Chá verde pode ajudar a proteger as mulheres contra pneumonia, diz pesquisa

A cada dia os cientistas descobrem mais benefícios do chá verde para a saúde, principalmente em relação à mulher. Um novo estudo japonês, por exemplo, indica que beber cinco ou mais xícaras por dia reduz em 47% os riscos de pneumonia em mulheres. E mesmo menores quantidades da bebida teriam efeitos significativos contra os riscos de morte pela doença.

 

O estudo incluiu mais de 19 mil homens e 21,5 mil mulheres com idades entre 40 e 79 anos e que não apresentavam histórico de câncer, infarto e derrame no início da pesquisa. E, com um acompanhamento de 12 anos a 85% desse grupo, os pesquisadores observaram que os efeitos do chá contra a pneumonia “funcionavam” apenas para as mulheres.

 

De acordo com os autores, é possível que os efeitos sejam os mesmos em mulheres de outros países. Porém, mais estudos são necessários para entender os mecanismos implicados nessa relação e quais compostos do chá podem ser os responsáveis pela proteção das mulheres contra pneumonia.



Escrito por Leandro Perché às 11h47
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Tylenol e paracetamol podem atrapalhar resposta das crianças às vacinas

O acetaminofeno – ingrediente ativo do Tylenol e do Paracetamol – pode enfraquecer as respostas imunológicas das crianças às vacinas, segundo novo estudo checo publicado na revista científica The Lancet. De acordo com os autores, a prática de dar esse tipo de medicamento para as crianças, com o objetivo de prevenir a febre - que é comum após a vacinação -, não seria recomendável.

 

Em dois estudos com 459 crianças – metade selecionada para receber a profilaxia com paracetamol –, os pesquisadores notaram que o acetominofeno reduz as chances de febre, mas atrapalha a resposta imunológica induzida pela vacina. Segundo os autores, febre maior que 39,5ºC foi incomum nos dois grupos, mas significativamente menos crianças do grupo que tomou paracetamol tiveram temperatura de 38ºC ou maior. Porém, nesse grupo, a concentração de anticorpos era bem menor do que a daqueles que não receberam o medicamento, indicando menor resposta à vacina.

 

Ainda não está claro se outros medicamentos redutores de febre têm os mesmos efeitos. Mas os pesquisadores já alertam os médicos e pais para que tentem evitar o uso dessas drogas para a prevenção de febre relacionada à vacinação. “Uma febre é, possivelmente, uma parte importante da resposta imune a alguma infecção ou vacinação, então aliviar a febre após a imunização não deve ser uma boa ideia para a maioria das crianças”, concluiu Robert T. Chen, especialista em vacina dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.



Escrito por Leandro Perché às 11h25
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Água e chocolate podem ajudar a aliviar a dor, sugere pesquisa

Muitas pessoas recorrem a determinados alimentos para se sentir melhor. E um novo estudo da Universidade de Chicago sugere que esse pode ser o caso da água e do chocolate, que, em testes com ratos, mostraram um potencial de reduzir as respostas a estímulos de calor, diminuindo a dor dos roedores. Segundo os autores, esse mecanismo pode ajudar os animais selvagens a evitar distrações enquanto comem alimentos escassos, mas, em relação ao homem moderno, isso poderia levar ao “comer em excesso” e à obesidade.

 

Nos testes, os cientistas notaram que os ratos demoravam mais a levantar a pata, ao estímulo de calor no piso da gaiola, enquanto comiam chocolate ou tomavam água. E, surpreendentemente, não havia diferenças, nesse sentido, em relação à água e ao chocolate, contrariando estudos anteriores que indicam que apenas substâncias doces protegeriam contra a dor. Porém, enquanto as cobaias ingeriam uma substância amarga, a reação ao calor era tão rápida quanto no momento em que não consumiam nada, sugerindo que o efeito de alívio da dor não seria aplicável a alimentos não-prazerosos.

 

Análises mais aprofundadas mostraram que uma parte do cérebro chamada magno da rafe – responsável pelo alívio da dor durante o sono – pode ter um papel nesse efeito que associa o sabor dos alimentos à dor. "Eles estão dizendo que a finalidade do sistema de sabor é dar ao animal uma sugestão que ajuda a decidir o estímulo que eles devem ou não prestar atenção", explicou o pesquisador Don Katz. "Isso mostra que há uma região inteira lá para permitir que o animal possa continuar comendo", concluiu.



Escrito por Leandro Perché às 10h36
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Consumo de peixes, vegetais e nozes pode ajudar a prevenir Alzheimer

Uma alimentação rica em vegetais crucíferos – como brócolis e couve-flor –, verduras, nozes, peixes e tomates, e pobre em carnes vermelhas e laticínios gordurosos pode proteger contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo estudo da Universidade de Columbia, nos EUA. De acordo com os autores, esses alimentos são considerados parte de uma dieta considerada saudável, que oferece proteção contra diversas enfermidades, como doença cardíaca e demências.

 

Avaliando quase 1,7 mil pessoas com mais de 65 anos de idade e sem sinais de demência no início do estudo, os pesquisadores notaram que aqueles que consumiam maior quantidade desses alimentos ricos em nutrientes como ômega-3 e vitamina E – associados a um menor risco de Alzheimer – eram 38% menos propensos a desenvolver a doença neurodegenerativa nos próximos quatro anos, comparados ao grupo menos aderente a essa dieta.

 

Baseados nos resultados – que levaram em conta o consumo os alimentos em conjunto, além da idade, tabagismo, níveis de atividades físicas, índice de massa corporal e ingestão de calorias –, os pesquisadores concluíram que “essa é realmente uma dieta saudável a ser seguida”.



Escrito por Leandro Perché às 10h10
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Mãe pode transmitir câncer para o bebê no útero, sugere estudo

Um novo estudo do Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha indica que, em alguns casos, células cancerosas da mãe podem atravessar a placenta e "infectar" bebês saudáveis ainda no útero. Caso raro, esse tipo de “infecção” é estudado há mais de cem anos, e essa nova pesquisa indica que, em pelo menos um caso, as defesas imunes do bebê não conseguiram destruir as células cancerosas de leucemia, como se acreditava anteriormente.

 

De acordo com os autores, há 17 casos documentados de mães e filhos que parecem ser vítimas do mesmo câncer – leucemia ou melanoma. E, em artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, eles relatam o caso de uma japonesa e seu filho – ambos com leucemia –, avaliados com sofisticadas técnicas de identificação genética, que apontaram mutação genética cancerosa idêntica em ambos, indicando a “transmissão” do câncer. 

 

Os pesquisadores teriam comprovado que esse gene não poderia ter sido herdado da mãe, e especulam que essa “transmissão” do câncer pela placenta foi possível pela ausência de determinado material genético nas células cancerosas, o que faria com que elas passassem despercebidas pelo sistema imunológico da criança. Mais pesquisas, porém, são necessárias para confirmação e para o desenvolvimento de uma abordagem prática para o fortalecimento das defesas desses bebês e sua cura.



Escrito por Leandro Perché às 12h29
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Comer muita gordura na gravidez pode comprometer o fígado do filho, diz estudo

O consumo de muita gordura pela mãe durante a gravidez pode levar o bebê a ter sérios problemas no fígado, segundo estudo da Universidade de Southamptom, no Reino Unido. Publicados na revista médica Hepatology, os resultados indicaram uma associação entre uma alimentação rica em gordura na gestação e os riscos de o filho desenvolver, posteriormente, doença hepática gordurosa não-alcoólica – condição associada à obesidade e marcada pelo acúmulo de gordura no fígado.

 

Em testes com ratos, os pesquisadores também notaram os mecanismos implicados nessa relação. As análises mostraram que o metabolismo mitocondrial no fígado, a expressão de determinados genes, o estresse oxidativo e alguns mecanismos inflamatórios estavam associados com o desenvolvimento e progressão da doença nos filhotes expostos ao consumo materno de gordura na gestação e lactação. A próxima fase da pesquisa será entender melhor as razões dessa relação para poder prevenir o desenvolvimento da doença hepática.



Escrito por Leandro Perché às 12h26
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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