Benefícios da redução do tabagismo são ofuscados pela obesidade nos EUA

Na próxima década, os benefícios alcançados com a redução do tabagismo nos Estados Unidos serão ofuscados pelos efeitos negativos da obesidade na população americana, segundo pesquisa de Harvard publicada nesta quinta-feira no New England Journal of Medicine. A análise de dados de pesquisas nacionais de saúde realizadas no período entre 1970 e 2006 nos EUA indicou que um quinto dos americanos fuma atualmente, contra dois quintos da população na década de 70 – redução significativa para a saúde respiratória e cardiovascular da população. Porém, o aumento da obesidade – de 15% da população em 1980, para cerca de 34% atualmente – acaba trazendo efeitos negativos mais fortes do que os benefícios da redução do tabagismo. De acordo com os autores, se todos os adultos nos EUA parassem de fumar e alcançassem um peso normal até 2020, a expectativa de vida de um jovem de 18 anos aumentaria em aproximadamente quatro anos. Por isso, eles concluíram que esforços para melhorar a saúde no país em nível populacional devem focar na redução da obesidade e das taxas de tabagismo, além de buscar a melhora do controle das doenças causadas por ambos.
Escrito por Leandro Perché às 11h35
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Obesidade na infância pode levar a problemas na coluna, diz estudo

Crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesos têm mais chances de sofrer dores severas nas costas e anormalidades na coluna, segundo estudo apresentado esta semana no Encontro Anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia. Entre um grupo de jovens com dores nas costasatendidos na emergência de um hospital, os autores notaram que a maioria estava acima do peso, e muitos deles tinham anormalidades na parte inferior da coluna, atingindo os discos. Revisando as imagens da coluna de 188 pessoas com idades entre 12 e 20 anos que reclamavam de dores nas costas, os pesquisadores descobriram que mais da metade tinham anormalidades na coluna lombar, e apenas seis desses pacientes não tinham doença de disco. As análises também mostraram que, entre aqueles com sobrepeso, 68% apresentavam anormalidades, enquanto apenas 38% daqueles com peso normal tinham esses problemas na coluna. “Hérnia de disco e doença da coluna são geralmente tidas como um problema de pessoas idosas, mas vimos que ocorre também em jovens obesos. Este é o primeiro estudo a mostrar uma associação entre o aumento do índice de massa corporal e anormalidades de disco em crianças”, ressaltou o pesquisador Judah G. Burns.
Escrito por Leandro Perché às 11h32
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Solidão pode ser contagiosa, indica pesquisa

A solidão pode se disseminar como uma doença contagiosa, segundo estudo da Universidade de Chicago. De acordo com os pesquisadores, as pessoas que se sentem solitárias tendem a compartilhar sua solidão com os outros, e seus sentimentos de isolamento e desânimo podem contagiar seus amigos, vizinhos, familiares e colegas. Acompanhando, do ano de 1971 a 2001, mais de 5,2 mil pessoas, os pesquisadores observaram “um extraordinário padrão de contágio, que leva pessoas a serem movidas para o limite da rede social quando se tornam solitárias”, disse o pesquisador John T. Cacioppo, em nota para a imprensa. “Na periferia, as pessoas têm menos amigos, e sua solidão leva à perda dos poucos laços que eles ainda mantêm". Além disso, aqueles que não são solitários, mas têm pessoas com esse sentimento em sua rede social – principalmente amigos solitários – têm mais chances de se tornar mais só. Os resultados indicaram, ainda, que as pessoas se sentem sozinhas 48 dias por ano, e, para cada amigo extra, a frequência desse sentimento reduziria em 0,04 dias por semana, o que representa dois dias a menos de solidão por ano. As mulheres seriam mais propensas a relatar maiores graus de solidão, e sua solidão teria mais chances de se propagar em suas redes sociais.
Escrito por Leandro Perché às 12h05
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Exercícios demais na meia-idade aumentam os riscos de artrose, diz estudo

Pessoas de meia-idade que fazem muitos exercícios físicos podem estar sob maior risco de desenvolver artrite, segundo estudo apresentado esta semana no encontro anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte. De acordo com os autores, isso ocorre porque o excesso de exercícios de alto impacto – seja em atividades em casa, no trabalho ou na academia – pode, progressivamente, desgastar as articulações do joelho. Avaliando, com ressonância magnética, 136 mulheres e 100 homens com idades entre 45 e 55 anos e peso normal, os pesquisadores descobriram que as lesões de joelho, assim como artrose, eram mais comuns e mais severas entre aqueles que tinham maiores níveis de atividades físicas. “Uma pessoa cujos níveis de atividade física são classificados como altos, tipicamente, pode se engajar em muitas horas de caminhadas, esportes ou outros tipos de exercícios por semana, assim como trabalho no jardim e outras tarefas domésticas”, destacou o pesquisador Christoph Stehling, da Universidade da Califórnia, nos EUA. De acordo com os autores, é sabido que atividades de alto impacto e que envolvem o suporte do peso corporal, como a corrida e o jumping são piores para a saúde do joelho e representam grandes riscos de lesões em longo prazo. E, por outro lado, atividades como natação e ciclismo poderiam proteger as cartilagens. Porém, mais estudos estão sendo feitos para avaliar se aqueles com maior nível de atividades físicas normalmente desenvolvem artrite.
Escrito por Leandro Perché às 12h01
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Estudo associa consumo excessivo de sal ao risco de derrame

Um estudo recentemente publicado no British Medical Journal associa o consumo excessivo de sal a um aumento significativo no risco de derrames e doença cardiovascular. Segundo os especialistas italianos e britânicos que conduziram o estudo, a relação entre o sal e a pressão alta já é bem estabelecida. Porém a análise dos resultados de 13 estudos publicados – incluindo 17 mil pessoas – indicou que a ingestão de sal pode ter um efeito direto no risco de derrames e doença cardiovascular – uma diferença de 5g por dia na ingestão habitual de sal estaria associada a uma diferença de 25% na taxa de derrame e de 17% na taxa de doença cardiovascular total. Baseados nos resultados, os autores estimam que uma redução de 5g – o equivalente a uma colher de chá – na ingestão de sal em nível populacional poderia evitar 1,25 milhões de mortes por derrame, e quase três milhões de mortes por doença cardiovascular a cada ano. Porém, segundo os especialistas, devido à imprecisão na medida da ingestão de sal, esses efeitos podem estar subestimados.
Escrito por Leandro Perché às 12h20
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Dores nas articulações aumentam risco de quedas dos idosos, diz estudo

Dois terços dos idosos sofrem de dores que podem aumentar o risco de quedas, segundo estudo publicado no Journal of the American Medical Association. Avaliando dados de 749 pessoas com 70 anos ou mais, que responderam a uma entrevista sobre saúde e dor, os pesquisadores descobriram que, comparados aos participantes que não tinham dores no corpo, aqueles que apresentavam dor crônica em duas ou mais articulações tinham 50% maior risco de quedas. E a severidade da dor e sua interferência nas atividades diárias também aumentariam os riscos de quedas. “No início do estudo, 40% dos participantes relataram experimentar dor crônica em mais de uma área articular, e 24% relataram dor crônica em uma única articulação”, disse a pesquisadora Suzanne Leveille, da Universidade de Massachusetts Boston, nos EUA. “Durante os 18 meses de estudo, 749 participantes relataram um total de 1029 quedas, com mais da metade dos participantes caindo pelo menos uma vez durante esse período”, concluiu.
Escrito por Leandro Perché às 12h18
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Redução no consumo de carnes é essencial para a saúde e para o planeta

Cortar a produção e o consumo de carnes de boi em 30% pode ajudar consideravelmente a reduzir as emissões de gás carbônico e melhorar a saúde nos países onde esse alimento é mais consumido, segundo pesquisadores australianos e britânicos. Usando modelos de predição, os especialistas calculam que o corte de 30% no consumo de gordura animal reduziria em 17% o número de mortes prematuras por doença cardíaca na Grã-Bretanha – o equivalente a 18 mil mortes evitadas por ano. E, em São Paulo, isso representaria cerca de mil mortes a menos por ano. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, 18% de todas as emissões de gases do efeito estufa são provenientes da produção de carne. E os especialistas acreditam que o crescimento da demanda por carne, particularmente em países com economia em crescimento, poderia aumentar a produção em até 85% até o ano de 2030. Por isso, os pesquisadores defendem que, sem a queda no consumo de carne, medidas como a melhora da eficiência da produção, o aumento da captura de gás carbônico e redução do uso de combustíveis fósseis na agricultura não serão suficientes para alcançar a redução-alvo nas emissões de poluentes.
Escrito por Leandro Perché às 11h34
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Hortelã brasileira pode ajudar a aliviar a dor, confirma estudo britânico

Um estudo da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, liderado pela pesquisadora brasileira Graciela Rocha, indica que o chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente. Em testes com ratos, os pesquisadores comprovaram cientificamente que a erva Hyptis crenata – conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó –, que vem sendo utilizada há anos na medicina popular no Brasil para tratar dores de cabeça e de estômago, febre e gripe, tem efeitos terapêuticos. De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas. E observaram que o método mais comum é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo. Publicado na revista científica Acta Horticulturae e apresentado no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants, na Índia, o estudo indicou que, quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor quanto uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina. A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir a eficácia da erva no alívio da dor em humanos.
Escrito por Leandro Perché às 11h29
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Cigarros podem conter centenas de bactérias, alertam pesquisadores

Além de ser composto de centenas de produtos químicos prejudiciais à saúde – como todos sabem –, o cigarro pode conter diversas bactérias causadoras de doença, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos EUA. O exame do DNA de quatro marcas de cigarro – Camel, Kool Filter Kings, Lucky Strike Original e Marlboro – mostrou que “os cigarros comercialmente disponíveis testados estavam surpreendentemente cheios de bactérias”, incluindo algumas associadas a infecções nos pulmões, sangue e de origem alimentar. Entre as bactérias encontradas, os cientistas destacaram a Acinetobacter (associada a infecções no sangue e nos pulmões), bacilos (alguns tipos associados com intoxicação alimentar), Burkholderia (algumas cepas associadas a infecções respiratórias), Clostrídio (infecções pulmonares e intoxicações alimentares), Klebsiella (infecções diversas, incluindo sangue e pulmões) e Pseudômonas aeruginosa (responsável por 10% das infecções hospitalares). “Se esses organismos podem sobreviver ao processo de fumar – e nós acreditamos que eles podem –, então, eles poderiam contribuir para doenças infecciosas e crônicas em fumantes e naqueles expostos à fumaça do tabaco”, destacam os pesquisadores. Agora, eles pretendem continuar as pesquisas para verificar se essas bactérias podem contribuir diretamente para as doenças associadas ao tabagismo.
Escrito por Leandro Perché às 12h25
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Vitaminas C e E podem preservar força muscular, indica estudo

A ingestão das vitaminas C e E pode ajudar a preservar a força muscular dos efeitos do envelhecimento, segundo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos EUA. “A força muscular começa a declinar quando as pessoas estão em seus 40 anos, mas reduz dramaticamente após os 60”, explica a pesquisadora Anne Newman. E esse declínio é um fator de risco importante para as pessoas se tornarem frágeis e deficientes. Por isso, as estratégias para retardar a perda muscular são tão importantes. Avaliando os hábitos alimentares e a força muscular de mais de 2 mil pessoas em seus 70 anos, os pesquisadores descobriram uma significativa relação positiva entre a ingestão de vitamina C – encontrado principalmente em frutas como laranja e morango – e de vitamina E – presente em óleos vegetais, nozes e gérmen de trigo – com a preservação da força muscular. Os pesquisadores destacam, porém, que ainda não está claro se essas vitaminas especificamente ajudam a manter a força muscular, ou se sua ingestão é uma marca de alimentação saudável – rica em frutas e verduras e pobre em sódio –, que têm efeitos benéficos para a saúde geral. Eles tentam, agora, estabelecer os níveis adequados de atividades físicas e consumo de nutrientes para preservar a força muscular. Enquanto isso, eles destacam que as pessoas não devem começar a tomar suplementos sem prescrição de um especialista, mas começar a ter uma dieta balanceada.
Escrito por Leandro Perché às 12h21
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Uma em quatro adolescentes tem DSTs, aponta estudo americano

Uma em quatro adolescentes tem alguma doença sexualmente transmissível (DST), como HPV, herpes e clamídia, segundo estudo realizado nos Estados Unidos. Avaliando dados de 838 mulheres com idades entre 14 e 19 anos que haviam participado de uma pesquisa nacional no período entre 2003 e 2004, os pesquisadores observaram que 24% delas apresentavam DST. Porém, de acordo com os autores, o mais preocupante é a rapidez com que essas meninas são infectadas assim que começam sua vida sexual. O estudo mostrou que, no período de um ano após terem a primeira relação sexual, cerca de 19% das adolescentes já apresentam alguma dessas doenças. “A prevalência de DSTs entre as adolescentes do sexo feminino é substancial, e as DSTs começam a ser adquiridas logo após a iniciação sexual e com poucos parceiros sexuais”, explicou a pesquisadora Sara Forhan, dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Os especialistas lembram que a infecção não significa necessariamente que a pessoa vai desenvolver os sintomas da doença. Mas alguns casos podem levar a complicações em longo-prazo, como inflamações pélvicas, infertilidade e câncer, além de algumas dessas infecções aumentarem os riscos de infecção pelo HIV. “Essas descobertas destacam a importância da prevenção primária e secundária de DST, incluindo educação sexual na infância, vacinação e triagem para algumas dessas infecções em adolescentes sexualmente ativas”.
Escrito por Leandro Perché às 11h39
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Consumo regular de chá pode ajudar a prevenir o diabetes, diz especialista

Um estudo da Universidade do Texas aponta para mais um benefício do consumo de chás - ele pode ajudar a controlar a glicose, reduzindo os riscos de desenvolver diabetes. De acordo com os autores, a bebida já é reconhecida como promotora da saúde geral, principalmente a cardiovascular, reduzindo, inclusive, os riscos de alguns tipos de câncer. E, em uma revisão de pesquisas científicas, os especialistas confirmaram seu papel contra o diabetes. Segundo a pesquisadora Jo Ann Carson, professora de nutrição clínica da Universidade, estudos realizados em diversos países sugerem que o consumo, ao longo da vida, de pelo menos duas xícaras de chá por dia – principalmente do chá preto – pode reduzir a incidência do diabetes tipo 2, doença muitas vezes associada à obesidade. E a especialista destaca que, apesar de as evidências sobre os benefícios dos chás serem limitadas, muitos dos tipos da bebida, incluindo o chá verde, podem fazer parte de uma dieta saudável. “As pessoas têm duas escolhas: aprender a aproveitar o chá gelado com pouco ou nenhum açúcar, ou tomar chá gelado açucarado em moderação, geralmente uma vez por dia ou menos”, recomenda a pesquisadora.
Escrito por Leandro Perché às 11h36
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Consumo de chá verde pode reduzir formação de pedras nos rins, diz estudo

O consumo de chá verde pode ajudar a prevenir o doloroso problema das pedras nos rins, segundo estudo da Universidade Sichuan, na China. De acordo com os autores, alguns compostos do extrato do chá verde podem se ligar ao oxalato de cálcio – principal componente dos cálculos renais – dificultando a formação dessas pedras nos rins. Os especialistas examinaram os efeitos de um concentrado de chá verde na cristalização do oxalato de cálcio usando uma variedade de técnicas avançadas de imagem. E os resultados mostraram que, com o crescimento da quantidade do extrato aplicado, os cristais de oxalato de cálcio ficavam cada vez mais lisos, fazendo com que fosse mais difícil a formação de cálculos maiores. Segundo os autores, esses cristais menores seriam liberados, sem problemas, pela urina.
Escrito por Leandro Perché às 12h05
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Cuidados na alimentação podem evitar câncer colorretal, indica pesquisa

Uma alimentação adequada, com a ingestão de frutas, verduras e legumes, além de chás e vinho tinto, pode oferecer, a homens com sobrepeso e a mulheres com peso normal, proteção contra cânceres no intestino e no reto, segundo estudo holandês que será publicado na edição de 15 de dezembro do International Journal of Cancer. De acordo com os especialistas, antioxidantes chamados flavonoides, presentes nesses alimentos, poderiam interferir em processos causadores da doença. Avaliando quase 121 mil pessoas com idades entre 55 e 69 anos, que preencheram relatórios sobre sua alimentação para um estudo sobre dieta e câncer, os pesquisadores observaram que as análises da ingestão de flavonoides em relação ao peso indicavam “efeitos protetores de alguns destes compostos em subgrupos de homens com sobrepeso e mulheres de peso normal”. A maior ingestão de catequinas – presente em uvas, chocolate amargo, chá, vinho e alguns grãos – foi associado a um menor risco de câncer colorretal entre homens um pouco acima do peso e mulheres magras. Os pesquisadores observaram uma tendência similar para outros flavonoides encontrados em cebolas, couve, maçãs, peras, chás e sucos de fruta. Baseados nesses resultados, os pesquisadores recomendam uma alimentação rica em compostos antioxidantes, para a prevenção do câncer no sistema digestivo, mas destacam que mais estudos são necessários para desvendar os mecanismos implicados nessa proteção.
Escrito por Leandro Perché às 12h00
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Estar um pouco acima do peso pode ajudar os idosos a viverem mais

Antes de alcançar a terceira idade, o excesso de peso e de gordura corporal tende a aumentar o risco de diversas doenças – principalmente as cardiovasculares – e de morte. Porém um novo estudo da Universidade de York, no Canadá, indica que, entre os idosos, isso pode ter o efeito contrário – a massa de gordura “é tida como sendo uma reserva de energia que ajuda o indivíduo a sobreviver a doenças e condições crônicas”, segundo a pesquisadora Jennifer Kuk. Avaliando cerca de 4,4 mil homens e 5 mil mulheres, os pesquisadores notaram que peso e níveis de gordura muito baixos estavam associados com maior risco de morte entre pessoas com 65 anos ou mais velhas. Entre os participantes com mais de 75 anos, ter baixo peso aumentaria os riscos de morte em 1,6 vezes para os homens e em três vezes para a mulher, comparado ao peso normal. Segundo os autores, na faixa etária de 18 a 64 anos, o risco de morte aumentaria com a obesidade masculina e em mulheres com sobrepeso ou obesas. Mas, nos grupos mais velhos, estar um pouco acima do peso foi associado a uma menor mortalidade. Os autores destacam, porém, que, considerando que a obesidade aumenta a incidência de diversas condições crônicas e de morte inclusive entre os idosos, a perda de peso acompanhada por um especialista pode ser benéfica, de forma geral, também para as pessoas mais velhas. Porém, mais estudos são necessários para avaliar a relação entre peso e mortalidade entre idosos.
Escrito por Leandro Perché às 11h33
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