Cientistas descobrem sinais de lesões da doença de Alzheimer na retina

Recente pesquisa da Universidade da Califórnia, nos EUA, indica que a retina – parte do olho responsável pela formação das imagens – pode passar por mudanças como as que ocorrem no cérebro na doença de Alzheimer. Em testes com ratos, aqueles modificados geneticamente para ter a doença degenerativa apresentaram lesões pelo acúmulo de placas de amiloide. E as análises mostraram que, quando as terapias para o Alzheimer são testadas nesses roedores, as mudanças na retina podem indicar – melhor do que as mudanças no cérebro do animal – como o tratamento funcionaria em humanos. De acordo com os autores, essas descobertas – que serão publicadas na edição de novembro do American Journal of Pathology – são a chave para o desenvolvimento de novas tecnologias de investigação da retina que ajudariam a diagnosticar e a tratar pessoas com doença de Alzheimer. ”O tecido cerebral não é transparente, mas as retinas são. Espero, no futuro, sermos capazes de diagnosticar a doença e acompanhar seu progresso olhando para dentro dos olhos”, destacou o neurocientista Zhiqun Tan, líder do estudo.
Escrito por Leandro Perché às 12h37
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Enxaqueca aumenta a propensão à "ressaca" com dor de cabeça, diz estudo

As pessoas que costumam ter enxaquecas são mais propensas a ter as dores de cabeça características da "ressaca" após o consumo de bebidas alcoólicas, segundo estudo da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA. Comparando os efeitos da ingestão de álcool em ratos que sofriam enxaquecas e ratos que não tinham essas dores de cabeça, os cientistas notaram que a enxaqueca pode aumentar a suscetibilidade às dores de cabeça induzidas pelo álcool. Nos testes, os roedores que receberam estímulo cerebral para terem enxaqueca apresentaram um efeito analgésico nas primeiras duas horas de ingestão de álcool, mas, quatro a seis horas depois, tiveram um aumento na sensibilidade à dor, indicando um estado doloroso mais intenso. E esses efeitos não foram observados nos roedores sem enxaqueca. De acordo com os autores, a desidratação ou impurezas no álcool não seriam responsáveis por esse efeito, e sim “o próprio álcool ou um metabólito poderia causar a dor de cabeça similar à ressaca”. “Esses dados confirmam a observação clínica de que pessoas com enxaqueca são mais suscetíveis às dores de cabeça induzidas pelo álcool.
Escrito por Leandro Perché às 12h33
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Diabetes aumenta os riscos de arritmia cardíaca nas mulheres, aponta estudo

O diabetes aumenta em 26% as chances de a mulher desenvolver fibrilação atrial – tipo mais comum de distúrbio no ritmo cardíaco, que pode levar ao derrame, insuficiência cardíaca e fadiga crônica –, segundo estudo publicado na edição de outubro da revista médica Diabetes Care. De acordo com os autores, “homens com diabetes também têm maior risco, mas a associação entre as duas condições não é tão forte”, com a obesidade e a pressão alta sendo fatores de risco mais relevantes para o diabetes. Com o estudo de cerca de 35 mil pacientes – entre diabéticos e não-diabéticos – acompanhados por sete anos, os pesquisadores concluíram que essa conexão entre duas grandes “epidemias” exige que os médicos prestem atenção especial às diferenças entre os sexos, porque elas podem ter “significativas implicações em como tratar o diabetes em homens e mulheres".
Escrito por Leandro Perché às 12h33
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Consumo de água e leite desnatado pode ajudar a prevenir crises de gota

Há uma nova razão para se consumir bastante água e leite desnatado: ambos podem ajudar a prevenir crises de gota – tipo de artrite que ocorre mais em homens de meia idade com sobrepeso, causada pela formação de cristais de ácido úrico nas articulações. Essas foram conclusões de estudos apresentados este mês no Encontro Anual do American College of Rheumatology. De acordo com os autores, embora a condição tenha um fator genético, não há dúvidas de que o estilo de vida pode contribuir para a doença. E nessa perspectiva, a desidratação é considerada um fator desencadeante dos ataques dolorosos. Em um dos estudos, avaliando 535 pessoas que haviam sofrido do problema recentemente, pesquisadores neozelandeses observaram que o fato de os participantes terem bebido de cinco a oito copos de água nas 24 horas anteriores à pesquisa estava associado a 40% menor risco de ter uma crise de gota do que se tivessem tomado apenas um ou nenhum copo. Em consonância com estudos anteriores, os cientistas demonstraram também que o leite desnatado pode ajudar a reduzir os riscos de gota. Testes com 16 voluntários indicaram que a bebida reduzia em 10% os níveis de ácido úrico na urina em um período de três horas, enquanto o consumo de leite de soja estava associado a um aumento nos níveis do ácido ligado às crises de gota – como comparação, um medicamento que trata a condição reduz os níveis da substância em 20% a 30%. Segundo os autores, a proteção do leite seria atribuída a uma substância chamada ácido orótico – ou vitamina B13 –, que promove a remoção do ácido úrico dos rins. Porém, eles destacam ainda ser prematuro fazer recomendações sobre o consumo de água e leite contra gota.
Escrito por Leandro Perché às 12h29
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