerose – em mulheres que relatavam mais sentimentos negativos sobre seu futuro e objetivos pessoais.

 

Os pesquisadores destacam que essa relação ocorreria independentemente de idade, renda, fatores de risco cardiovascular e até de sintomas de depressão. Apesar de mais estudos serem necessários para entender os mecanismos fisiológicos dessa relação, os pesquisadores ressaltam que os sentimentos negativos podem ser fatores de risco para doenças cardiovasculares e, por isso, nesses casos, as mulheres devem procurar ajuda profissional.



Escrito por Leandro Perché às 12h24
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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