Cientistas desenvolvem sorvete que combate efeitos colaterais da quimioterapia

Pesquisadores neozelandeses estão desenvolvendo, em parceria com uma grande multinacional de nutrição, um sorvete que tem apresentado evidências animadoras no combate dos efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer. Por enquanto, a “sobremesa medicinal” está em fase de testes, com os participantes ingerindo 100g de sorvete sabor morango por dia.

 

Com o nome ReCharge (“recarga”, em tradução livre), a sobremesa é composta por ingredientes ativos de produtos lácteos para aliviar a diarreia, a anemia e a falta de apetite que acometem pessoas submetidas à quimioterapia. “Os dois componentes bioativos do leite desenvolvidos para o ReCharge tem o potencial único de ajudar o organismo a lidar com os efeitos adversos da quimioterapia”, ressaltaram os autores.



Escrito por Leandro Perché às 12h01
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Forma física declina principalmente após os 45 anos de idade, aponta estudo

O condicionamento físico de homens e mulheres reduz com o tempo, mas há uma aceleração desse processo a partir dos 45 anos de idade, segundo estudo publicado esta semana na revista científica Archives of Internal Medicine. Por outro lado, de acordo com os autores, o controle do peso – “manter um índice de massa corporal saudável” –, o fato de não fumar e ser fisicamente ativo estão associados a um maior nível de condicionamento físico.

 

Avaliando mais de 3,4 mil mulheres e 16,9 mil homens com idades entre 20 e 96 anos, os pesquisadores concluíram que, embora a forma física decline continuamente com o tempo, essa redução não se daria de forma linear e constante – a aptidão cardiorrespiratória declinou mais rapidamente após os 45 anos de idade, principalmente entre os homens.

 
Os resultados também “mostraram que ser ativo, manter um IMC normal e não fumar estava associado com níveis substancialmente altos de aptidão cardiorrespiratória durante a vida adulta”. Segundo os especialistas, esses dados são importantes no contexto em que a população americana está envelhecendo e se tornando mais obesa e sedentária. “Ser inativo e ter alto IMC estaria associado com menor idade em que a pessoa esperava alcançar o limite da aptidão cardiorrespiratória associado com maiores riscos de saúde”, concluíram os autores.



Escrito por Leandro Perché às 11h57
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Enxaqueca pode aumentar os riscos de derrames, alertam especialistas

Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura – dores de cabeça precedidas de manifestações visuais, como cegueira parcial ou visão de pontos luminosos – podem estar sob maior risco de problemas cardiovasculares, segundo especialistas americanos. Em editorial do British Medical Journal a médica Elizabeth Loder do hospital Brigham and Women's, em Boston, comenta um estudo internacional que indica que a enxaqueca com aura aumenta em duas vezes o risco de derrame. “O risco absoluto de derrame para a maioria dos pacientes com enxaqueca é pequeno, então o dobro do risco não é causa de pânico”, destacou a pesquisadora. “Porém, em nível populacional, esse risco merece atenção porque a prevalência de enxaqueca é muito alta”, completou. 

 

O estudo em questão avaliou nove pesquisas sobre a relação entre enxaqueca e doença cardiovascular. E descobriu que o risco de derrame seria maior entre mulheres jovens que sofrem de enxaqueca com aura, que fumam e usam pílulas anticoncepcionais compostas de estrógeno. Porém, na publicação, os autores destacam que mais estudos são necessários – levando em consideração diversos fatores que podem interferir no risco cardiovascular – para confirmar essa relação.



Escrito por Leandro Perché às 11h53
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Infartos são cada vez mais comuns entre as mulheres, indica pesquisa

Os ataques cardíacos estão ficando cada vez mais comuns entre as mulheres de meia idade e reduzindo entre os homens, segundo dois estudos publicados esta semana na revista especializada Archives of Internal Medicine. Porém o risco de morte associado aos infartos está reduzindo mais entre as mulheres do que entre os homens. De acordo com os autores, os homens têm, historicamente, maior prevalência de infarto e doença cardíaca avançada do que as mulheres da mesma idade, mas essa diferença tem diminuído.

 

Em um dos estudos, avaliando mais de 8 mil pessoas com idades entre 35 e 54 anos, os especialistas observaram que a maioria dos fatores de risco cardíaco – incluindo colesterol total, colesterol HDL e LDL, pressão e tabagismo – permaneceram estáveis ou melhoraram entre os homens e pioraram entre as mulheres. E, embora os homens ainda apresentassem mais infartos do que as mulheres, essa diferença viria reduzindo nos últimos anos – de 2,5% dos homens e 0,7% das mulheres no período entre 1988 e 1994; para 2,2% dos homens e 1% das mulheres no período 1999-2004.

 

No segundo estudo, a análise de dados de mais de 916 mil pessoas que sofreram infarto no período entre 1994 e 2006 mostrou que o número de pessoas que morriam no hospital após o evento reduziu consideravelmente entre todos os pacientes, mas principalmente nas mulheres. Ao contrário do que acontece com a prevalência de ataques cardíacos, a morte por esse evento ocorre mais entre as mulheres, mas o estudo indica que essa diferença também está reduzindo, com menos mulheres morrendo por infarto.



Escrito por Leandro Perché às 11h55
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Exercícios físicos podem reduzir atratividade do cigarro, sugere estudo

Um estudo britânico recentemente publicado na revista Addiction indica que a prática de exercícios pode ajudar as pessoas a parar de fumar, ao deixar os cigarros menos atrativos para o fumante. Em estudo com 20 fumantes moderados, os pesquisadores da Universidade de Exeter observaram que, após fazerem exercícios, os participantes mostravam menos sinais de interesse pelo cigarro.

 

Na pesquisa, os voluntários ficaram sem fumar nas 15 horas que antecederam os testes. E, durante as duas visitas dos participantes ao laboratório – uma das quais eles tiveram de fazer exercícios em uma bicicleta ergométrica –, os pesquisadores mostraram, aos voluntários, imagens neutras ou relacionadas ao cigarro, enquanto usavam uma tecnologia para avaliar e gravar precisamente o movimento dos olhos dos participantes.

 

As análises mostraram uma diferença de 11% no tempo em que os fumantes passavam olhando as imagens associadas ao tabagismo e no tempo que gastavam para começar a prestar atenção nessas imagens. “Os exercícios parecem reduzir o poder das imagens relacionadas ao tabagismo de prender a atenção visual”, concluíram os autores.



Escrito por Leandro Perché às 11h52
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Leandro Perché
Jornalista de Boa Saúde
   
   
Dr. Marco Tulio Baccarini Pires
Cirurgião Cardiovascular, Diretor Médico de Bibliomed e Boa Saúde
   


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