Estudo associa consumo de carnes vermelhas ao risco de câncer de próstata

Homens que comem grandes quantidades de carne vermelha e carnes processadas – como salsichas, salames, bacon – têm maior risco de desenvolver câncer de próstata, segundo estudo do Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Acompanhando, por nove anos, mais de 175 mil homens com idades entre 50 e 71 anos, os especialistas notaram que aqueles com maior consumo de carnes vermelhas eram 12% mais propensos à doença do que aqueles que ingeriam esses alimentos em menor quantidade. Considerando outros fatores que poderiam influenciar os resultados, como tabagismo, hábitos de exercícios e escolaridade, os especialistas notaram maior relação do câncer, principalmente em estágios mais avançados, com o consumo de carnes grelhadas e churrasco. E os resultados foram similares para carnes processadas. De acordo com os autores, as descobertas acompanham as teorias de que as carnes preparadas a altas temperaturas podem estar associadas ao câncer porque os processos de cozimento produzem certas substâncias – incluindo hidrocarbonos aromáticos policíclicos e aminas heterocíclicas – conhecidas por causar câncer em animais. “As descobertas apontam mecanismos potenciais pelos quais certas carnes poderiam promover câncer de próstata”, concluíram os autores, destacando a necessidade de mais estudos.
Escrito por Leandro Perché às 11h50
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Anticoncepcionais podem beneficiar mulheres com asma, indica estudo

Um estudo apresentado esta semana no encontro científico do American College of Chest Physicians indica que, durante o ciclo menstrual normal, mulheres com asma que não tomam anticoncepcional oral apresentam mais sinais de inflamação nas vias aéreas do que aquelas que tomam a pílula. Realizado por cientistas canadenses, o estudo avaliou 17 mulheres asmáticas durante seus ciclos menstruais, encontrando evidências de que diferenças nos níveis de óxido nítrico exalado – marcador de inflamação associado à doença – podem explicar os benefícios da pílula para mulheres asmáticas. De acordo com os autores, as mulheres que não usavam anticoncepcionais orais apresentavam maiores médias de óxido nítrico exalado do que aquelas que tomavam a pílula. E esse efeito poderia indicar maior inflamação e estreitamento das vias aéreas – fatores relacionados com a piora dos sintomas respiratórios. Além disso, entre as mulheres que não usavam o método contraceptivo, um aumento nos níveis de estrógeno estaria associado com uma redução do óxido nítrico exalado, e um aumento na progesterona estaria ligado ao aumento desse marcador. Baseados nos resultados, os pesquisadores especulam que os anticoncepcionais orais podem ter um papel potencial no controle da asma em mulheres na pré-menopausa.
Escrito por Leandro Perché às 11h46
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Estudo associa cigarro na gravidez a problemas de comportamento da criança

Mulheres que fumam na gravidez têm maior risco de ter um filho hiperativo e com problemas de atenção na escola, segundo estudo da Universidade de York, no Reino Unido. Avaliando mais de 13 mil crianças de três anos, os pesquisadores descobriram que, mesmo que a maioria dos meninos (61,6%) e meninas (71,7%) não tenha apresentado problemas de saúde ligados ao tabagismo materno, os riscos de problemas de atenção e comportamento aumentavam consideravelmente quando as mães fumavam na gestação. Publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, a pesquisa indicou que 10% das mulheres relatavam fumar excessivamente (mais de dez cigarros por dia) durante a gestação, enquanto 12,5% eram fumantes leves e 12,4% estavam tentando parar. E os resultados mostraram que, para os problemas de comportamento e de atenção dos filhos, “o mais importante fator parece ser fumar continuamente na gestação, do que a quantidade fumada”. As análises mostraram também que os efeitos desse hábito diferiram entre meninos e meninas, pois, expostos ao cigarro no útero, ambos tinham mais chances de apresentar problemas de comportamento mais tarde, mas apenas os meninos tinham maior risco de ter déficit de atenção. Além disso, as filhas de mulheres que haviam parado de fumar na gestação tinham menor risco de problemas de conduta do que aquelas cuja mãe nunca fumou – o que levou os especialistas a concluírem que a capacidade da mãe de parar de fumar poderia ser uma característica de “contenção e temperamento fácil” herdado pela filha.
Escrito por Leandro Perché às 12h41
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Comer devagar pode ajudar no controle do peso, indica estudo

Colocar menores quantidades de alimento na boca e mastigar por mais tempo pode ajudar no controle do peso, segundo estudo publicado esta semana na revista especializada Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Segundo os pesquisadores, comer mais rapidamente pode atrapalhar a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de satisfação, fazendo com que as pessoas comam em excesso. A pesquisa avaliou 17 homens saudáveis que tiveram que, em duas ocasiões diferentes, comer 300 ml de sorvete em cinco e 30 minutos. Analisando amostras de sangue, os pesquisadores observaram que, ao comer mais devagar, os voluntários tinham maior resposta do peptídeo anorexigênico, o que leva a uma redução do apetite. Os especialistas explicam que o estudo oferece evidências importantes para entender aspectos da atual epidemia de obesidade. “Muitas pessoas, pressionadas por trabalhos e condições de vida demandantes, comem mais rapidamente e em maiores quantidades do que no passado”, ressaltou o pesquisador grego Alexander Kokkinos. “Nosso estudo oferece uma possível explicação para a relação entre a velocidade em comer e a alimentação em excesso, mostrando que a taxa na qual alguém come pode afetar a liberação de hormônios gastrointestinais que sinalizam para cérebro parar de comer”.
Escrito por Leandro Perché às 12h37
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Estudo associa TV em excesso ao mau comportamento de crianças pequenas

Quanto mais tempo uma criança de três anos de idade passa em frente à TV, maiores são suas chances de se comportar agressivamente, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista médica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine. Avaliando mais de 3 mil mulheres de 20 cidades americanas que tiveram filhos entre os anos de 1998 e 2000, os pesquisadores notaram também que mais de dois terços das mães relataram que os filhos assistiam mais de duas horas de TV por dia, com média de três horas diárias. Após considerarem outros fatores associados ao comportamento agressivo – como viver em uma vizinhança violenta ou ter a mãe com depressão – os pesquisadores concluíram que o tempo que a criança passava assistindo TV e o tempo em que a TV permanecia ligada estavam significativamente associados ao comportamento agressivo, como bater em outras crianças, ser nervoso ou desobediente e gritar demais. Há vários fatores que podem ser responsáveis por essa relação. Segundo os autores, as crianças podem estar vendo violência demais na TV ou gastando pouco tempo em outras atividades como a leitura e brincadeiras, que ajudam as crianças a desenvolver comportamentos mais positivos. Por isso, os especialistas recomendam que os pais limitem o tempo das crianças em frente à TV – máximo de duas horas diárias para crianças com mais de dois anos – e prestem atenção ao conteúdo dos programas.
Escrito por Leandro Perché às 12h09
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Frutas e verduras podem ajudar a prevenir depressão, sugere estudo

Uma alimentação rica em alimentos processados – incluindo biscoitos, frituras, carnes processadas, grãos refinados e laticínios gordurosos – pode aumentar os riscos de depressão, segundo estudo do University College London, no Reino Unido. Em pesquisa com mais de 3,4 mil pessoas, os pesquisadores observaram que aqueles com maior ingestão desses alimentos industrializados tinham maior risco de ter depressão em um período de cinco anos; enquanto o consumo de alimentos integrais – incluindo frutas, hortaliças e peixes – foi associado a um efeito protetor contra a depressão. Considerando fatores que poderia interferir nos resultados, os pesquisadores concluíram que aqueles que comiam mais vegetais e peixes tinham 26% menor risco de ter o problema de saúde mental, comparado àqueles que consumiam esses alimentos em menor quantidade. E o maior consumo de alimentos processados foi associado com 58% maior risco de depressão. O estudo, porém, não explica as razões dessas relações.
Escrito por Leandro Perché às 12h02
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