Redução no consumo de carnes é essencial para a saúde e para o planeta

Cortar a produção e o consumo de carnes de boi em 30% pode ajudar consideravelmente a reduzir as emissões de gás carbônico e melhorar a saúde nos países onde esse alimento é mais consumido, segundo pesquisadores australianos e britânicos. Usando modelos de predição, os especialistas calculam que o corte de 30% no consumo de gordura animal reduziria em 17% o número de mortes prematuras por doença cardíaca na Grã-Bretanha – o equivalente a 18 mil mortes evitadas por ano. E, em São Paulo, isso representaria cerca de mil mortes a menos por ano. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 18% de todas as emissões de gases do efeito estufa são provenientes da produção de carne. E os especialistas acreditam que o crescimento da demanda por carne, particularmente em países com economia em crescimento, poderia aumentar a produção em até 85% até o ano de 2030. Por isso, os pesquisadores defendem que, sem a queda no consumo de carne, medidas como a melhora da eficiência da produção, o aumento da captura de gás carbônico e redução do uso de combustíveis fósseis na agricultura não serão suficientes para alcançar a redução-alvo nas emissões de poluentes.
Escrito por Leandro Perché às 11h34
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Hortelã brasileira pode ajudar a aliviar a dor, confirma estudo britânico

Um estudo da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, liderado pela pesquisadora brasileira Graciela Rocha, indica que o chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente. Em testes com ratos, os pesquisadores comprovaram cientificamente que a erva Hyptis crenata – conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó –, que vem sendo utilizada há anos na medicina popular no Brasil para tratar dores de cabeça e de estômago, febre e gripe, tem efeitos terapêuticos. De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas. E observaram que o método mais comum é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo. Publicado na revista científica Acta Horticulturae e apresentado no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants, na Índia, o estudo indicou que, quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor quanto uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina. A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir a eficácia da erva no alívio da dor em humanos.
Escrito por Leandro Perché às 11h29
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Cigarros podem conter centenas de bactérias, alertam pesquisadores

Além de ser composto de centenas de produtos químicos prejudiciais à saúde – como todos sabem –, o cigarro pode conter diversas bactérias causadoras de doença, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos EUA. O exame do DNA de quatro marcas de cigarro – Camel, Kool Filter Kings, Lucky Strike Original e Marlboro – mostrou que “os cigarros comercialmente disponíveis testados estavam surpreendentemente cheios de bactérias”, incluindo algumas associadas a infecções nos pulmões, sangue e de origem alimentar. Entre as bactérias encontradas, os cientistas destacaram a Acinetobacter (associada a infecções no sangue e nos pulmões), bacilos (alguns tipos associados com intoxicação alimentar), Burkholderia (algumas cepas associadas a infecções respiratórias), Clostrídio (infecções pulmonares e intoxicações alimentares), Klebsiella (infecções diversas, incluindo sangue e pulmões) e Pseudômonas aeruginosa (responsável por 10% das infecções hospitalares). “Se esses organismos podem sobreviver ao processo de fumar – e nós acreditamos que eles podem –, então, eles poderiam contribuir para doenças infecciosas e crônicas em fumantes e naqueles expostos à fumaça do tabaco”, destacam os pesquisadores. Agora, eles pretendem continuar as pesquisas para verificar se essas bactérias podem contribuir diretamente para as doenças associadas ao tabagismo.
Escrito por Leandro Perché às 12h25
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Vitaminas C e E podem preservar força muscular, indica estudo

A ingestão das vitaminas C e E pode ajudar a preservar a força muscular dos efeitos do envelhecimento, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. “A força muscular começa a declinar quando as pessoas estão em seus 40 anos, mas reduz dramaticamente após os 60”, explica a pesquisadora Anne Newman. E esse declínio é um fator de risco importante para as pessoas se tornarem frágeis e deficientes. Por isso, as estratégias para retardar a perda muscular são tão importantes. Avaliando os hábitos alimentares e a força muscular de mais de 2 mil pessoas em seus 70 anos, os pesquisadores descobriram uma significativa relação positiva entre a ingestão de vitamina C – encontrado principalmente em frutas como laranja e morango – e de vitamina E – presente em óleos vegetais, nozes e gérmen de trigo – com a preservação da força muscular. Os pesquisadores destacam, porém, que ainda não está claro se essas vitaminas especificamente ajudam a manter a força muscular, ou se sua ingestão é uma marca de alimentação saudável – rica em frutas e verduras e pobre em sódio –, que têm efeitos benéficos para a saúde geral. Eles tentam, agora, estabelecer os níveis adequados de atividades físicas e consumo de nutrientes para preservar a força muscular. Enquanto isso, eles destacam que as pessoas não devem começar a tomar suplementos sem prescrição de um especialista, mas começar a ter uma dieta balanceada.
Escrito por Leandro Perché às 12h21
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Uma em quatro adolescentes tem DSTs, aponta estudo americano

Uma em quatro adolescentes tem alguma doença sexualmente transmissível (DST), como HPV, herpes e clamídia, segundo estudo realizado nos Estados Unidos. Avaliando dados de 838 mulheres com idades entre 14 e 19 anos que haviam participado de uma pesquisa nacional no período entre 2003 e 2004, os pesquisadores observaram que 24% delas apresentavam DST. Porém, de acordo com os autores, o mais preocupante é a rapidez com que essas meninas são infectadas assim que começam sua vida sexual. O estudo mostrou que, no período de um ano após terem a primeira relação sexual, cerca de 19% das adolescentes já apresentam alguma dessas doenças. “A prevalência de DSTs entre as adolescentes do sexo feminino é substancial, e as DSTs começam a ser adquiridas logo após a iniciação sexual e com poucos parceiros sexuais”, explicou a pesquisadora Sara Forhan, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Os especialistas lembram que a infecção não significa necessariamente que a pessoa vai desenvolver os sintomas da doença. Mas alguns casos podem levar a complicações em longo-prazo, como inflamações pélvicas, infertilidade e câncer, além de algumas dessas infecções aumentarem os riscos de infecção pelo HIV. “Essas descobertas destacam a importância da prevenção primária e secundária de DST, incluindo educação sexual na infância, vacinação e triagem para algumas dessas infecções em adolescentes sexualmente ativas”.
Escrito por Leandro Perché às 11h39
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Consumo regular de chá pode ajudar a prevenir o diabetes, diz especialista

Um estudo da Universidade do Texas aponta para mais um benefício do consumo de chás - ele pode ajudar a controlar a glicose, reduzindo os riscos de desenvolver diabetes. De acordo com os autores, a bebida já é reconhecida como promotora da saúde geral, principalmente a cardiovascular, reduzindo, inclusive, os riscos de alguns tipos de câncer. E, em uma revisão de pesquisas científicas, os especialistas confirmaram seu papel contra o diabetes. Segundo a pesquisadora Jo Ann Carson, professora de nutrição clínica da Universidade, estudos realizados em diversos países sugerem que o consumo, ao longo da vida, de pelo menos duas xícaras de chá por dia – principalmente do chá preto – pode reduzir a incidência do diabetes tipo 2, doença muitas vezes associada à obesidade. E a especialista destaca que, apesar de as evidências sobre os benefícios dos chás serem limitadas, muitos dos tipos da bebida, incluindo o chá verde, podem fazer parte de uma dieta saudável. “As pessoas têm duas escolhas: aprender a aproveitar o chá gelado com pouco ou nenhum açúcar, ou tomar chá gelado açucarado em moderação, geralmente uma vez por dia ou menos”, recomenda a pesquisadora.
Escrito por Leandro Perché às 11h36
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Consumo de chá verde pode reduzir formação de pedras nos rins, diz estudo

O consumo de chá verde pode ajudar a prevenir o doloroso problema das pedras nos rins, segundo estudo da Universidade Sichuan, na China. De acordo com os autores, alguns compostos do extrato do chá verde podem se ligar ao oxalato de cálcio – principal componente dos cálculos renais – dificultando a formação dessas pedras nos rins. Os especialistas examinaram os efeitos de um concentrado de chá verde na cristalização do oxalato de cálcio usando uma variedade de técnicas avançadas de imagem. E os resultados mostraram que, com o crescimento da quantidade do extrato aplicado, os cristais de oxalato de cálcio ficavam cada vez mais lisos, fazendo com que fosse mais difícil a formação de cálculos maiores. Segundo os autores, esses cristais menores seriam liberados, sem problemas, pela urina.
Escrito por Leandro Perché às 12h05
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Cuidados na alimentação podem evitar câncer colorretal, indica pesquisa

Uma alimentação adequada, com a ingestão de frutas, verduras e legumes, além de chás e vinho tinto, pode oferecer, a homens com sobrepeso e a mulheres com peso normal, proteção contra cânceres no intestino e no reto, segundo estudo holandês que será publicado na edição de 15 de dezembro do International Journal of Cancer. De acordo com os especialistas, antioxidantes chamados flavonoides, presentes nesses alimentos, poderiam interferir em processos causadores da doença. Avaliando quase 121 mil pessoas com idades entre 55 e 69 anos, que preencheram relatórios sobre sua alimentação para um estudo sobre dieta e câncer, os pesquisadores observaram que as análises da ingestão de flavonoides em relação ao peso indicavam “efeitos protetores de alguns destes compostos em subgrupos de homens com sobrepeso e mulheres de peso normal”. A maior ingestão de catequinas – presente em uvas, chocolate amargo, chá, vinho e alguns grãos – foi associado a um menor risco de câncer colorretal entre homens um pouco acima do peso e mulheres magras. Os pesquisadores observaram uma tendência similar para outros flavonoides encontrados em cebolas, couve, maçãs, peras, chás e sucos de fruta. Baseados nesses resultados, os pesquisadores recomendam uma alimentação rica em compostos antioxidantes, para a prevenção do câncer no sistema digestivo, mas destacam que mais estudos são necessários para desvendar os mecanismos implicados nessa proteção.
Escrito por Leandro Perché às 12h00
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