Estar um pouco acima do peso pode ajudar os idosos a viverem mais

Antes de alcançar a terceira idade, o excesso de peso e de gordura corporal tende a aumentar o risco de diversas doenças – principalmente as cardiovasculares – e de morte. Porém um novo estudo da Universidade de York, no Canadá, indica que, entre os idosos, isso pode ter o efeito contrário – a massa de gordura “é tida como sendo uma reserva de energia que ajuda o indivíduo a sobreviver a doenças e condições crônicas”, segundo a pesquisadora Jennifer Kuk. Avaliando cerca de 4,4 mil homens e 5 mil mulheres, os pesquisadores notaram que peso e níveis de gordura muito baixos estavam associados com maior risco de morte entre pessoas com 65 anos ou mais velhas. Entre os participantes com mais de 75 anos, ter baixo peso aumentaria os riscos de morte em 1,6 vezes para os homens e em três vezes para a mulher, comparado ao peso normal. Segundo os autores, na faixa etária de 18 a 64 anos, o risco de morte aumentaria com a obesidade masculina e em mulheres com sobrepeso ou obesas. Mas, nos grupos mais velhos, estar um pouco acima do peso foi associado a uma menor mortalidade. Os autores destacam, porém, que, considerando que a obesidade aumenta a incidência de diversas condições crônicas e de morte inclusive entre os idosos, a perda de peso acompanhada por um especialista pode ser benéfica, de forma geral, também para as pessoas mais velhas. Porém, mais estudos são necessários para avaliar a relação entre peso e mortalidade entre idosos.
Escrito por Leandro Perché às 11h33
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Especialistas criticam estudo que sugere que o álcool protege o coração

Um estudo espanhol recentemente publicado na revista Heart que indica que o consumo diário de bebidas alcoólicas pode reduzir os riscos de doença cardíaca entre os homens está sendo duramente criticado pela comunidade científica internacional. De acordo com os especialistas, o estudo é falho e não deveria encorajar as pessoas a beber mais, pois o álcool – principalmente em excesso – prejudica a saúde de forma geral, sendo associado a diversas condições crônicas e a uma maior mortalidade. Controversa, a pesquisa avaliou a ingestão de álcool de 15,5 mil homens e 26 mil mulheres com idades entre 29 e 69 anos, que foram perguntados sobre os seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas no ano anterior. E, acompanhando-os por dez anos, os pesquisadores concluíram que, apenas entre os homens, o consumo moderado de álcool – o equivalente a menos de uma dose de vodca por dia – reduzia o risco cardíaco em 35%. Mas o consumo excessivo – entre três e 11 doses diárias – foi associado a uma proteção ainda maior, reduzindo o risco em até 50%. As razões não foram esclarecidas. Sobre o estudo, o cirurgião Robert Sutton, da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, destacou que há várias falhas e não deve ser considerado como uma razão para o consumo excessivo de álcool. “Esse estudo foi baseado em informações auto-referidas, em que aqueles que bebem mais dizem que têm menos doença cardíaca, mas aqueles que bebem mais provavelmente são menos propensos a consultar um médico e a ter a doença cardíaca identificada”, argumentou. O especialista em saúde pública Martin McKee, da London School of Hygiene and Tropical Medicine concorda e acrescenta que, apesar de haver evidências de que a moderação pode proteger o coração, “a relação entre álcool e doença cárdica é controversa”.
Escrito por Leandro Perché às 11h28
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Terapia com animais pode ajudar na recuperação pós-operatória, diz estudo

O uso de terapias com animais de estimação pode ajudar na recuperação de cirurgias, reduzindo a necessidade do uso de analgésicos, segundo estudo da Universidade Loyola, nos Estados Unidos. Em pesquisa com pacientes submetidos à cirurgia de substituição total da articulação, aqueles que tiveram terapia com cães treinados requereram 50% menos medicamentos para a dor, comparados àqueles que não participaram dessa intervenção. Apresentado recentemente na conferência anual da Sociedade Internacional de Antrozoologia, nos EUA, o estudo, segundo os autores, traz evidências que “sugerem que terapia assistida com animais pode ter um efeito positivo sobre o bem-estar psicossocial, emocional e físico do paciente”. “Os dados corroboram esses benefícios e apoiam o caso de uma expansão do uso de terapia com animais na recuperação”, destacou a pesquisadora Julia Havey.
Escrito por Leandro Perché às 11h52
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Depressão é tão mortal quanto o tabagismo, aponta pesquisa

Um estudo da Universidade de Bergen, na Noruega, em parceria com o King's College London, no Reino Unido, aponta que a depressão pode ser tão mortal quanto o tabagismo. Usando uma associação entre uma pesquisa com mais de 60 mil pessoas e uma base de dados de mortalidade, os pesquisadores descobriram que o risco de mortalidade aumentaria em pessoas com depressão em uma extensão similar à dos fumantes. Líder do estudo, o pesquisador Robert Stewart explicou que as possíveis razões subjacentes a essas descobertas surpreendentes podem ser o fato de não se saber a associação causal da depressão com a mortalidade, da mesma forma que se tem esse conhecimento em relação ao hábito de fumar. “Mas isso sugere que devemos prestar mais atenção a essa ligação, porque a associação persistiu após o ajuste com muitos outros fatores”, destacou o especialista. Outro resultado curioso mostrou que, apesar da depressão aumentar o risco de mortalidade, sua combinação com a ansiedade pareceu reduzir um pouco esse efeito. Segundo os especialistas, uma explicação possível é que pessoas menos ansiosas tendem a procurar, com menos frequência, atendimento médico, o que aumentaria seus riscos de morte. Porém, os autores lembram que ansiedade demais pode deixar a pessoa mais vulnerável ao estresse e, consequentemente, a problemas cardiovasculares. Baseados nos resultados, os pesquisadores destacam a necessidade de se considerar a influência dos distúrbios mentais, como a depressão, na saúde física das pessoas.
Escrito por Leandro Perché às 11h47
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