Prática de ioga pode ajudar contra dores lombares, aponta estudo

A prática de uma forma terapêutica de ioga, enfatizando o alinhamento adequado do corpo, pode ajudar a amenizar dores nas costas, segundo novo estudo publicado na revista médica Spine. Avaliando 90 adultos com idades entre 18 e 70 anos e que apresentavam dores lombares, os pesquisadores observaram que o grupo que praticou ioga por 24 semanas teve melhores resultados em relação à dor e à mobilidade, além maior redução nos sintomas de depressão, comparados àqueles que fizeram tratamento convencional. Os resultados não indicam que qualquer tipo de ioga pode ajudar contra as dores nas costas. No estudo foi utilizada uma ioga terapêutica chamada lyengar, que foi monitorada por um profissional certificado para esse tipo de abordagem contra lombalgias. Por isso, os autores recomendam que os interessados nesse tipo de terapia procurem profissionais com experiência em ajudar os pacientes a ajustar as posturas às suas necessidades. De acordo com os especialistas há uma lógica na escolha das posições e sequências de ioga utilizadas no estudo. Devido ao fato de que todos os músculos que agem sobre a pélvis podem afetar a dor lombar, as aulas foram focadas nesses músculos, com posturas que “abriam” os quadris e alongavam a parte de trás das pernas. “Acreditamos que os pacientes com lombalgia precisam estar engajados na sua recuperação”, concluíram os autores.
Escrito por Leandro Perché às 11h19
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Estudo confirma importância das frutas e verduras para a saúde cognitiva

Um estudo da Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha, traz mais evidências de que o consumo de frutas, verduras e legumes pode melhorar o aprendizado, a memória e o raciocínio de pessoas saudáveis. Avaliando 193 pessoas com idades entre 45 e 102 anos, os pesquisadores observaram que aqueles com a maior ingestão diária de vegetais (cerca de 400g) tinham maior nível de antioxidantes, menores indicadores de danos oxidativos e melhor desempenho cognitivo do que aqueles que consumiam menos de 100g de frutas e verduras por dia. De acordo com os autores, é reconhecida a forte associação entre a ingestão de frutas e hortaliças e as defesas de antioxidantes naturais do corpo contra os radicais livres, além do fato de a má nutrição estar relacionada a um maior risco de problemas cognitivos. “Com esse trabalho, mostramos uma múltipla associação entre a ingestão de frutas e vegetais, as defesas antioxidantes e o desempenho cognitivo na ausência de doenças e independentemente da idade”, disse a pesquisadora Cristina Polidori, da Universidade de Bochum. Baseados nos resultados, os especialistas recomendam melhorar a nutrição, com o aumento do consumo de frutas, verduras e legumes, como forma de prevenção à demência e outros problemas cognitivos. E mais estudos estão sendo planejados para confirmação, incluindo maior amostra e pacientes com doença de Alzheimer em vários estágios e com problemas cognitivos leves.
Escrito por Leandro Perché às 11h13
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Restrição do sal na dieta economizaria bilhões de dólares nos EUA

Se os americanos consumissem a quantidade diária recomendada de sal, os Estados Unidos não teriam tantos casos de pressão alta, o que poderia reduzir em bilhões de dólares os gastos de saúde, segundo levantamento publicado na edição de setembro/outubro do periódico American Journal of Health Promotion. Pelo fato da alta ingestão de sódio ser associada à hipertensão e às suas complicações, como doença cardíaca e renal, o Instituto de Medicina americano recomenda o consumo de, no máximo, 2300 mg de sódio por dia. Porém, a média dos americanos é 1000 mg a mais do que o indicado. Usando dados de uma pesquisa de saúde do governo realizada entre 1999 e 2004, os especialistas da organização de pesquisa Rand calcularam o potencial de benefícios financeiros e em saúde de se fazer com que todos os americanos sigam as recomendações de ingestão de sódio. E estimaram que isso representaria 11 milhões menos casos de pressão alta por ano e uma queda de US$18 bilhões nos gastos no tratamento da hipertensão e de problemas cardiovasculares no país. Os especialistas destacam, porém, que não é fácil fazer com que os americanos reduzam seu consumo de sal, visto que grande parte do sódio ingerido não vem dos saleiros, mas de alimentos prontos e embalados e em refeições servidas em bares e restaurantes. Por isso, eles ressaltam o interesse em explorar os efeitos do corte do sódio nos restaurantes e nos alimentos processados. Mas, enquanto isso, eles recomendam que as pessoas consultem atentamente as informações das embalagens e escolham opções com menos sódio e mais saudáveis.
Escrito por Leandro Perché às 12h02
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Atividades físicas beneficiam idosos que têm tonturas, indica estudo

Fazer caminhadas regularmente pode ajudar os idosos a reduzir os episódios de vertigem e desmaios, tão comuns na terceira idade, segundo estudo da Universidade Lund, na Suécia. De acordo com os especialistas, metade das mulheres e 40% dos homens com mais de 75 anos têm tontura, que afeta significativamente sua qualidade de vida, mas a prática de atividades físicas parece beneficiar os idosos também nesse sentido. Avaliando mais de 4,3 mil idosos, os pesquisadores observaram que os quase dois mil que apresentaram episódios de vertigem durante os três meses anteriores reportavam pior qualidade de vida física e mental e eram duas vezes mais propensos a quedas. Além disso, mais de 40% desses idosos disseram se sentir desanimados ou depressivos, comparados com apenas 13% dos participantes que não tinham vertigens. Porém, as análises mostraram que a prática de atividades físicas, sejam elas leves ou mais pesadas, poderia beneficiar as pessoas que sofrem de vertigem, melhorando sua qualidade de vida. Segundo os autores, mesmo as pequenas coisas, como lavar pratos e roupas, fazer uma leve caminhada ao ar livre ou mexer no jardim, seria “bom para reduzir o risco de qualidade de vida ruim” e os riscos de queda entre esses idosos.
Escrito por Leandro Perché às 11h56
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Dormir em camas separadas pode ser o melhor para a saúde do casal

Um estudo da Universidade de Surrey, no Reino Unido, indica que os casais que compartilham a cama sofrem 50% mais problemas de saúde e de relacionamento do que aqueles que dormem em camas separadas. Segundo os autores, o fato de o casal dormir junto pode causar brigas por causa do ronco do parceiro ou disputas pelo cobertor, levando à perda considerável das horas de sono. Os pesquisadores destacam que, apesar de haver uma relação bem estabelecida entre problemas de sono e depressão, doenças cardiovasculares, problemas pulmonares, acidentes e divórcio, o tema não é visto como um tema importante da saúde. Por isso, o especialista Neil Stanley indica que as pessoas façam como antes da Revolução Industrial, quando aos casais dormiam em camas separadas e usavam o leito conjugal apenas para as relações sexuais. "Depende do que satisfaz as pessoas. Se elas dormem juntas e ambas dormem muito bem, não devem mudar isso, mas elas não devem ter medo de agir de maneira diferente".
Além disso, o sociólogo Robert Meadows, que também participou do estudo, ressalta que a pesquisa com 40 casais traz evidências que contradizem a ideia de algumas pessoas que relatam a sensação de dormir melhor quando estão com o parceiro. Porém mais estudos são necessários.
Escrito por Leandro Perché às 11h17
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Drogas de controle do colesterol podem ajudar contra doença pulmonar

As estatinas, drogas reconhecidamente benéficas para pacientes com doença cardiovascular e colesterol alto, podem ajudar também a amenizar os sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica e melhorar qualidade de vida dos pacientes, segundo estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá.
Revisando dados de nove estudos sobre a relação entre estatinas e doenças como bronquite crônica e enfisema pulmonar, os pesquisadores descobriram que cada trabalho apresentava pelo menos um benefício da droga em pacientes com essas doenças. Três estudos indicaram uma redução na exacerbação desses problemas pulmonares; dois mostraram redução na mortalidade; e outros três, melhora em todas as causas de mortalidade. Outros ainda apontaram benefícios na função pulmonar, na capacidade de se exercitar, e no número e na duração das intubações associadas à condição.
Em artigo publicado na edição de setembro da revista especializada Chest, os especialistas concluíram que, apesar das estatinas terem se mostrado promissoras para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, mais estudos são necessários para confirmação dos resultados e para desvendar os mecanismos responsáveis por esse efeito.
Escrito por Leandro Perché às 11h13
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Exercícios físicos são benéficos para pessoas com glaucoma, aponta estudo

Pessoas que sofrem de glaucoma – segunda maior causa de cegueira no mundo, marcada pelo aumento da pressão intraocular – podem praticar atividades físicas sem medo de piorar a doença, segundo novo estudo da Universidade de Thessaloniki, na Grécia. De acordo com os autores, algumas pessoas acreditam, erroneamente, que os exercícios podem aumentar a pressão, contribuindo para a progressão da doença. Para analisar os efeitos dos exercícios na pressão dentro dos olhos, os especialistas avaliaram 45 pacientes com glaucoma que faziam exercícios aeróbicos regularmente com ou sem uso dos colírios específicos e 100 pessoas saudáveis. E observaram que, na verdade, havia uma significativa redução da pressão intraocular após os exercícios. Esse efeito ocorria tanto em pessoas saudáveis quanto nos dois grupos dos pacientes com glaucoma. Baseados nos resultados, os pesquisadores destacam que os exercícios aeróbicos moderados, como caminhada, são benéficos e devem ser recomendados para pessoas com glaucoma. “O próximo passo de nossa pesquisa é identificar como outros tipos de exercício afetam a pressão intraocular, especialmente em pacientes sob medicação”, concluíram.
Escrito por Leandro Perché às 11h33
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Infecções e lesões podem piorar perda de memória em pessoas com Alzheimer

Pegar uma gripe ou ter uma infecção de estômago pode ser um problema ainda maior para pessoas com doença de Alzheimer. Um estudo publicado nesta terça-feira na revista Neurology indica que infecções respiratórias, gastrointestinais, ou mesmo contusões e inchaços, podem aumentar a perda de memória de pessoas com a doença neurodegenerativa. Segundo os autores, essa relação pode ser mediada pelo aumento nos níveis do fator de necrose tumoral alfa – proteína envolvida nos processos inflamatórios. Avaliando testes de sangue e habilidades cognitivas de 222 pessoas com a doença, realizados várias vezes durante seis meses, os pesquisadores notaram que aqueles que haviam sofrido infecções ou lesões no período apresentavam uma taxa de perda de memória duas vezes maior. E aqueles com maiores níveis da proteína inflamatória no sangue tinham quatro vezes maior perda de memória, podendo chegar a dez vezes, em caso de infecções. Os pesquisadores não encontraram evidências de que pessoas com demência mais severa sejam mais propensas a ter infecções ou lesões. E eles destacam que mais estudos são necessários para confirmação e para entender o papel do fator de necrose no cérebro, o que poderia levar a novas abordagens para a redução do declínio cognitivo causado pela doença.
Escrito por Leandro Perché às 11h22
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