Depressão pode prejudicar a saúde óssea, alertam especialistas

Pessoas que sofrem de depressão têm mais chances de ter baixa densidade mineral óssea, condição que aumenta os riscos de osteoporose e fraturas, segundo estudo israelense publicado este mês na revista Biological Psychiatry. De acordo com os autores, nos últimos 14 anos, pesquisas amplas têm associado a depressão maior à perda óssea.

 

Avaliando 23 desses estudos, envolvendo mais de 2,3 mil pessoas com depressão e 21 mil sem esse problema, os pesquisadores notaram que, de forma geral, os depressivos tinham ossos menos densos, ou mais fracos, além de maiores níveis de marcadores de reabsorção óssea.

 

Baseados nessas descobertas e em estudos anteriores, os pesquisadores propõe “que todos os indivíduos psiquiatricamente diagnosticados com depressão maior estão em risco de desenvolver osteoporose, com as mulheres depressivas – particularmente aquelas na pré-menopausa – mostrando um maior risco do que o homem. Por isso, segundo os especialistas, pessoas com depressão deveriam ter sua densidade mineral óssea checada periodicamente.



Escrito por Leandro Perché às 10h16
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Derrames em crianças são muito mais comuns do que se acreditava, diz estudo

Derrames em crianças são raros – cerca de 2,4 por 100 mil crianças por ano nos Estados Unidos –, mas é de duas a quatro vezes mais frequente do que se pensava, segundo estudo publicado na última edição da revista Stroke. De acordo com especialistas da Universidade da Califórnia, apesar de não ser muito frequente, a condição merece atenção especial, por ser uma importante causa de incapacidade na criança.

 

As estimativas anteriores eram baseados em pesquisas de códigos diagnósticos de hospitais, o que, segundo os especialistas, perdia muitos casos de derrame nas crianças. No novo levantamento, foram pesquisados registros de 2,3 milhões de crianças e adolescentes com menos de 20 anos da base de dados da instituição médico-científica Kaiser Permanente. A partir disso, foram avaliados não apenas os diagnósticos, mas expressões chave nos relatórios radiológicos e registros médicos.

 

“Nossa taxa geral de incidência de derrame isquêmico de 2,4 por 100 mil pessoas-ano é duas a quatro vezes maior do que a estimativa anteriormente publicada em crianças nos Estados Unidos que também incluiu derrames perinatal” concluiu a pesquisadora Nidhi Agrawal.



Escrito por Leandro Perché às 10h11
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Estudo associa barulho do trânsito a um maior risco de pressão alta

Ficar preso no trânsito pode aumentar sua pressão arterial temporariamente, porém morar perto de uma rua ou avenida muito movimentada aumenta os riscos de desenvolver pressão alta de longo prazo, segundo estudo sueco publicado na revista especializada Environmental Health. Avaliando mais de 24 mil pessoas com idades entre 18 e 80 anos, os pesquisadores observaram que aquelas que viviam próximas a vias barulhentas eram mais propensas a ter hipertensão.

 

Entre as pessoas com idades de 40 a 59 anos, aqueles expostos aos mais altos níveis de ruídos do tráfego – média de mais de 64 decibéis – eram quase duas vezes mais propensas a relatar pressão alta. Aproximadamente 28% desses participantes apresentavam pressão alta, contra apenas 17% daqueles que viviam em ruas mais tranquilas. E, embora os efeitos não tenham sido tão marcantes nos mais jovens, o padrão seria similar.

 

De acordo com os autores, os resultados aumentam as evidências de que a exposição crônica ao ruído pode representar um problema de saúde não só para os ouvidos. Outros estudos anteriores mostram que pessoas que vivem perto de aeroportos ou trabalham em ambientes barulhentos tem maior risco de pressão alta e infarto. A teoria é que o barulho sinaliza ao corpo uma situação estressante, assim, a exposição crônica poderia causar o aumento na produção de hormônios do estresse, no ritmo cardíaco e na pressão.



Escrito por Leandro Perché às 12h34
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Componente do melão pode ajudar a combater o estresse, aponta estudo

Cientistas franceses podem ter descoberto uma forma natural de combater o estresse – o consumo de melão. Em estudo recentemente publicado no Nutrition Journal, os especialistas destacam que um componente da fruta, chamado superóxido dismutase, tem propriedades antioxidantes benéficas que previnem o dano oxidativo nas células e tecidos.

 

Nos testes, os pesquisadores observaram significativo efeito placebo em 35 voluntários que receberam uma cápsula sem princípios ativos, mas que durou apenas os primeiros sete dias de estudo. Por outro lado, aqueles que receberam pílulas com a enzima reportaram efeitos duráveis e mais fortes na redução dos sintomas de estresse e fadiga. Além disso, a enzima pareceu melhorar a concentração, reduzir a sensação de cansaço e irritabilidade e melhorar problemas de sono.

 

Os autores destacam, porém, que os resultados não provam ainda que o consumo da fruta, ou mesmo de um suplemento com o componente, possa reduzir o estresse e a fadiga. Assim, pesquisas maiores e de longo prazo são necessárias para confirmação.



Escrito por Leandro Perché às 12h29
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Consumo de carnes pode proteger contra incapacidade na velhice, indica estudo

Um novo estudo realizado no Japão pode representar a redenção para o consumo de carnes, muitas vezes associado a um maior risco de diversos problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Em pesquisa com mais de 2,3 mil pessoas, especialistas da Universidade de Kyoto descobriram que comer carne pelo menos a cada dois dias durante a meia idade pode ajudar as pessoas a se manterem independentes nas atividades diárias durante a velhice.

 

Os pesquisadores avaliaram o consumo de carne, peixes e ovos, além de outros fatores do estilo de vida, de pessoas que tinham entre 47 e 59 anos no início do estudo, e, após 19 anos de acompanhamento, foi observada a capacidade dos participantes de realizar as atividades diárias, como comer, se vestir, tomar banho e se movimentar sem ajuda de outras pessoas. E os resultados indicaram que apenas o consumo de carne na meia idade estava associado a uma maior independência dos participantes na velhice.

 

Embora mais estudos sejam necessários para confirmação dos resultados e para indicar as razões dessa relação, os especialistas destacam que essa associação faz sentido na medida em que a ingestão de carnes nos níveis relatados no estudo ajuda na preservação da massa muscular na velhice, o que ajudaria os idosos a realizar as tarefas diárias.



Escrito por Leandro Perché às 11h29
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Idosos que dormem demais podem ter maior risco de demência, diz estudo

Dormir muito pode ser agradável e restabelecedor, mas, de acordo com um novo estudo espanhol, pode também significar maior risco de demência em idosos. Em pesquisa com 3,3 mil idosos, acompanhados por três anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que dormem nove horas ou mais por dia, incluindo cochilos, teriam duas vezes mais chances de desenvolver demência do que aqueles que passam apenas sete horas na cama.

 

Apesar de terem observado essa relação, os autores destacam que não há provas de que dormir demais contribui para os problemas cognitivos. Uma das possibilidades, segundo os autores, é que fadiga e sono em excesso podem ser sinais iniciais da doença. Outras explicações possíveis seria o fato de que alguns problemas de saúde que aumentam a necessidade de dormir também contribuiriam para a demência; e a possibilidade de que o fato de dormir em excesso por si mesmo aumentaria os riscos.

 

Baseados nos resultados, os pesquisadores recomendam que os idosos que normalmente dormem o tempo padrão de sete a oito horas por noite procurem um médico em caso de, subitamente, começar a precisar de mais horas de sono.



Escrito por Leandro Perché às 11h26
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Maioria dos universitários americanos abusam do álcool, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada em 18 universidades americanas indicou que 56% dos estudantes universitários abusam do álcool, resultado similar ao apresentado em uma pesquisa prévia realizada no ano de 1993, que indicou uma taxa de consumo de álcool em excesso de 58%. Os autores destacam que o abuso de álcool foi definido como a ingestão de pelo menos quatro ou cinco doses seguidas, no período dentro de duas semanas antes do estudo.

 

Avaliando dados do ano de 2005 de mais de 4,5 mil estudantes, que foram comparados a mais de 13,2 mil pesquisados em outros períodos, os especialistas da Universidade de Minnesota observaram que mais da metade dos participantes haviam se excedido na bebida pelo menos uma vez nas duas semanas anteriores à pesquisa. Além disso, mais de 88% relataram terem bebido pelo menos uma vez em 2005, e 32% afirmaram que o abuso de álcool é frequente.

 

Em artigo publicado no Journal of Studies on Alcohol and Drugs, os pesquisadores externaram sua preocupação com os resultados do estudo. “Tratar do uso de álcool entre os estudantes em faculdades pode requerer abordagens mais fortes, mais consistentes e abrangentes, com maior ênfase no ambiente (de consumo) do álcool”.



Escrito por Leandro Perché às 11h22
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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